Arquivos para : Burrices do neoliberalismo genocida

A desgraça do neoliberalismo, exposta no livro de Walter Brock

O livro de Walter Brock, “Defendendo o indefensável”, do famigerado Instituto Ludwig von Mises Brasil (2010, editado em São Paulo), é um exemplo da desgraça do neoliberalismo, sem nada de ética social. 

O livro simples justifica até “profissões” e “atividades” “indefensáveis”, como “cafetão”, “porco chauvinista”, “traficante de drogas”, “chantagistas”, “caluniadores”, “cambistas” (ilegais), “o policial desonesto”, “o falsificador”, “o avarento”, “o que não contribui para a caridade”, “o fura greve”, “o empregador de mão de obra infantil”, “o minerador de superfície”, o “especulador” e outros. 

Segundo o autor, todos que buscam o próprio interesse privado gerariam, automaticamente, o interesse geral, o que é uma mentira imensa, que o velho Marx já desmascarava, no livro “O capital”, vol. I. 

A abominável Lei n. 13.467, regressão à escravidão, precarização, reificação, fragilização dos trabalhadores

Colho no 247, sobre a maldita e infame Lei hedionda, a asquerosa Lei n. 13.467, de destruição dos direitos trabalhistas – “Além de precarizar a situação do trabalhador, a reforma trabalhista de Michel Temer (Lei 13.467) também aumentará o abismo da desigualdade social no Brasil, avalia Guilherme Mello, economista e professor da Unicamp; “A reforma trabalhista dá mais benefícios aos quem têm mais, e tira de quem tem menos. A massa salarial não irá crescer, ou seja, não haverá crescimento econômico. Essas medidas só atacam quem tem menos e pioram a distribuição de renda”, diz o economista”. 

armínio fraga e luciano huck, duas pragas neoliberais

“O economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, tem feito as vezes de cicerone para Luciano Huck entre empresários, auxiliando o global em suas pretensões políticas em 2018; o assédio do PIB a Huck virou motivo de gracejo entre analistas do mercado financeiro; empresários que estimulam sua candidatura têm sido chamados de “viúvas de Doria”. 

A direita neoliberal (e direita penal) só tem, no cardápio da morte, a estupidez do Estado mínimo e do Estado policial. Para os pobre, apenas a miséria, a exploração, a subnutrição, fadigas, repressão policial e a morte no pior sistema carcerário do planeta, nas masmorras do Gulag do Brasil. 

Um apresentador grotesco e um banqueiro entreguista combinam bem. Representam o ódio ao povo, a adoração servil aos ultra-ricos. 

A situação da Venezuela, hoje

Eh fato inquestionável. 
Onde tem ampla intervenção do Estado, há menos miséria. 
Onde tem grandes tributos para os ricos, os idolatrados ricos dos neoliberais, 
há prosperidade. 
Onde tem amplos direitos sociais e previdenciários, tudo melhora.
Enfim, Norte da Europa diz tudo. Norte da Europa é próspero por causa de 40 anos de governos socialistas. 
 Venezuela erradicou analfabetismo, 
e teve amplas melhoras, 
até que o petróleo tivesse os preços derrubados, por ingerência dos EUA. 
Então, veio a crise. 
E boa parte da crise decorre da crise capitalista de 2008. 

Trump vai liquidar o neoliberalismo….

