Arquivos para : Estoicismo católico e hebraico, boa base ética

A boa síntese de Cícero, entre platonismo, aristotelismo e estoicismo. A base da Filosofia cristã

Santo Agostinho, tal como Santo Ambrósio e São Jerônimo, apreciava os melhores textos de Cícero e de Sêneca.

O próprio Cícero seguia os passos dos “peripatéticos” (da escola de Aristóteles) e dos estoicos, como ele mesmo diz no primeiro parágrafo de seu livro “Dos deveres” (“De Officiis”, São Paulo, Ed. Saraiva, 1965, p. 27), onde escreveu:

“meu filho,… não deixe também de ler minhas obras, nas quais a doutrina pouco difere da dos peripatéticos, pois, eles e eu nos ligamos a Sócrates e a Platão. Use seu próprio pensamento, quando se tratar da essência das coisas” e “aos estoicos [especialmente Panécio], aos acadêmicos, aos Peripatéticos cabem nos ensinar deveres” (p. 29), concluindo que “seguiremos, de preferência, os estoicos, mas sem servilismo, como é nosso costume; nós nos saciaremos em suas fontes, quando julgarmos apropriado, mas não abdicaremos nosso ponto de vista, nosso juízo e nosso arbítrio”.

Boa obra, sobre Bergson, Edith Stein, Max Scheler, Edmund Husserl e outros. Grandes filósofos judeus se aproximam do Catolicismo

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Discurso Francisco I para a Conferência dos Rabinos Europeus, o Conselho Rabínico da América e a Comissão do Grão-Rabinato de Israel

Discurso em 31.08.2017.

Queridos irmãos e irmãs!

Dirijo com alegria uma cordial saudação a todos vós, especialmente aos representantes da Conferência dos Rabinos Europeus, do Conselho rabínico da América e da Comissão do Grão-rabinato de Israel em diálogo com a Comissão para as Relações religiosas com o Judaísmo da Santa Sé. Agradeço ao Rabino Pinchas Goldschmidt as suas gentis palavras.

No nosso caminho comum, graças à benevolência do Altíssimo, estamos a atravessar um momento fecundo de diálogo. Segue nessa direção o documento Entre Jerusalém e Roma, que elaborastes e que hoje recebo das vossas mãos. É um texto que confere reconhecimentos especiais à Declaração Conciliar Nostra aetate, que no seu quarto capítulo constitui para nós a “magna charta” do diálogo com o mundo judaico: com efeito, a sua progressiva atuação permitiu que os nossos relacionamentos se tornassem cada vez mais amistosos e fraternos. A Nostra aetate evidenciou que os inícios da fé cristã já se encontram, segundo o mistério divino da salvação, nos patriarcas, em Moisés e nos profetas e que, sendo grande o patrimônio espiritual que temos em comum, deve ser promovido entre nós o conhecimento recíproco e a estima, sobretudo através de estudos bíblicos e colóquios fraternos (cf. n. 4). Ao longo dos últimos decénios conseguimos aproximar-nos, dialogando de maneira eficaz e frutuosa; aprofundamos o nosso conhecimento recíproco, intensificando os nossos vínculos de amizade.

Contudo, a Declaração entre Jerusalém e Roma não esconde as diferenças teológicas das nossas tradições de fé. Todavia, exprime a vontade firme de colaborar mais estreitamente hoje e no futuro. O vosso documento dirige-se aos católicos, chamando-os «parceiros, estreitos aliados, amigos e irmãos na busca comum de um mundo melhor que possa gozar de paz, justiça social e segurança». Outro trecho reconhece que «não obstante profundas diferenças teológicas, Católicos e Judeus compartilham crenças comuns» e «a afirmação segundo a qual as religiões devem utilizar o comportamento moral e a educação religiosa — não a guerra, a coerção ou a pressão social — para exercer a própria capacidade de influenciar e de inspirar». Isto é muito importante: possa o Eterno abençoar e iluminar a nossa colaboração para que juntos possamos acolher e atuar cada vez melhor os seus desígnios, «desígnio de prosperidade e não de calamidade», para «um futuro cheio de esperança» (Jr 29, 11)”. 

