Arquivos para : A “Fórmula” para conciliar Igreja e maçonaria: maçonaria deveria abandonar o anticlericalismo, segredos e juramentos estranhos

Luís Nassif mostra as contradições da Maçonaria, tal como sua atuação muitas vezes partidária, muitas vezes como um partido neoliberal

O general Mourão e a maçonaria no Brasil

Por Luís Nassif, no Jornal GGN:

Peça 1 – general Mourão coloca Maçonaria na miraAs declarações do general Antônio Hamilton Mourão em uma Loja Maçônica do Distrito Federal foram amplamente cobertas pela mídia. Passou em branco o local da manifestação e as relações políticas da maçonaria no país.

Em Portugal, a Maçonaria teve papel central nas movimentações que resultaram na prisão e na destruição política de José Sócrates, ex-primeiro ministro de tendência socialista. Ressurgiu como poder político, não se sabe se efetivo ou superdimensionado pelo caráter misterioso dos maçons.

No processo de impeachment houve diversas manifestações de lojas maçônicas e há diversos maçons em cargos-chaves na administração pública.

Como filho e neto de maçons – meu pai chegou a ocupar alto cargo na Loja Maçônica Estrela Caldense, e abjurou para casar na Igreja com minha mãe – sempre a vi como um clube de autoajuda, muito distante da militância política no Segundo Império.

Meu avô foi levado para a Maçonaria por meu pai. Mudou-se para São Paulo em 1960. Em seu enterro, em 1984, quando chegamos em São Sebastião da Grama, estavam aguardando-os os irmãos maçons de Poços.

Mesmo assim, o tema ainda é insuficientemente explorado. E não se sabe se a Maçonaria é uma força organizada, ou seja, com os maçons obedecendo a movimentos políticos coordenados, típicos de partidos políticos e de associações conspiradoras, ou apenas um clube de autoajuda, uma espécie de Rotary Club com rituais.

Hoje em dia, a soma de manifestações políticas obriga a um foco mais próximo para entender a verdadeira dimensão do fenômeno maçonaria no Brasil de hoje.

Lanço algumas pinceladas, claramente insuficientes para uma avaliação definitiva sobre a Maçonaria, mas visando promover a discussão.

Peça 2 – A Maçonaria atualAo longo da história, a Maçonaria juntou brasileiros influentes das mais variadas extrações políticas. A lista de 100 Maçons Ilustre (https://goo.gl/FxS36c) traz, na letra A, os nomes dos ex-governadores Ademar de Barros, Alceu Collares, Antônio Carlos Magalhães, ao lado de políticos híbridos como Aldo Rebelo e Antônio Palocci.

A Maçonaria no Brasil tem três correntes: o Grande Oriente do brasil, o mais antigo, fundado em 1822; as Grandes Lojas e os Grandes Orientes Independentes, reunidos embaixo da Confederação Maçônica do Brasil, conforme se depreende de discurso do senador Mozarildo Cavalcanti (https://goo.gl/LSgpib).

O Grande Oriente do Distrito Federal é subordinado ao grande Oriente do Brasil. Foi criado em 1971. Havia a necessidade de 13 lojas para fundar um Grande Oriente. O primeiro Gráo-Mestre do Distrito Federal foi Celso Clarismundo da Fonseca.

Em 1978 o Grande Oriente do Brasil transferiu sua sede do Rio de Janeiro para Brasília, comandado pelo senador goiano Osíris Teixeira. Hoje existem 73 lojas no Grande Oriente do DF, no coração do poder.

Nos últimos anos, o Grande Oriente comandou eventos políticos de peso, como homenagem às Forças Armadas, com presença de representantes das três forças; o movimento contra a intervenção federal em Brasília, a campanha da Lei da Ficha Limpa e vários eventos em favor da ética.

Nos 40 anos de fundação, houve evento comemorativo que contou com vários maçons ilustres, como o vice-governador do DF, Nelson Tadeu Filipelli, o então vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça Ministro Félix Fischer, o Ministro do STJ José de Jesus Filho, o Desembargador do TJ do Distrito Federal Lécio Resende da Silva.

