Arquivos para : Freudismo, a serviço dos ricos

Recomendo a obra “O livro negro da psicanálise”, organizada por Catherine Meyer

O livro negro da psicanálise”, organizado por Catherine Meyer (Rio, Ed. Civilização Brasileira, 2012), traz uma boa crítica às ideias de Freud e da psicanálise.

O livro tenta mostrar inclusive como a corrente freudiana prejudicou os estudos sobre tratamentos de toxicômanos. Critica Lacan etc.

Vou ver se acho o livro de Elisabeth Roudinesco, com a crítica a este livro, na França. Quem sabe, mudo um pouco de ideia, pois tenho pouca leitura sobre o tema. 

Com franqueza, nunca tive apreço pela psicanálise. Não gosto das ideias sobre “transferência” em relação ao psicanalista, que acho bastante ruins etc.  

 

Richard Webster, “Por que Freud errou”, editora Record, 1.999. Boa obra

O livro de Richard Webster, “Por que Freud errou” (Editora Record, 1999), é excelente.

Mostra a origem dos erros de Freud. A questão do uso de cocaína, os erros de Charcot sobre “histeria”, os vários erros médicos de Freud. Discorre sobre a teoria da sedução, o Comitê Secreto, a cunhada, a relação com a religião etc. Vou postar vários textos deste livro, pois achei a leitura muito enriquecedora e útil.

Erros graves e crassos de Freud

No livro “Uma breve história da psicanálise”, Freud escreveu: “nossa mente não é nenhuma unidade tranquilamente autocontida. A mente é mais comparável a um Estado moderno, em que uma ralé, ávida por diversão e destruição, tem que ser refreada e contida à força por uma prudente classe superior”.

Ou seja, o inconsciente é comparado à ralé, ao povo, no sentido depreciativo. O inconsciente seria a parte “perversa” da mente, que deve ser objeto de repressão e domínio. A “classe superior” seria autocontida, prudente e usaria o Estado para refrear e conter o povo, a ralé.

A imagem usada por Freud mostra claramente o viés de classe superior. Os clientes de Freud eram ricos e o freudismo dependia dos ricos, com problemas afetivos e sexuais. E o povo era a ralé, uma besta, “ávida por diversão e destruição”.  A cumplicidade do freudismo com o capitalismo fica evidente nestas e em outros textos. 

 

 

— Updated: 21/10/2018 — Total visits: 38,783 — Last 24 hours: 74 — On-line: 0
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