Arquivos para : Elogio do protecionismo, uma das bases do planejamento, anti imperialista

Governo entreguista derruba o pouco de proteção alfandegária, de protecionismo

Do 247 – “Setor sucroenergético avalia que declarações do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, sobre a possibilidade de o Brasil acabar com uma taxação de 20% sobre o etanol importado criam insegurança jurídica”. 

“A fala (de Maggi) foi ruim, pois cria instabilidade jurídica – as cotas foram estabelecidas para um período de dois anos e não houve nenhuma conversa com o setor a respeito”, afirmou o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha”.

Minha nota – Os neoliberais odeiam o protecionismo. Protecionismo é apenas uma forma de intervenção pública na economia, muito útil.

Mesmo com um Estado mundial, haverá fronteiras, proteção e controles públicos. Estes controles públicos são absolutamente necessários para organizar a economia de forma justa, em adequação ao bem comum. 

O mercantilismo não tinha obsessão por ouro, e sim por industrialização

O mercantilismo não era focado em ouro. O objetivo era uma balança comercial superavitária, ou seja, exportar mais do que importar. Para isso, o Estado deveria proteger o mercado interno e a industrialização, a formação de manufaturas.

As principais manufaturas e companhias eram estatais. Na França, hoje, ainda existem manufaturas reais, estatais, criadas por Colbert. 

A balança de comércio superavitária geraria entrada de ouro, por causa do excedente, do fato das exportações superarem as importações.

Para isso, o Estado criaria ou ajudaria a criar manufaturas e companhias, para industrializarem as matérias primas, impedindo a importação de mercadorias industriais e favorecendo a exportação apenas de produtos industriais.

Logo, caberia ao Estado criar monopólios públicos, estatais e controles públicos, industrializando o país. Foi este o objetivo principal de Colbert.

Por isso, Mably, Voltaire, Diderot, Galiani, Necker e outros elogiaram o colbertismo.

Como Engels observou, no “Esboço de economia política”, o mercantilismo tinha como base teórica o catolicismo.

Mais tarde, List, Carey e outros mostraram, com base na experiência, a importância do protecionismo para desenvolver as forças produtivas de uma nação.

Conclusão – apoio estatal à industrialização, proibição de exportar matérias primas, estatais, controles públicos da economia, controles estatais do câmbio, controle estatal sobre a moeda, controle estatal do crédito, controles e regras públicas para a economia, tudo isso ainda é atual, ponto que Hans Singer demonstrou. 

Protecionismo é uma forma de planificação estatal, pode ser boa, para desenvolver base industrial

Os textos de Frederich List e de Henry Carey (1793-1879) resgatam as boas idéias de Colbert e do século XVII.

Cada país deve industrializar suas matérias primas. E o mesmo deve ocorrer com a agricultura, que deve ser combinada com agro-indústria, nos locais de produção, como recomenda o MST. 

O colbertismo representa um conjunto de idéias de controle público da economia, de proibição de exportação de matérias-primas, controle das importações e do câmbio, importância da indústria etc.

List e Carey fazem parte da corrente do nacionalismo, que buscou ampliar a intervenção do Estado na economia, para ordená-la no sentido do bem comum.

No Brasi, houve bons esboços de controle da economia especialmente para a tutela da economia popular. Por exemplo, o Decreto-lei n. 869 (de 18.11.1938) e a “Lei Malaya” (Decreto-lei n. 7.666), de Getúlio e Agamennon Magalhães (este e Sérgio Magalhães combinavam nacionalismo, trabalhismo e catolicismo).

Um bom conjunto de leis sociais destruiria os monopólios privados, que são grandes parasitas e sanguessugas, as grandes tênias, no corpo da sociedade.

Um Estado mundial é perfeitamente harmônico com o fortalecimento dos Municípios, da regiões, dos Estados nacionais e dos Estados continentais. 

Bresser Pereira – medidas contracíclicas contra recessão, depreciar a moeda, o real, para estimular produção

Do site 247 – “Quando acontece uma crise fiscal como aconteceu agora, é necessário reduzir a despesa corrente do Estado, mas aumentar os investimentos públicos, mesmo que a custa de mais deficit no curto prazo. Ou seja, o Estado deve agir de forma contracíclica. E é necessário depreciar a moeda, para o país recuperar a competitividade. Mas a ortodoxia liberal rejeita a depreciação, porque ela obrigará os rentistas também a pagar pelo ajuste”, diz o professor Bresser Pereira”

— Updated: 16/11/2018 — Total visits: 40,905 — Last 24 hours: 55 — On-line: 0
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