No evento, propunha-se um novo estilo para a Maçonaria, conforme discurso do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR):

“O tempo em que a maçonaria precisava se esconder já passou. O tempo em que ela foi perseguida pelos reis, pela Igreja e por outros grandes e poderosos já passou. A maçonaria vive um momento em que precisa, de fato, sintonizar-se com o século XXI, modernizar-se, mostrar para a sociedade o que faz – e só faz o bem, mas faz de forma que não é perceptível pela sociedade”.

Eventos em outras partes do país, como em Campo Grande, servem para mostrar a influência regional da Maçonaria (https://goo.gl/qfL7WV). Entre os maçons agraciados estava o presidente do Tribunal de Justiça José Aedo Camilo, do Procurador Adjunto do Ministério Público do estado, Benjamin José Machado, do presidente do Tribunal de Contas do Estado Élcio Gonçalves de Oliveira, do Secretário do Planejamento Luiz Advive Palmeira, do Secretário de Administração Adjunto Sérgio Luis Gonçalves.

Peça 3 – A diversidade ética e políticaOs últimos eventos político-policiais mostraram que nem sempre os princípios éticos foram seguidos por todos os maçons. A quadrilha comandada por Michel Temer teve dois maçons ilustres, dois de seus principais operadores, Nelson Tadeu Filipelli e Sandro Mabel, que nos registros da Maçonaria utiliza seu nome real, Sandro Antônio Scodro. Era maçom também o ex-senador Demóstenes Torres.

Não se pode atribuir à Maçonaria uma ação homogênea.

Em São Paulo, há uma clara articulação visando eleger políticos maçons. A Assessoria Parlamentar do Grande Oriente de São Paulo é constituída pelo vice-governador Márcio França, o deputado federal baleia Rossi e os deputados estaduais Welson Gasparini e Itamar Francisco Borges.

Por outro lado, havia um grupo autodenominado de Maçons Petroleiros (https://goo.gl/SBnYW1) que se organizou “em defesa dos interesses da Petrobras e da nacionalidade”. Criou 7 lojas denominadas Monteiro Lobato (um dos pioneiros da luta pelo petróleo) e, em 2008, se aliaram ao PT, parlamentares do PMDB, PTB, PCdoB e sindicalista tentando tirar Paulo Roberto Costa de uma diretoria da Petrobras.

Os arquivos do governo do estado do Paraná guardam fotos de uma visita ao então governador Roberto Requião, por Alan Kardec e José Inácio Conceição, Inspetor Geral da Ordem dos Maçons.

As estripulias de Paulo Roberto já não eram segredo. O candidato do grupo era Alan Kardec, que dirigiu a Petrobras Biocombustíveis. Na época, sua indicação foi vista como vitória pessoal da Maçonaria. Infelizmente, não foi vitorioso no objetivo principal, que era tirar Paulo Roberto da Petrobras.

Peça 4 – As ligações internacionaisHistoricamente, a Maçonaria brasileira nasceu da costela da Maçonaria de Portugal.

Recentemente, a Maçonaria adquiriu enorme protagonismo em Portugal, sendo apontada como personagem política central da crise que destruiu o grande nome da socialdemocracia portuguesa, ex-primeiro ministro José Sócrates.

Mas por lá há uma divergência clara entre duas linhas da Maçonaria: o Grande Oriente Lusitano, ou Maçonaria Regular, mais conservadora; e a Maçonaria Irregular, Liberal e Adogmática (https://goo.gl/MnLBJf).

Nasceu na Maçonaria Irregular a Lei do Serviço Nacional de Saúde, aprovada pela Assembleia da República em 1979.

A dissidência se deu nos anos 80, refletindo as disputas o pensamento da Grande Loja Unidade da Inglaterra, que não admite mulheres maçons e obrigava seus seguidores a adotar crenças religiosas. Enquanto a outra linha maçônica admite a participação de mulheres e aceita ateus e agnósticos.

