Arquivos para : As origens cristãs e hebraicas da socialização, do melhor do socialismo

Pio XI – o socialismo tende para as verdades cristãs, seus pleitos concordam com os pleitos católicos

Pio XI, na encíclica “Quadragesimo Anno” (1931), ensina sobre o socialismo:

o socialismo aterrado com as conseqüências que o comunismo deduziu de seus próprios princípios, tende para as verdades que a tradição cristã sempre solenemente ensinou e delas em certa maneira se aproxima; porquanto é inegável que às suas reivindicações concordam às vezes muitíssimo com as reclamações dos católicos que trabalham na reforma social”.

Ou seja, os socialistas democráticos, em 1931 e antes mesmo, tendiam “para as verdades que a Tradição cristã sempre solenemente ensinou”.

E mais, “delas em certa maneira se aproxima”, mostrando a aproximação entre católicos e socialistas, especialmente na França, na Alemanha, no Reino Unido e nos EUA (o New Deal apenas consagraria isso), na época.

Além disso, cf. Pio XI, “suas reivindicações”, dos socialistas, “concordam às vezes muitíssimo com as reclamações dos católicos que trabalham na reforma social”.

O Papa diz ainda que os pleitos dos socialistas “em nada se opõem à verdade cristã, e muito menos são exclusivos do socialismo. Por isso quem só por eles luta, não tem razão para declarar-se socialista”, pois são pleitos católicos também.

No Brasil, Domingos Velasco, Alceu e outros seguiram esta linha, tal como Getúlio, Barbosa Lima Sobrinho, Pontes de Miranda, Paulo Bonavides e outros. 

Pio XI recomendava “mostrar aos socialistas que as suas reclamações, naquilo que se mostram justas, se defendem muito mais vigorosamente com os princípios da fé e se promovem muito mais eficazmente com as forças da caridade”. 

Como fica claro, a fé cristã exige defesa muito mais vigorosa das reivindicações populares defendidas pelos socialistas e católicos. A caridade nos leva a ação mais eficaz na defesa destas reivindicações do povo. 

 

O socialismo nasceu eclético, humanista, com amplas fontes cristãs e hebraicas

O socialismo nasceu eclético, com amplas fontes cristãs.

Este ponto consta claramente no livro “Manifesto do partido comunista”, de Marx e Engels.

E conta no livro “A subversão da ciência pelo sr. Eugen Düring [Anti-Düring]”, publicada em 1878, de Engels.

Engels escreve que o “socialismo” francês da época era “uma espécie de socialismo eclético”, com “nuances extremamente variadas, apresenta uma mistura das mais opacas omissões críticas, sentenças econômicas e ideias do futuro da sociedade de diversos fundadores de seitas”.

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