A religião católica e o judaísmo têm um grande patrimônio de ideias em comum. Visam a justiça social, a prosperidade de todos.

As cidades fenícias, um dos elos mais importantes da difusão cultural semita, luz para o mundo

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A ética semita católica e cristã é a ética do Bem comum, exigindo suficiência de bens materiais para todos

Nicola Abbagnano, no livro “Dicionário de filosofia” (São Paulo, Ed. Martins Fontes, 2007), explica a importância do “bem comum” na concepção política da Igreja:

Bem comum (lat. “bonum commune”; in. “Common good”; fr. “bien commun”; alemão “gemeingut”; it. “bene comune”). Conceito próprio do pensamento político católico, base da doutrina social da Igreja. Do ponto de vista filosófico, os seus maiores teóricos Santo Tomás de Aquino e Maritain. Desenvolvendo o pensamento de Aristóteles (no qual não está presente o bem comum, que é de origem medieval), Tomás de Aquino identifica-o com a suficiência de bens materiais e com uma vida feliz e virtuosa, compartilhada por todos”.

A ética são as ideias práticas do povo para assegurar suficiência de bens materiais para todos, vida simples, feliz e virtuosa para todos. 

Santo Tomás, como explica Abbagnano, considera “o bem comum” como “o objetivo essencial das leis” (“omnis Lex ad bonum commune ordinatur”, “Suma Teológica”, I-II, q. 90, a. 2).

No mesmo sentido, Abbagnano completa: “Maritain” “utiliza esse conceito” identificando-o com “o bem estar humano” e com o “respeito [concretização] aos direitos fundamentais [direitos humanos naturais] das pessoas”.

Estes pontos foram bem expostos por Maritain em obras como “A pessoa e o bem comum” (1947) e “O homem e o Estado” (1951).

Os católicos são espiritualmente semitas. O mesmo para a Paideia e o estoicismo

O Papa Pio XI ensinou que os católicos são espiritualmente semitas, somos os irmãos mais novos dos semitas, dos judeus. 

Os hebreus ensinavam que os lídios (que viviam na região da Jônia e da Cária) era semitas, tal como os Caldeus.

A Cária, uma das principais regiões da Ásia Menor, vizinha da Jônia, teria sido fundada por Kar, um rei fundador da colônia fenícia. Os etruscos, povo que habitava em Roma, base da civilização romana, tem origem na Cária, área semita, asiática. A Lídia tem amplas raízes culturas fenícias e semitas, basta pensar em Cades, a capital, que os judeus diziam que tinha origem judaica (é bem provável que houvesse boa colônia fenícia e hebraica em Cades). 

Ciro, da Pérsia, passou a controlar a Lídia em 545 a.C. Ciro foi elogiado por escritores gregos como Heródoto, Xenofonte, Ctésias e outros.

A Cária tinha outras cidades importantes como Antioquia da Pisídia (diferente da Antioquia da Síria, tal como há duas Apaméias e duas Tebas), Heracléia, Laodicéia, Alinda, Halicarnasso (terra de Heródoto, que aponta as ligações destas cidades com os fenícios e com o oriente) e outras. O próprio culto a Hércules tem origem fenícia. 

Como explicou Bento XVI:

Na verdade, como sabemos, o Cristianismo nasceu no Oriente Médio. E por muito tempo, seu desenvolvimento principal permaneceu lá, e se difundiu na Ásia, muito mais do que podemos pensar hoje, depois das mudanças levadas pelo Islamismo [o que explicou a difusão e os pontos comuns entre cristianismo e islamismo e a razão deste ser chamado de “heresia cristã”, por São João Damasceno e outros]. Por outro lado, exatamente por esse motivo [o surgimento do islamismo e o afastamento dos ortodoxos], o seu eixo deslocou-se sensivelmente para o Ocidente e para a Europa, e a Europa – fato que nos enche de orgulho e de alegria – desenvolveu ulteriormente o Cristianismo, nas suas grandes dimensões, também intelectuais e culturais”.