Grão-Mestre da Obediência Maçônica Grande Oriente Lusitano, de tendência liberal, o português Antônio Reis definiu bem seu compromisso com a democracia:

“Vivemos em tempo de crise. A Maçonaria está atenta para se adaptar aos novos tempos?
Temos que estar muito atentos a estes sintomas de inquietação que vão proliferando, mas não podemos cair num certo catastrofismo, nem pensar que a democracia está condenada e que se caminha no sentido de uma certa anarquização das respostas políticas. Longe disso.
Há que aperfeiçoar a democracia e os partidos. Não vejo alternativas a uma organização democrática em que os partidos políticos continuam a ter um papel fundamental”.

Por outro lado, a Loja Mozart, que pertence à Grande Loja Regular Legal de Portugal foi apontada como diretamente envolvida com o serviço secreto português, nos ataques a José Sócrates.

Peça 5 – O destino manifesto

Do lado dos conservadores e dos progressistas, há inúmeras referências a uma espécie de destino manifesto dos maçons.

No artigo “Perspectivas para a Maçonaria no Século 21”(https://goo.gl/RNMAHh), preconiza-se:

“O exemplo da burguesia revolucionária, que foi sábia o suficiente para reunir todos os ingredientes que possibilitaram o salto de qualidade, deve ser seguido, devidamente relativizado. Somos a única instituição no mundo capaz de se apresentar diante da história como agentes catalisadores da mudança, sem que confundamos nossas ações com as ações próprias de um partido político. Na minha avaliação a maçonaria está acima e além da luta de classes. Ela e só ela!

Por sermos universais, podemos promover vários ensaios, encontros, congressos, etc… com todas as grandes inteligências do mundo, presentes na instituição. Se não estiverem, nós as traremos. Aqui é o lugar delas.

Poderemos forjar novas lideranças mundiais a partir de nossas lojas universitárias. Deveremos ir aos parlamentos, forças armadas, Academia, etc… e buscar todos que se sentem compromissados perante o desafio de promover a necessária harmonia entre os elementos que formam a complexa tessitura de nossa marcha evolutiva. A exigência será a vocação para Homem-Humanidade. E , hoje, ser Homem-Humanidade é sonhar com um ordenamento social que desempenhe a função histórica de ultrapassar a emancipação provocada pela Revolução Francesa, superando os seus limites, isto é, criar uma emancipação universalmente humana e não apenas a de uma classe”.

De qualquer modo, são pouco claras as ligações de setores da Maçonaria brasileira com a dos países centrais.

O site “Três Janelas”, ligado à Maçonaria, traz informações relevantes sobre as formas de articulação das Lojas Maçônicas brasileiras com a Grande Loja Unida da Inglaterra.

Diz o texto:

“O District Grand Lodge of South America Northern Division tem como Grão Mestre Distrital o RW Bro Colin Foster, como Grão Mestre Distrital Adjunto o W Bro John Collakis e como Grão Mestre Distrital Assistente o W Bro Ivan Clark.

A novidade desse ano foi à gravação de um vídeo sobre as atividades da maçonaria inglesa no Brasil, idealizado pelo Grão Mestre Distrital Colin V. Foster e que será distribuído no Brasil e Inglaterra. O vídeo abordará a maçonaria inglesa, a maçonaria brasileira, a maçonaria inglesa no Brasil, além de outros assuntos relacionados.

O Grande Oriente do Brasil sempre pautou o seu relacionamento internacional pelas normas estabelecidas pela Grande Loja Unida da Inglaterra, com a qual mantem estreito relacionamento desde o século passado”.

Colin V. Foster é o marido de Graça Foster, ex-presidente da Petrobras. Motivo para que os fakenews que pululavam na Internet atribuísse propósitos conspiratórios à Maçonaria, que se infiltraria no governo através de Graça.

Colin é o Grão-Mestre Distrital da Divisão Norte da Grande Loja Unida da Inglaterra, cujo “Grand Master” é o Príncipe Edward George Nicholas Paul Patrick – primo da Rainha Elisabeth. Quem comanda a Grande Loja Unida da Inglaterra, junto com o príncipe, é Peter Lowndes membro do Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS).

