Arquivos para : A “Fórmula” AMPLIAR FONTES DE ENERGIA renováveis, BOA MATRIZ, para assegurar GRANDES PORÇÕES de ENERGIA p a sociedade, cada Trabalhador e Pessoa

ENERGIA. A ELETROBRÁS e a PETROBRÁS devem ser A BASE fundamental e ESTATAL da MATRIZ ENERGÉTICA do Brasil

Tirei o texto da Proposta de Lula, sobre ENERGIA:

“5.1.4 Soberania energética O governo Lula investirá na construção de um modelo energético que terá como diretrizes (1) a retomada do controle público, interrompendo as privatizações; (2) a promoção de uma inflexão na matriz elétrica, ampliando os investimentos para expandir a geração com energias renováveis (solar, eólica e biomassa); (3) tarifas justas; e (4) participação social.

A Eletrobrás retomará seu papel estratégico no sistema energético brasileiro, como líder em estudos, planejamentos, geração e transmissão de energia elétrica no país.

As mudanças terão como meta zerar as emissões de GEE da matriz elétrica brasileira até 2050

Também será perseguida a meta de instalar kits fotovoltaicos em 500 mil residências por ano.

A micro e mini geração de energia renovável será impulsionada pela possibilidade de venda do excesso de energia produzido por residências, comércio e indústria.

“Nos empreendimentos energéticos, os povos do campo, das florestas e das águas afetados não apenas serão compensados pelo dano ambiental, como também poderão se tornar sócios dos empreendi- mentos, recebendo, por exemplo, royalties. 

O governo federal investirá na modernização do sistema elétrico existente, com a modernização das usinas geradoras, substituição de combustíveis líquidos e carvão por gás natural e biocombustível, e incorporação das tecnologias de futuro nas redes de transmissão, como redes elétricas inteligentes.

Além disso, perseguirá o aumento da eficiência energética, fortalecerá o Programa Reluz e estenderá o Programa Luz para Todos para localidades isoladas na Amazônia. 

“O governo Lula devolverá à PETROBRÁS sua função de agente estratégico do desenvolvimento brasileiro, garantindo-a como empresa petrolífera verticalizadaatuando em exploração, produção, transporte, refino, distribuição e revenda de combustíveis – e como empresa integrada de energia, presente no ramo de petróleo e em biocombustíveis, energia elétrica, fertilizantes, gás natural e, sobretudo, petroquímica. 

“Especial atenção terá a ampliação do parque de refino, sobretudo acabando com a ociosidade atual das refinarias da Petrobras, para que seja garantido o fornecimento de derivados de petróleo em todo o território nacional.

“Será interrompida a alienação em curso de ativos estratégicos da empresa, ao tempo em que a política de conteúdo local será retomada e aprimorada. 

“A política de preços de combustíveis da Petrobras será reorientada. O mercado brasileiro é aberto a importações, mas isso não significa que o petróleo retirado no Brasil, aqui transportado e refinado, com custo bem menor que o internacional, seja vendido aos brasileiros segundo a Nova Política de Preços da Petrobras do governo Temer, a PPI (Paridade de Preços Internacionais), enormemente mais caro que o produto nacional”.

A matriz de energia elétrica do Brasil e dos EUA, comparação

Nos EUA, metade (50%) da energia elétrica vem do carvão. O gás natural responde por 20%. As usinas nucleares geram mais 19% da energia consumida. Isso totaliza 89% da energia.

Se for considerado a matriz ENÉRGICA (que é diferente da matriz elétrica, sendo esta última uma parte da primeira), basta pensar que quase todos os motores são de combustão, de queima, de derivados de petróleo. 

As usinas hidrelétricas, nos EUA, geram apenas 7% (sete por cento) da energia elétrica, nos EUA.

Já os combustíveis á base de células (cilindros) de hidrogênio, ou de matéria orgânica, ou de painéis solares, ou geração geotérmica, ou metano, ou energia eólica, todas estas fontes renováveis geram MENOS de 3%.