Conclusão: a Paidéia é uma criação dos gregos e também dos povos da Antiguidade, com vastas raízes semitas. Dentro da Paidéia, desde o início, existiam raízes semitas, ideias semitas. E isso só se acentuou mais ainda com os estoicos, pois o estoicismo é uma corrente, a melhor, a meu ver, de origem semita, fenícia e hebraica. 

Os gregos eram e são um grande povo, pois sempre foram abertos às idéias verdadeiras, recebendo as verdades de outros povos e também gerando, em seus grandes expoentes, idéias fundamentais para a humanidade. O cristianismo nasceu com duas colunas, a Paidéia e as Tradições bíblicas e hebraicas.

O hilemorfismo do catolicismo, estoicismo católico e hebreu

A união entre alma e corpo, da antropologia semita e do hilemorfismo estóico e aristotélico, faz parte essencial do cristianismo.

Cada idéia má em nós gera maus efeitos no corpo; e o corpo influencia a alma.

Pio XII, no discurso sobre “Os distúrbios hormonais e neurovegetativos”, proferido no XII Congresso da Sociedade Otorrinolaringológica Latina, em 01.07.1958, em Roma, destacou bem o “equilíbrio psicofísico” da pessoa, tema repetido na Assembléia do Colégio Internacional Neuropsicofarmacológico, também em Roma, sobre sedativos etc.

A Igreja aceitou experiências de hipnotismo para fazer o bem, controladas por bons médicos, com ética. 

As raízes semitas do estoicismo, o que explica a razão do catolicismo e do judaísmo terem acolhido boa parte do estoicismo

O estoicismo nasceu em áreas de cultura semita e fenícia, com base na cultura fenícia-semita. O fundador do estoicismo, Zenão, nasceu em Chipre, terra totalmente influenciada pelos fenícios e judeus, bem perto de Tarso, a cidade natal de São Paulo.

Este ponto foi bem demonstrado pelo padre Eleutério Elorduy, no livro “El estoicismo” (Madrid, Ed. Gredos, 1972, vol. I, pp. 25-32). O estoicismo desenvolveu-se, desde as origens, com base em homens banhados pela cultura fenícia-semita, existente na Fenícia (ao lado da Judéia).

Nasceu em lugares banhados pela cultura fenícia e hebraica (tendo grandes colônias hebraicas), como o Chipre, Tarso, Síria e em várias áreas da Palestina e da Mesopotâmia. Todas estas áreas eram banhadas pelas idéias semitas, presentes nas idéias persas, fenícias, assírias e outras.

Houve também influência semita (hebraica) clara nos textos de Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio (e os três foram influenciados pelo cristianismo, pois mencionam os “galileus”, os cristãos). O mesmo ocorre com Tácito, Galeno, Plutarco, Plotino e outros autores.

Os principais estoicos são homens nascidos na região de Tarso e de Chipre. Esta região tinha tantos judeus que, em 117, estes atacaram os romanos, participando da guerra judaica, contra os romanos. Outros estoicos eram da Síria, da Fenícia, região banhada pelas idéias hebraicas e semitas, presentes na cultura Cananeia-fenícia. Uma prova disso é o o fato do nome principal de Deus, na cultura fenícia, ser “El”, como é na Bíblia.

O nome principal da divindade, na Bíblia, é “El” e isso permanece mesmo quando o culto a Baal prepondera, em conflito com “El”, mas sendo afirmado que Baal nasce de “El” (ver, a propósito, os conflitos de Elias com os sacerdotes de Baal).