Peça 6 – levantando a bolaA intenção desse Xadrez inconclusivo foi levantar a bola, juntar mais dados e estudos para voltar ao tema.

Obviamente, como um Portal colaborativo, contamos com a colaboração de vocês.

Maçonaria deveria abandonar anticlericalismo e liberalismo econômico

Alec Mellor, possivelmente o melhor historiador maçonico, reconhece alguns méritos em De Maistre, especialmente pelo fato deste considerar que “o objetivo futuro da Franco-Maçonaria” seria “realizar a unidade das confissões cristãs separadas”.

Este mérito foi principalmente de católicos dentro da Maçonaria, especialmente os católicos jacobitas da Escócia, em luta contra seu governo absolutista. E há mérito em vários anglicanos, dentro da Maçonaria, que buscavam a unidade da Igreja. 

De fato, se a maçonaria abandonasse o anticlericalismo e retomasse seus fundamentos históricos e matrizes cristãs, como quer Alex Mellor, poderia ter um papel histórico positivo no ecumenismo abrangente e unificador, via diálogo.

No mundo judaico, a corrente do judaísmo reconstrucionista, ligado a Mordecai Kaplan, defende um judaísmo ético e aberto, ecumênico.

Ocorre o mesmo com o judaísmo humanístico, em Detroit; e outras correntes humanistas mais afastadas do Talmud.

Lembro que correntes muito ligadas ao Talmud, os ortodoxos, têm muitos pontos em comum com a Igreja, frise-se, pois guardam mais as Tradições judaicas, comuns a católicos e a judeus ortodoxos. 

No Brasil, os maçons voltam, aos poucos, para a Igreja

O Barão do Rio Branco (1845-1912), filho do Visconde do Rio Branco, no início da vida, acompanhou seu pai, na “Questão religiosa” (lá por 1874), sem nunca deixar de ser católico.

Depois, na idade madura, reaproximou-se da Igreja.

Quando esteve, por algum tempo, em Paris, frequentava as igrejas de Saint Severin, Saint Medard e a Catedral de Notre Dame (dedicada a Maria). Educou as filhas no colégio das “Daimes Dominicaines” (Freiras dominicanas). de 1892 a 1912, até sua morte, tinha sempre pendurado um Crucifixo atrás de sua mesa de trabalho.

Quando morreu, em 09.02.1912, o Barão do Rio Branco recebeu a Unção dos Enfermos. Teve enterro católico, com cerimônias na Catedral e no Mosteiro de São Bento.

O Barão do Rio Branco foi o maior dos Ministros do Exterior, do Brasil, sendo sempre defensor da paz, da mediação e inimigo das guerras. Foi também um grande historiador. 

Nilo Procópio Peçanha (1867-1923) foi outro maçom que se converteu. Teve casamento religioso, em 1895. Chegou a Grão Mestre do Grande Oriente. Em 1906, foi eleito vice-presidente com um católico como Afonso Pena, no cargo de Presidente. Afonso Pena faleceu em 1909 e Nilo assumiu, por um ano.

Neste ano, Nilo Peçanha tentou bloquear a vinda de padres portugueses, especialmente jesuíta, tendo sido vencido nisso, pois houve um movimento mundial a favor dos padres. Em 1921, Peçanha candidatou-se a Presidente, sendo vencido pelo grande católico nacionalista, Arthur Bernardes.

Em 1923, Peçanha ficou doente e fez as pazes com a Igreja. Passou a participar das Missas, na matriz da Glória, no Largo do Machado, no Rio.

Quando foi derrubado pela doença na vesícula, Peçanha pediu a esposa para chamar um padre, se confessou e comungou. Quando morreu, o Cardeal Arcoverde cedeu o prédio da Matriz da Glória, para o velório do corpo, tendo enterro católico.

Lembro que Voltaire sempre foi mais cristão e católico que maçom.

Voltaire apenas se filiou a maçonaria uns meses antes de morrer, e morreu reconciliado com a Igreja, recebendo os Sacramentos e tendo enterro católico. 