Os neoliberais do México, como os daqui, passaram anos e anos vendendo o peixe podre dos EUA, lutando pelo livre cambismo, pela ALCA, pelo mercado livre, elogiando os EUA.  Aí….o Trump diz que vai criar um Muro de 12 metros, pior que o Muro de Berlim, pior que a tal Cortina de ferro, que o Churchill denunciava….. O tal Muro é PIOR e MAIOR que o Muro de Berlim, uma Cortina de Ferro ianque, e o Trump sonha em humilhar os mexicanos, para que estes paguem o Muro, o que, se eu conheço o orgulho mexicano….., vai ser coisa impossível, mas bem irritante, e a conta irá para os neoliberais de lá pagarem uai. 
Depois, o doido do Trump diz que vai expulsar os mexicanos (a mão de obra mais barata dos EUA….), começando por uns três milhões…..adeus ao direito de emigração uai……imaginem três milhões de mexicanos voltando, bem irritados, e depois uns oito milhões…..vão amar os neoliberais do tea party uai…..
Depois, o Trump diz que vai taxar os produtos mexicanos com uma alíquotazinha de 35%…coisa que o  List e o Manoilesco, ou sei lá, o Serzedelo Correia, iriam adorar, se fosse feito pelos países pobres…. Um protecionismo contra a pujante indústria mexicana, que os americanos não suportam a competição uai.  
Depois, Trump diz que vai liquidar a Alca….logo a amada Alca dos neoliberais, que nós da esquerda tanto odiamos uai….  Se isso náo é comédia….. Comédia, pois tem gente de esquerda que daria a vida para liquidar a ALCA uai….e o Trump diz que fará isso….
Imaginem a cara dos neoliberais mexicanos babões e idólatras dos republicanos….. Bom, se tudo isso ocorrer, o México vai caminhar rapidamente para a esquerda uai.  E as relações do México com Cuba, com o Brasil, Venezuela, com a América Latina, com a China, vão florescer como nunca.  Agora, imaginem os neoliberais do México ficando órfãos de seus donos, como cachorrinhos abandonados,  não vão mais lamber as botas do Trump, nem beijar as mãos, nem receber grana nas contas nos paraísos,  tadinho dos neoliberais mexicanos uai.
Por último, tava sendo costurado um Acordo tipo Alca para o Pacífico, para a Ásia, pois bem, o Trump quer tirar os EUA,  ou seja….quer tirar os EUA do mercado mais pujante do planeta, do mercado asiático,  o que será ótimo para unir China, India, Japão, Vietnam, Coreia….e ponha Indonésia….e o que teremos…. uns TRES BILHÕES e um PIB muito superior aos EUA e a Europa juntos….tudo mais unificado, sem os EUA…. Enfim, o Trump, se os planos dele vingarem, vai gerar uma crise imensa, um decadência imensa para os EUA,  o barco neoliberal não vai durar, pois o velho Trump promete liquidar tudo.  Se não liquidar o mundo junto…..

Dez argumentos contra infame PEC do Garrote, PEC 241, veneno neoliberal

3 de outubro de 2016 – 14h26

Dez questões que desmontam a PEC 241, por Laura Carvalho

 1. A PEC serve para estabilizar a dívida pública?

Não. A crise fiscal brasileira é sobretudo uma crise de arrecadação. As despesas primárias, que estão sujeitas ao teto, cresceram menos no governo Dilma do que nos dois governos Lula e no segundo mandato de FHC. O problema é que as receitas também cresceram muito menos – 2,2% no primeiro mandato de Dilma, 6,5% no segundo mandato de FHC, já descontada a inflação. No ano passado, as despesas caíram mais de 2% em termos reais, mas a arrecadação caiu 6%. Esse ano, a previsão é que as despesas subam 2% e a arrecadação caia mais 4,8%.

A falta de receitas é explicada pela própria crise econômica e as desonerações fiscais sem contrapartida concedidas pelo governo e ampliadas pelo Congresso. Um teto que congele as despesas por 20 anos nega essa origem pois não garante receitas, e serve para afastar alternativas que estavam na mesa no ano passado, como o fim da isenção de 1995 sobre tributação de dividendos, o fim das desonerações e o combate à sonegação. A PEC garante apenas que a discussão seja somente sobre as despesas.

A PEC também desvia o foco do debate sobre a origem da nossa alta taxa de juros – que explica uma parte muito maior do crescimento da dívida, já que se refere apenas às despesas primárias federais. Uma elevação da taxa de juros pelo Banco Central tem efeito direto sobre o pagamento de juros sobre os títulos indexados à própria taxa Selic, por exemplo – uma jabuticaba brasileira.

A PEC é frouxa no curto prazo, pois reajusta o valor das despesas pela inflação do ano anterior. Com a inflação em queda, pode haver crescimento real das despesas por alguns anos (não é o governo Temer que terá de fazer o ajuste). No longo prazo, quando a arrecadação e o PIB voltarem a crescer, a PEC passa a ser rígida demais e desnecessária para controlar a dívida.

2. A PEC é necessária no combate à inflação?

Também não. De acordo com o Banco Central, mais de 40% da inflação do ano passado foram causados pelo reajuste brusco dos preços administrados que estavam represados (combustíveis, energia elétrica…). Hoje, a inflação já está em queda e converge para a meta. Ainda mais com o desemprego aumentando e a indústria com cada vez mais capacidade ociosa, como apontam as atas do BC.

