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Doutrina Papal sobre estatização e economia mista

Pio XI, na “Quadragesimo anno” (1931, n. 114), foi claro como a luz do sol – “os princípios cristãos” “com razão pretendem que certos gêneros de bens sejam reservados ao Estado, quando o poderio que trazem consigo é tal que, sem perigo do mesmo Estado, não podem deixar-se em mãos dos particulares”. 

O Papa Pio XI, na “Quadragesimo anno” (n. 46), frisou bem – “deve, portanto, evitar-se cuidadosamente um DUPLO ERRO, que se pode cair. Assim como negar ou cercear o direito de propriedade social e pública precipita no chamado individualismo, ou dele muito se aproxima, assim, também, rejeitar ou atenuar o direito de propriedade privada ou individual leva rapidamente ao coletivismo”. 

O Vaticano 2 sintetizou isso – “os direito de domínio particular não impede o direito das propriedades públicas, que se reveste de várias formas”. 

A Igreja ama a economia mista, ou seja, a pequena propriedade familiar; as cooperativas; os sindicatos; as micro, pequenas e médias firmas; a pequena e média propriedade familiar rural; as estatais; as moradias familiares; os controles estatais da economia; a renda básica estatal para todos, etc.

A Igreja nunca viu com bons olhos os trustes, cartéis, latifúndios, grandes empresas sociedades anônimas, o capital financeiro, os rentistas etc. 

Keynes defendeu a criação de uma renda básica estatal, para todas as pessoas

Keynes foi um grande economista, defensor da intervenção estatal, das obras públicas e também da renda básica estatal.

No livro “As possibilidades econômicas dos nossos netos” (1930), Keynes destacou que o avanço da industrialização, das máquinas, da produtividade do trabalho, iria possibilitar que os bens e os serviços básicos fossem gratuitos, no futuro, sendo este um ótimo ideal.

Em 1939, no artigo “Como pagar pela guerra?”, Keynes defendeu que 2% do PIB fossem destinados a pagar uma renda básica a todos os ingleses. 

As propostas da “Renda Mundial da Renda Básica” (“Basic Income Earth Network”) são corretíssimas.

Eduardo Suplicy, no Brasil, tem o mérito de ter sempre defendido a proposta excelente da criação da Renda Básica para todas as pessoas, para erradicar a miséria. 

Renda básica estatal para todos, microcrédito estatal para todos, são ótimas propostas. O mesmo para Herança para todos, uma renda para todas as pessoas, dada pelo Estado.

Estas reformas sociais criam um socialismo parcial. Criam um colchão, uma base, onde podem florescer as micro, pequenas e médias empresas familiares.

Estas reformas, mais boas estatais e amplo cooperativismo, reforma agrária e controle estatal sobre os recursos naturais, são algumas das bases para erradicar a miséria. 

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