A maçonaria, hoje, no Brasil, está reduzida a apenas 150.000 membros, com flutuações. Está totalmente dividida em vários ramos. Tem o Grande Oriente do Brasil, a Confederação das Grandes Lojas e os Grandes Orientes estaduais independentes. Em todas, há um movimento de diálogo, de superação de anticlericalismo, de volta a Igreja, de reconciliação com a Igreja.

Talvez um dia, no Brasil, os católicos possam ser maçons, com aval do Vaticano, como ocorre na Maçonaria dos países escandinavos, onde um católico pode se filiar à Maçonaria, pois não há nada de anti-religioso ou anticlerical na maçonaria nos países escandinavos (Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia e Islândia).

Grandes sacerdotes, como o padre Valério Alberton, um grande jesuíta, lutaram pelo diálogo com a maçonaria, para erradicar o anticlericalismo. 

A superação do anticlericalismo é o ponto mais importante pois o Vaticano basicamente veta o anticlericalismo.

As regras de segredo foram sendo aos poucos abandonadas pela Maçonaria, que é, hoje, mais reservada, que partidária de segredos. Ainda bem. Sociedades secretas nunca são boas e foi esta a principal razão da condenação, no início, os juramentos e o culto ao segredo. Coisas ruins. 

O número ínfimo de maçons no mundo e no Brasil, e caindo….

Colhi os dados abaixo do artigo “Maçonaria em números” (20.08.2011), de Fábio Cyrino, 33o. Grau. Este maçon graduado informa os números dos maçons no mundo e foi com base neste texto que fiz o resumo abaixo. Como católico, não aprecio a maçonaria, embora reze para esta se reconciliar com a Igreja, extirpando as ideias anticlericais e anti-religiosas do seio da maçonaria. 

Fábio Cyrino diz que há apenas um milhão e poucos maçons nos EUA. E que na Inglaterra, a Grande Loja Unida tem 237.923 membros. Em outro texto de outro maçon, chamado Gil Leça, de 2013, este diz que “em 2008”, existiam 3,6 milhões de maçons no mundo. Destes, 1,5 milhões nos EUA, 250 mil na Inglaterra, 170 mil no Brasil e 1,6 milhões no resto do mundo. Este autor reconhece que, em 1965, existiam quatro milhões de maçons nos EUA, e que houve uma drástica diminuição para cerca de 1,5 milhões. Na Inglaterra, a Grande Loja Unida (“United Grand Lodge of England – UGLE) já teve 500 mil em 1948, tendo também diminuído para 250 mil, apenas, em 2008. Ou seja, enquanto a população crescia, os maçons decaíam. 

O texto de Fábio é claro: “os Estados Unidos da América é o país com o maior número de maçons regulares, com 0,478% da população do país sendo maçons regulares, com 1.476.341 maçons dentro de uma população de 308.745.538 habitantes, organizados nas diversas Obediências em cada um dos estados daquele país”. Ou seja, menos de meio por cento do povo dos EUA é formado por maçons, não chegam a metade de um por cento. Nos EUA, há cerca de 25% de católicos, uns 80 milhões de católicos. 80 milhões de católicos nos EUA e apenas menos de milhão e meio de maçons.

Mesmo nos EUA, os maçons são minoria ínfima. Por exemplo, no estado do Maine, onde há mais maçons por habitantes, há apenas 19.968 maçons em 185 lojas, totalizando 1,5% da população e este é o MAIOR percentual nos EUA…No Maine, 25% da população é católica. Na Virgînia Ocidental, há apenas 22.078 maçons em 139 lojas, 1,1% da população. E estes são os maiores números percentuais.

Enquanto isso, em Rhode Island, 63% da população é católica. No Estado de Nova Iorque, cerca de 50¨% são católicos. Na Califórnia, 35% são católicos. Em Massachusetts, cerca de 50% são católicos. Na Costa Leste e na Costa Oeste, tal como no cinturão de estados ao longo do México e do Canadá, a população católica cresce, beirando 50%, quase sempre votando no Partido Democrático…

No Texas, há apenas 0,3% de maçons, em relação a população do estado, e cerca de 30% dos texanos são católicos. Um número ínfimo, mas ínfimo mesmo é o número no Brasil, do Grande Oriente do Brasil, que tem apenas 0,038% da população do Brasil.