3. A PEC garante a retomada da confiança e do crescimento?

O que estamos vendo é que o corte de despesas de 2015 não gerou uma retomada. As empresas estão endividadas, têm capacidade ociosa crescente e não conseguem vender nem o que são capazes de produzir. Os indicadores de confiança da indústria, que aumentaram após o impeachment, não se converteram em melhora real. Os últimos dados de produção industrial apontam queda em mais de 20 setores. A massa de desempregados não contribui em nada para uma retomada do consumo. Que empresa irá investir nesse cenário?

Uma PEC que levará a uma estagnação ou queda dos investimentos públicos em infraestrutura física e social durante 20 anos em nada contribui para reverter esse quadro, podendo até agravá-lo.

4. A PEC garante maior eficiência na gestão do dinheiro público?

Para melhorar a eficiência é necessário vontade e capacidade. Não se define isso por uma lei que limite os gastos. A PEC apenas perpetua os conflitos atuais sobre um total de despesas já reduzido. Tais conflitos costumam ser vencidos pelos que têm maior poder econômico e político. Alguns setores podem conquistar reajustes acima da inflação, e outros pagarão o preço.

5. A PEC preserva gastos com saúde e educação?

Não, estas áreas tinham um mínimo de despesas dado como um percentual da arrecadação de impostos. Quando a arrecadação crescia, o mínimo crescia. Esse mínimo passa a ser reajustado apenas pela inflação do ano anterior. Claro que como o teto é para o total de despesas de cada Poder, o governo poderia potencialmente gastar acima do mínimo. No entanto, os benefícios previdenciários, por exemplo, continuarão crescendo acima da inflação por muitos anos, mesmo se aprovarem outra reforma da Previdência (mudanças demoram a ter impacto). Isso significa que o conjunto das outras despesas ficará cada vez mais comprimido.

O governo não terá espaço para gastar mais que o mínimo em saúde e educação (como faz hoje, aliás). Gastos congelados significam queda vertiginosa das despesas federais com educação por aluno e saúde por idoso, por exemplo, pois a população cresce.

Outras despesas importantes para o desenvolvimento, que sequer têm mínimo definido, podem cair em termos reais: cultura, ciência e tecnologia, assistência social, investimentos em infraestrutura, etc. Mesmo se o país crescer…

6. Essa regra obteve sucesso em outros países?

Nenhum país aplica uma regra assim, não por 20 anos. Alguns países têm regra para crescimento de despesas. Em geral, são estipuladas para alguns anos e a partir do crescimento do PIB, e combinadas a outros indicadores. Além disso, nenhum país tem uma regra para gastos em sua Constituição.

7. Essa regra aumenta a transparência?

Um Staff Note do FMI de 2012 mostra que países com regras fiscais muito rígidas tendem a sofrer com manobras fiscais de seus governantes. Gastos realizados por fora da regra pelo uso de contabilidade criativa podem acabar ocorrendo com mais frequência.

O país já tem instrumentos de fiscalização, controle e planejamento do orçamento, além de metas fiscais anuais. Não basta baixar uma lei sobre teto de despesas, é preciso que haja o desejo por parte dos governos de fortalecer esses mecanismos e o realismo/transparência da política fiscal.

8. A regra protege os mais pobres?

Não mesmo! Não só comprime despesas essenciais e diminui a provisão de serviços públicos, como inclui sanções em caso de descumprimento que seriam pagas por todos os assalariados. Se o governo gastar mais que o teto, fica impedido de elevar suas despesas obrigatórias além da inflação. Como boa parte das despesas obrigatórias é indexada ao salário mínimo, a regra atropelaria a lei de reajuste do salário mínimo impedindo sua valorização real – mesmo se a economia estiver crescendo.

O sistema político tende a privilegiar os que mais têm poder. Reajusta salários de magistrados no meio da recessão, mas corta programas sociais e investimentos. Se nem quando a economia crescer, há algum alívio nessa disputa (pois o bolo continua igual), é difícil imaginar que os mais vulneráveis fiquem com a fatia maior.