Por isso, o Brasil, que tem uma matriz elétrica baseada quase 90% em hidrelétricas, pode se orgulhar de ter uma matriz bem limpa, comparada com a dos EUA. 

Como nossa MATRIZ ENERGÉTICA tem MELHORADO nos últimos anos

Nossa MATRIZ DE ENERGIA, especialmente de ENERGIA ELÉTRICA, é uma das mais LIMPAS do Planeta.

Os governos do PT melhoraram nossa Matriz.

“Entre 2003 e 2014, retomamos a construção de grandes usinas hidrelétricas e foram acrescidos ao parque gerador brasileiro 48.866 MW, cerca de 60% da capacidade instalada do País em 2002″ (ou seja, houve ampliação da produção em 48.866 MW).

O aumento médio de mais que 4 mil MW por ano é superior à construção de uma usina do porte de Jirau, no rio Madeira, a cada ano.

“A contribuição de fontes alternativas para o sistema integrado, como a biomassa, energia eólica e solar, cresceu de 240 MW para 3.101 MW.

“Criamos o Programa Nacional do biodiesel, para fortalecer a diversificação de nossa matriz energética.

“A partir de 2010 passou ser obrigatória a mistura de 5% do biodiesel no diesel, em 2014 já são 6% e, a partir de novembro deste ano, será 7%“.

“Ao mesmo tempo, a Presidenta Dilma instituiu medidas para reduzir o custo da energia, melhorando a competitividade da indústria brasileira e desonerando os consumidores.

“Foi antecipada a renovação das concessões de usinas antigas que já estavam amortizadas, proporcionando redução do custo da energia de, no mínimo, 18%.

“No mesmo período, construímos 43,5 mil km de linhas de transmissão, reforçando o Sistema Integrado Nacional, garantindo o fornecimento seguro de energia.

“Na área de petróleo e gás, o resultado de maior destaque foi, sem dúvida, a descoberta do pré-sal.

“Em 2013, foi realizado o primeiro leilão do pré-sal, no campo de Libra, com volume de petróleo recuperável estimado entre 8 e 12 bilhões de barris.

“Em 2014, foi autorizada a contratação direta da Petrobras para a exploração dos campos de Búzios, entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi, com volume de petróleo recuperável estimado entre 10 a 15 bilhões de barris. Somente nesses campos e em Libra estima-se haver um volume de petróleo equivalente a 1,5 vezes as reservas provadas no país até 2013.

“A média de produção de petróleo cresceu 50% entre 2002 e 2013.

“Agora, em 2014, a produção da Petrobras oriunda de petróleo do pré-sal chegou a mais de 500 mil barris/dia.

“Levamos 31 anos para produzir os primeiros 500 mil barris e agora, em apenas três anos, produzimos 500 mil barris de petróleo oriundos do pré-sal.

“O número de plataformas de produção de petróleo em operação passou de 36 para 82, entre 2002 e 2014.

“Atualmente, 28 sondas para exploração do pré-sal estão contratadas para construção em estaleiros brasileiros.

A infraestrutura de gasodutos cresceu de 5.417 km de extensão para 9.489 km, entre 2002 e 2014.

“Foram também retomados os investimentos em novas plantas de refino com a construção da importantes refinarias”.

A matriz de energia elétrica do Brasil – as hidrelétricas são o núcleo central

O Brasil deve cultivar todas as fontes de energia. Mas, principalmente as hidrelétricas, por ser nossa principal fonte (cerca de 70% da energia produzida no Brasil).

Claro que a fonte hidrelétrica deve ser complementada pela energia eólica, solar, biomassa, das marés etc, mas a fonte mais brasileira é a fonte hidrelétrica.

Vejamos um trecho do artigo de Ikaro Chaves e Fabíola (os dois são engenheiros florestais da Eletronorte):

“O potencial hidrelétrico brasileiro é de 260 mil MW, desses apenas 30% foi utilizado e o remanescente, em condições de ser aproveitado seria capaz de mais do que dobrar nossa capacidade instalada de energia hidrelétrica”. 

