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Bom livro de Tereza Campello, “Faces da desigualdade no Brasil”

Do 247 – “A ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome Tereza Campello informou que lança nesta segunda-feira (27) a publicação Faces da Desigualdade no Brasil – um olhar sobre os que ficam para trás, durante o Colóquio Internacional: O desafio da igualdade no Brasil e na América Latina.

De acordo com a ex-ministra, trata-se de estudo sobre o que ocorreu com os mais pobres no Brasil no período de 2002 – 2015 sob a perspectiva do acesso a direitos, serviços públicos e bens de consumo. “Os resultados são impressionantes e vão surpreender!”, disse ela.

Em setembro, durante entrevista ao 247, a ministra do governo Dilma afirmou que “o Brasil corre o risco de voltar para o mapa da fome” (veja aqui).

O evento contará com a participação de destacadas personalidades do campo político e acadêmico da América Latina e da Europa. O relatório foi coordenado pela Dra. Tereza Campello, pesquisadora da FIOCRUZ e ex ministra de desenvolvimento social do governo Dilma Rousseff.

Werner Keller, “E a Bíblia tinha razão…” (ed. Melhoramentos, 2012), ótima obra

Werner Keller, após várias expedições arqueológicas, escreveu, em 1955, o livro “E a Bíblia tinha razão”. Obra excelente. Pode estar desatualizada, pois depois de 1955 ocorreram várias pesquisas e descobertas.

Trata-se de uma obra excelente, pois mostra como os dados arqueológicos respaldam a narrativa do texto da Bíblia. Situa acontecimentos no tempo, expõe uma cronologia, situa geograficamente, dentro do contexto da história e da geografia.

Obra que recomendo muito. 

“Inimigos, uma história do FBI”, de Tim Weiner, ed. Record.

O livro de Tim Weiner, do jornal “New York Times”, é a história (biografia de Hoover) do FBI, que é, principalmente, uma agência de inteligência, e não uma agência de polícia. O FBI, de certo modo, superou a ANS, a CIA, a Agência de Inteligência de Defesa e outras. Supera em muito o DEA etc. O FBI é uma mistura de KGB com Gestapo.

A arma mais poderosa do FBI sempre foi o recrutamento ou infiltração, criando agentes duplos (X 9). Infiltrar por agentes disfarçados ou cooptando informantes, criando infiltrados, e depois semear mentiras (desinformação, intrigas) e mesmo instigar condutas ilícitas para prender em flagrante (agentes provocadores). Plantar infiltrados era a base do Programa de Contra-inteligência (ConIntelopro), a arma mais poderosa da inteligência.

Como a CIA, a arma suprema era sempre a corrupção de alguém dentro da organização a ser espionada, cooptando, criando informantes, infiltrados, X 9. 

O FBI chegou a ter infiltrados em Moscou, infiltrados no Partido Comunista, na Ku Klux Khan, nos Panteras, nas lideranças do movimento negro etc.

“Um marido ideal”, uma peça linda de Oscar Wilde

A peça “Um marido ideal” (Rio, Ed. Ediouro, 2001), de Oscar Wilde, é uma das melhores peças que já li. Tem trechos inteligentes como “informações confidenciais são praticamente a origem de todas as grandes fortunais atuais”.

Trata de corrupção, de venda de segredos estatais, de grandes capitalistas investindo em obras e projetos, como o Canal de Suez, o Panamá, um canal na Argentina etc. E ainda tem trechos lindos como: “o que eu sei é que a vida não pode ser compreendida sem muita caridade, não pode ser vivida sem muita caridade. É o amor, e não a filosofia alemã, que explica este mundo, seja qual for a explicação do outro mundo”.

Lendo a peça, entendo a razão de Oscar Wilde ter morrido como católico, e ter escrito o livro “De profundis”. 

Cibilis da Rocha Viana, um grande nacionalista e trabalhista

Cibilis da Rocha Viana, no livro “Estratégia do desenvolvimento brasileiro” (Rio de Janeiro, Ed. Civilização Brasileira, 1967), analisa o papel do Estado como agente do desenvolvimento. Adota as mesmas ideias de Lebret e de Gunnar Myrdal, um grande sueco. Termina o livro com um “esboço de um programa nacionalista”, baseada no reforço do mercado interno, no combate à evasão de divisas, na luta contra o imperialismo. Defende reformas estruturais, como participação nos lucros. O mesmo que o General Anapio Gomes defendia, quando era o Coordenador de Getúlio, da Comissão de Mobilização Nacional, em 1944. O livro de Cibilis tem excelente apresentação de Cid Silveira. Ótimo livro mesmo, que recomendo. Coincide, em linhas gerais, com o modelo da doutrina social da Igreja. 

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