9. A PEC retira o orçamento da mão de políticos corruptos?

Não. Apesar de limitar o tamanho, são eles que vão definir as prioridades no orçamento. O Congresso pode continuar realizando emendas parlamentares clientelistas. No entanto, o Ministério da Fazenda e do Planejamento perdem a capacidade de determinar quando é possível ampliar investimentos e gastos como forma de combate à crise, por exemplo. Imagina se a PEC 241 valesse durante a crise de 2008 e 2009?

10. É a única alternativa?

Não. Há muitas outras, que passam pela elevação de impostos sobre os que hoje quase não pagam (os mais ricos têm mais de 60% de seus rendimentos isentos de tributação, segundo dados da Receita Federal), o fim das desonerações fiscais que até hoje vigoram e a garantia de espaço para investimentos públicos em infraestrutura para dinamizar uma retomada do crescimento. Com o crescimento maior, a arrecadação volta a subir.

Fonte: Facebook da autora

Superado o liberalismo, as coisas voltam ao normal, como explicou Keynes

Destruído o liberalismo, tudo volta ao normal, e então veremos de novo que “a avareza é um vício, a usura uma contravenção, o amor ao dinheiro algo detestável (…). Valorizaremos novamente os fins acima dos meios, e preferiremos o bem ao útil”

A boa crítica de Keynes ao liberalismo econômico

Keynes criticou as proposições principais do neoliberalismo econômico – “Esclareçamos desde o início os princípios metafísicos ou gerais sobre os quais, de tempos em tempos, se fundamentou o laissez-faire. Não é verdade que os indivíduos possuem uma “liberdade natural” prescritiva em suas atividades econômicas. Não existe um contrato que confira direitos perpétuos aos que têm ou aos que adquirem. O mundo não é governado do alto de forma que o interesse particular e o social sempre coincidam. Não é administrado aqui embaixo para que na prática eles coincidam. Não constitui uma dedução correta dos princípios da Economia que o auto-interesse esclarecido sempre atua a favor do interesse público. Nem é verdade que o auto-interesse seja geralmente esclarecido; mais frequentemente, os indivíduos que agem separadamente na promoção de seus próprios objetivos são excessivamente ignorantes ou fracos até para atingi-los. A experiência não mostra que os indivíduos, quando integram um grupo social, são sempre menos esclarecidos do que quando agem separadamente” (Keynes, 1978, p. 120).

Reforma do ensino não pode ser feita por Medida Provisória

O desgoverno Temer quer fazer reforma do ensino com Medida Provisória. Está errado. Reformas cruciais como do ensino exigem processos legislativos abertos, participativos, Audiências Públicas, participação ampla dos professores, dos pais, dos alunos com suas entidades representativas etc.  Medidas provisórias devem ser de uso restrito, numa democracia.  Um projeto de tal importância exige DEBATES e reflexões, antes de decisões rápidas.  E lembro que parte do projeto de temer vem de Dilma, há uma parte BOA na reforma  que é a ampliação do tempo de ensino, para sete horas. E a diminuição da reprovação,  com o aluno sendo reprovado só em matérias específicas, não perdendo todo o ano.  Esta parte boa, em concordo.
Não concordo eh em tirar do currículo, como matérias obrigatórias, matérias como filosofia, sociologias, artes e educação física. O correto é debater reforma num processo legislativo PARTICIPATIVO.

Bons textos de Celso Furtado sobre nacionalismo

Celso Furtado – “Houve um período, na década de 50, em que o otimismo era justificado. Havia a possibilidade de se empreenderem reformas, tínhamos indústrias de base, siderurgia, a Petrobrás etc. Todo o esforço feito por Getúlio Vargas em prol da nossa indústria de base permitia balizar o caminho a seguir. Quando Juscelino chega à Presidência, ele pega esse caminho, e nele persiste. Nessa época, o Brasil se empenhou para implantar a indústria de bens de consumo duráveis, por exemplo, a de automóveis. Toda essa seqüência, tão importante para o nosso crescimento, obedeceu a uma certa lógica. Mas foi interrompida. Não se pode explicar o que aconteceu sem ter em conta o quadro político mundial da época, em que existia uma grande instabilidade decorrente dos ajustamentos da Guerra Fria. Depois dos anos da ditadura militar, houve expectativa de uma retomada do esforço de construção que já tinha sido feito. Porém, as idéias do neoliberalismo, que prevaleceram amplamente entre nós durante os anos 90, puseram em segundo plano a visão de um Brasil com mais autonomia”.

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