Arquivos para : Dívida pública espúria, usurária, sanguinária

Benayon desvenda erros na Constituição Brasileira

9. Na Constituição promulgada em 1988, há, pelo menos, dois pontos incompatíveis com a soberania nacional: o artigo 164 e a inserção fraudulenta – durante o processo da Constituinte – do acréscimo ao art. 166, em seu parágrafo 3º.

10. O art. 164 sujeita o Tesouro – portanto a União Federal e o próprio País – a endividar-se junto aos bancos privados e demais concentradores de capital, pois: 1) dá ao Banco Central a competência exclusiva para emitir moeda; 2) o dinheiro que o BACEN cria, só o pode repassar aos bancos privados, sendo proibido de provê-lo ao Tesouro ou a qualquer ente público.

11. O acréscimo ao § 3º do art. 166 (“excluídas as que incidam sobre: a) …; b) serviço da dívida; c) …”) libera os juros e amortizações da dívida dos requisitos a que estão sujeitas outras despesas para serem autorizadas.

12. Em consequência desses dispositivos e do desequilíbrio nas relações de poder econômico e político, o serviço da dívida já nos custou, de 1989 a 2014, em moeda atualizada, mais de R$ 20 trilhões. Sim, mais de R$ 20.000.000.000.000,00, o equivalente a quatro PIBs de 2014.

13. Apenas doze dealers (10 bancos e duas distribuidoras de títulos) determinam as taxas efetivas dos juros dos títulos públicos vários pontos percentuais acima da já injustificadamente elevada SELIC, novamente em aumento, todo mês, desde novembro.

14. Embora só uma parte dos mais de R$ 20 trilhões tenha sido paga com recursos tributários, a maior parte é paga com a emissão de novos títulos do Tesouro. Por isso, a dívida mobiliária interna cresce sempre e ultrapassou R$ 3 trilhões.

15. Muitos dos manipuladores da opinião publicada (como diz o ex-ministro Roberto Amaral), negam os números reais do serviço da dívida, pretextando que ela se paga com novos títulos do Tesouro, mas, se fossem coerentes, deveriam negar também a própria dívida, pois foi assim que ela cresceu.

16. Além do serviço da dívida, há mais mecanismos – também escondidos do conhecimento público – através dos quais o Brasil se descapitaliza em dezenas de trilhões de reais, a cada ano, e transfere renda em favor dos concentradores, principalmente os sediados no exterior, estrangeiros e brasileiros.

63.000 rentistas, beneficiários da Dívida pública, vermes e vampiros

Até um dos piores jornais do Brasil, mais submissos a seus anunciantes multimilionários, o jornal “O Globo”, mostra a desigualdade horrenda que no Brasil:

“Mais de 6 mil pessoas viraram milionários no Brasil no ano passado. Um balanço divulgado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) nesta terça-feira mostra que o número de pessoas com mais de R$ 1 milhão aplicado nos bancos brasileiros cresceu para 63.224 ao fim do ano passado, um aumento de 11% em relação aos 56.991 milionários de 2009.[temos uns 63.000 milionários, com mais de um milhão aplicados nos bancos, sem contra casas etc]. 

Segundo a Anbima, o patrimônio da indústria de private banking – área dos bancos brasileiros destinada aos clientes de altíssima renda – encerrou o ano passado com R$ 371,2 bilhões em ativos sob gestão, alta de 23% em relação ao final de 2010. O estado do Rio de Janeiro registrou um aumento de mais de R$ 15 bilhões (28,7%) em recursos sob gestão em dezembro do ano passado, em relação ao ano anterior. Mas a Anbima não divulga o número de novos milionários no Estado. – Grande parte desses clientes está concentrada no estado de São Paulo, mas devem ser considerados os aumentos expressivos que outras regiões tiveram de 2009 para cá – afirma Celso Portásio, diretor da Anbima e presidente do Comitê de Private Banking. Do valor total aplicado, 50% está em títulos de renda fixa e variável e 44% em fundos de investimento. Os outros 6% estão em caixa, poupança, previdência aberta ou outros investimentos”. 

São estes uma parte dos rentistas do Brasil, com aplicações em títulos de renda fixa, variável e em fundos de investimento. E alguns, em menor número (seis por cento), na caderneta de poupança etc. Boa parte vive da Dívida pública, pois o Estado paga centenas de bilhões para estes vagabundos dourados. 

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