No Brasil, como no mundo todo, há cisões profundas na maçonaria. No Brasil, há os filiados às Grandes Lojas estaduais (cisma em 1927), os filiados ao Grande Oriente do Brasil e os filiados aos Grandes Orientes estaduais (racha de 1973). Juntando todos os maçons do Brasil, não chegam um décimo de um por cento do povo do Brasil.

Brasil tinha cerca de 200 milhões de pessoas. Assim, um por cento de 200 milhões é dois milhões. Um décimo de um por cento (0,1%) é duzentos mil. Os maçons não tinham nem 0,1% da população do Brasil, tinham só 174.000, menos de 200 mil, e hoje devem ter menos ainda. Nos EUA, tinham 0,47%, menos da metade de um por cento. No Brasil, menos de um décimo de um por cento (menos de 0,1%). O silêncio e o segredo não são bons atrativos…. 

Segundo o tal Leça, dos 172.630 maçons, no Brasil, em 2008, 82.400 estavam filiados à Confederação da Maçonaria Simbólica no Brasil (Grandes Lojas estaduais, nascidas do cisma de 1927); 58.400 no Grande Oriente do Brasil; e 31.380 na Comab (Confederação Maçonica do Brasil, Grandes orientes independentes estaduais, nascidos do cisma de 1973, em parte gerado pelo golpe militar de 64…). 

Na Rússia, hoje, apenas 418 maçons em 22 lojas, ou seja, 0,0003% da população. Enfim, 418 em 140 milhões de russos….

Na Inglaterra, a Grande Loja Unida tem apenas 0,44% da população do país. Notem que há uns dez por cento de católicos…. A maçonaria nasceu na Inglaterra e não há nem metade de um por cento de maçons lá, e isso no Rito de York, que é um rito praticamente cristão, sem praticamente nada de anticlerical ou anti-religioso. 

No Canadá, há apenas 143 mil maçons, em mais de 35 milhões de habitantes, dos quais cerca de metade são católicos, sendo a outra metade composta de anglicanos, semi-católicos. No México, só 25.000 maçons, número ínfimo. Na Itália, 21 mil. Na Índia, com cerca de 1,2 bilhões, apenas 19 mil maçons. Na Alemanha, 14 mil maçons. 

Na Noruega, há 19 mil maçons em 5 milhões de habitantes. São números muito pequenos. 

Conclusão: houve um enorme decréscimo na força dos maçons. Já tiveram números percentuais bem maiores.

Poucos presidentes da República foram maçons

Dos autores maçons, gosto de José Castellani, pela correção histórica de seus textos. Vejamos como ele refuta mentiras de autores maçonicos, como A. Tenório Cavalcanti de Albuquerque, que não primavam pela correção histórica. Castellani ensina:

Autores, existem, que relacionam, entre esses maçons, os presidentes Rodrigues Alves, Café Filho e até Juscelino Kubitscheck, que jamais foram iniciados. Os dois primeiros inclusive, constam de lista divulgada por A.Tenório Cavalcanti de Albuquerque , na qual faltam muitos nomes de verdadeiros maçons.

Depois, Castellani lista os presidentes que foram maçons: Deodoro, Floriano da Fonseca, Prudente de Moraes, Campos Salles, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Brás, Delfim Moreira, Washington Luís, Nereu Ramos e Jânio Quadros.  Ou seja, de 1889 a 1902, depois de 1909 a 1918, voltando a 1919, depois de 1926 a 1930, mais tarde, 1955 e 1961. E só. Grandes Presidentes como Rodrigues Alves, Epitácio Pessoa, Arthur Bernardes, Getúlio, Juscelino ou Jango não foram maçons. 

— Updated: 09/12/2018 — Total visits: 42,357 — Last 24 hours: 35 — On-line: 0
Pular para a barra de ferramentas