Seria possível citar mais de vinte grandes estoicos de origem na cultura semita. Basta, para ilustrar, citar Zenão de Chipre (o fundador do estoicismo), Crisipo (o principal formulador do estoicismo) e mesmo Posidônio, que nasceu na Síria. A região entre Jerusalém e a Síria deu origem também a autores como Porfírio, que nasceu em Tiro, cidade fenícia, ligada culturalmente aos hebreus. A Cilícia era tanto ligada aos hebreus que Polemon II, rei da Cilícia, casou-se com Berenice, irmã de Herodes Agripa II.

Outros grandes estoicos tem origem na Espanha, terra colonizada primeiro pelos fenícios, totalmente influenciada pela cultura fenícia-semita, inclusive por judeus. Os fenícios estavam presente na Grécia, também, pois o alfabeto grego é o alfabeto fenício e Tebas (a cidade base das grandes peças de teatro gregas) é uma colônia fenícia, foi fundada pelos fenícios. Os fenícios também participaram do surgimento da democracia na Grécia, derrotando o tirano que escravizava Atenas e a tornando uma democracia.

Os fenícios também estavam presentes na Lídia, em Sardes, onde também existiam judeus. Fenícios e judeus estavam presentes no Império assírio, babilônico, persa etc. Mesmo Homero, na “Ilíada”, menciona os fenícios, como grandes navegantes. 

Tarso era uma das maiores cidades do mundo, tendo mais de 500.000 habitantes, na época de Cristo. Tarso, Pérgamo e Antioquia, juntas, faziam bom contraponto a Alexandria e a Roma, deixando para trás cidades como Corinto e Éfeso, que eram enormes também.

Xenofonte passou por Tarso, lá por 401 a.C., com os dez mil gregos, citados na “Anabase”. Tarso é mencionada com Tarsis, em Gn 10,4; tal como em 2 Macabeus 4,30-36. Tarso era protegida por Augusto, pois era a terra natal de Atenodoro, um estóico, professor de Augusto. Augusto mantinha relações de amizade com Herodes, que tinha escritores como Nicolau de Damasco (n. em 64 a.C.), um filósofo e um historiador, autor de uma História universal de 144 livros e de uma biografia de Augusto. Josefo utilizou vários textos de Nicolau de Damasco.

Theodore Reinach (1860-1928) escreveu um livro chamado “Textos de autores gregos e romanos relativos ao judaísmo” mostrando as ligações antigas entre o judaísmo e a filosofia grega, especialmente o estoicismo. Theodore era irmão de Solomon (arqueólogo e historiador) e de Joseph Reinach, o chefe de Gabinete de Gambetta. Theodore dirigiu, por anos, a “Revista de Estudos Gregos”. Seus estudos mostram a mesma tese dos Santos Padres: o pensamento judaico influenciou o pensamento grego e romano, por dentro, auxiliando a luz natural da razão a gerar ideias bem próximas do cristianismo, preparando o surgimento do cristianismo.

No mundo judaico, o cristianismo foi, no prisma humano, a continuidade do movimento dos fariseus (“perushim”). Estes já estavam realizando sínteses com a Paidéia, adotando um ecletismo filosófico que juntava as idéias estóicas, platônicas etc e o mesmo ocorria com os essênios.

Os fariseus são a base dos essênios e dos zelotes, pois essênios e zelotes são variações do movimento fariseu. O helenismo e as idéias hebraicas já estavam em diálogo intenso antes do helenismo e, principalmente, depois.

No mundo judaico, uma parte dos sábios passou a adotar nomes gregos no século III a.C., tal como antes adotara nomes egípcios, babilônicos e persas. Antígnos de Sochos é tido como o primeiro a adotar um nome grego e dois de seus discípulos, Tsadoc e Betus, romperam com a Torah oral (“Lei oral”, defendida pelos fariseus e pelos católicos) e adotaram o hedonismo, as idéias de Epicuro (foram chamados de “epikaros”, de epicureus).

Segundo o Talmud, Tsadoc e Betus foram os fundadores das seitas dos saduceus e dos betusianos. No caso dos saduceus, houve erros, pois rejeitaram o substrato estoico contido na crença dos fariseus. Os fariseus eram a seita mais próxima do cristianismo, ponto que Cristo destacou. 