“Nos países mais desenvolvidos do mundo, quando há potencial hidrelétrico este é utilizado, é assim na Noruega, no Canadá, na França, no Japão e nos EUA, por exemplo”.

“A hidroeletricidade é energia barata, renovável e muito menos geradora de gases de efeito estufa do que a termoeletricidade gerada por combustíveis fósseis. Os reservatórios das usinas hidrelétricas funcionam como grandes baterias de acumulação de energia na forma de energia potencial gravitacional, regulando o despacho de carga de forma eficiente e barata. Na verdade, esses reservatórios, quase sempre, trazem muito mais benefícios às populações do que apenas a geração de energia. Controlam a vazão dos rios, são utilizadas para a irrigação, a pesca, o abastecimento humano e animal e até para o lazer”.

Ikaro Chaves é engenheiro eletricista da Eletronorte e diretor do STIUDF.
**Fabíola é engenheira florestal da Eletronorte e diretora do STIUD

O hidrogênio como fonte excelente de energia, cf. Jeremy Rifkin

O livro de Jeremy Rifkin, “A economia do hidrogênio” (São Paulo, Ed. M. Books do Brasil, 2003), é uma apologia do hidrogênio como fonte de energia.

John Burden Sanderson Haldane, lá por 1920, foi o grande precursor da ideia do hidrogênio como fonte de energia, que é a mesma fonte do sol e das estrelas.

Antes, houve Henry Cavendish (estudos de 1796) e Lavoisier, em 1785. O primeiro gerador de hidrogênio surgiu em 1794, em Paris. Em geral, o hidrogênio vem da água, usando células eletrolíticas para separar o hidrogênio do oxigênio.

O grande Júlio Verne, em 1874, escreveu o livro “A ilha misteriosa”, onde descreve o processo de produção de hidrogênio, no lugar de carvão.

O grande Júlio Verne coloca o personagem Harding, explicando: “a água, decomposta em seus elementos primitivos, e decomposta, certamente, pela eletricidade, se tornará uma força poderosa e controlável. Sim, meus amigos, creio que a água venha a ser um dia empregada como combustível, que o hidrogênio e o oxigênio que a constituem, usados em conjunto ou separadamente, proporcionam uma fonte inexaurível de calor e luz, cuja intensidade é superior à do carvão. (…) A água será o carvão do futuro”.

Lembro que há água no universo todo, até mesmo no espaço, tal como em outros planetas. E que há hidrogênio solto ou combinado em toda parte do universo. O mesmo ocorre no oceano e nas nuvens. Há hidrogênio em toda parte. E pode ser mantido em depósito congelado, na forma líquida, em pequena área.

A própria Nasa usa e usou hidrogênio em suas naves. 

Rifkin também elogia a energia hidrelétrica, eólica, solar e geotérmica, inclusive como matrizes para produzir um pouco de eletricidade, para gerar hidrogênio, por eletrólise. 

Rifkin, que escreveu boas obras sobre o Estado social, defende a economia do hidrogênio, pois seria uma matriz energética distributiva. No futuro, o controle oligárquico das grandes corporações econômicas poderá ser erradicado, com a possibilidade da produção de energia nas casas e nas pequenas empresas familiares.

A democratização da energia, e da produção caseira de energia, será um fator fundamental para colocar os pobres no poder, defender o meio ambiente e gerar uma economia distributiva.

Rifkin é apologista das miniusinas de força elétrica, de energia, tal como de uma rede de energia do hidrogênio (HEW). Até os carros poderão gerar energia, serem pequenas usinas.

Este autor sonha com casas produzindo 50 quilowatts. E pequenas firmas gerando 200 quilowatts ou mais de energia, barata e abundante.

Energia para mover motores, produzir bens, iluminar, esquentar, gerar água quente, gerar energia para a rede principal.

As casas e pequenas empresas serão fontes da rede principal pública. 

 

 

— Updated: 19/09/2018 — Total visits: 35,466 — Last 24 hours: 119 — On-line: 0
Pular para a barra de ferramentas