O Talmud chama a pessoa que ataca a fé de “o epicurista”. Só este fato já demonstra bem o elogio fariseu das idéias estóicas no Talmud. Flávio Josefo chamava os fariseus de “os estoicos hebreus”. 

Os rabinos, tradicionalmente, chamam de “apiqoros” (epicureus) as pessoas que negavam a vida após a morte. Também usaram o termo “apiqoros” para designar os pagãos. Esta crítica rabínica aos epicureus é outro sinal claro do amor judaico ao estoicismo, de fundo semita, também.

Conclusão – a filosofia cristã e hebraica é formada de uma síntese do melhor da Paideia com o melhor do Tradição hebraica, sendo uma síntese eclética, unindo os melhores textos dos órficos, dos pitagóricos, do platônicos, dos aristotélicos e dos estoicos e, depois, do hermetismo. O mesmo vale para o pensamento muçulmano, como pode ser visto nos melhores textos da comunidade muçulmana no Cairo.

No fundo, é praticamente o credo da última fase de Diderot, que morreu panteísta e adepto de Seneca, estoico. 

O ideal cristão judaico de autodomínio pessoal, familiar e social

A ética cristã nasce de uma síntese, de uma recapitulação entre o melhor da Revelação hebraica e da Tradição da humanidade, da Paidéia.

A teologia da libertação, um elo da Teologia Tradicional da Igreja, é baseada no ideal pessoal e social de “enkrateia” (virtude elogiada por São Pedro e por São Paulo, a “temperança”), de equilíbrio, medida, auto-controle pessoal e social.

Um ideal de autonomia e autodeterminação pessoal e social, pelo diálogo interno e entre as pessoas. O máximo de personalização com o máximo de socialização, sendo esta regra válida para a vida pessoal, familiar, econômica e estatal. 

Este ideal é referido na Bíblia com várias palavras, como “autodomínio”, “paz” (“shalom”), “liberdade” (“eleutheria”) etc.

Está na abertura dos Dez Mandamentos, quando o próprio Deus se identifica como “Libertador” do povo contra as opressões e em prol da autonomia humana e do povo.

São Pedro, ao descrever as virtudes que deve ter um cristão, em II Pd 1,5-7, destaca a “engkrateia”, o “auto-domínio”, a autonomia humana. São Paulo, em Gl 5,22-23, usa o mesmo termo “engkrateia”, autonomia, autocontrole, controle da pessoa sobre si mesmo, usando também o termo estóico “autarquia” (“autarkes”, cf. Hb 13,5; 1 Tm 6,8; 2 Co 9,8; Fp 4,11 e outras passagens).

Por extensão, uma sociedade bem estruturada, de acordo com a natureza humana, é a sociedade que tem controle sobre si mesmo, que tem autodeterminação, autonomia, controle social sobre o processo produtivo, sobre a gestão dos recursos para atender às necessidades e assegurar a todos uma vida simples, plena, abundante, feliz.

Lúcio Lactâncio (240-320 d.C.), um dos vários estóicos católicos, no livro “Instituições divinas” (VI, 8, 6-9), transcreveu um texto do livro “Da República” (III, 33), de Cícero, que explica claramente o papel da consciência, da razão, como fonte da edição de regras jurídicas e éticas de condutas pela razão humana, presente em todas as pessoas, para o bem de todos.

Há o mesmo ensinamento em São Clemente de Alexandria, em Santo Agostinho, em São Jerônimo, em São Máximo de Constantinopla e em todos os Doutores, Santos e grandes teólogos da Igreja Católica. 

A consciência é naturalmente legisladora, o povo é o legislador natural de si mesmo, por desígnio divino, por força da própria natureza, pela Lei do Criador, que nos criou para sermos co-criadores, co-gestores, co-reis, co-governantes, co-redentores, divinizados, pela união com o Deus da Vida plena.

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