Arquivos para : As estrelas que auxiliaram na construção de um extenso Estado social, do povo

Quem foi Dorothy Day, grande militante trabalhista nos EUA. 84 anos de lutas

Colhi este texto do site da Rádio do Vaticano – “Cidade do Vaticano (RV) – Mais uma importante etapa no caminho de Dorothy Day para a santidade. A ativista fundadora do Movimento de Trabalhadores Católicos nos Estados Unidos, falecida em 1980, foi citada pelo Papa Francisco como um dos quatro grandes nomes que, com seu testemunho de vida,  souberam encarnar os valores fundamentais para a construção de um futuro melhor nos Estados Unidos.

Instrutória aberta

O arcebispo de Nova York, Cardeal Timothy Michael Dolan, abriu o inquérito canônico para coletar depoimentos relativos à vida e às obras de Dorothy, e determinar assim a existência das virtudes heroicas necessárias para a causa. Depois desta fase, a arquidiocese encaminhará os resultados à Congregação das Causas dos Santos e ao Papa, que tomará a decisão final.

Segundo o postulador, Mons. Gregory A. Mustaciuolo, na instrutória serão ouvidas cerca de cinquenta pessoas que acompanharam de perto a experiência da ativista. Uma comissão deverá também reconstruir o contexto cultural da ação de Dorothy Day.

Quem foi

“Mulher de grande expressão humana, cultural e espiritual, nascida em Nova York em 1897, foi jornalista e ativista social, célebre sobretudo por suas campanhas em defesa dos pobres e sem-casa”. Aos 30 anos, se converteu ao catolicismo, aliando a fé à experiência social e política. Em 1933 fundou o Movimento dos Trabalhadores Cristãos e em seguida, as casas de hospitalidade para pobres, que rapidamente se espalharam além dos confins do país.

Em seu discurso ao Congresso, em Washington, em 24 de setembro de 2015, o Pontífice associou a figura de Dorothy Day a de outros três estadunidenses – o presidente Abraham Lincoln, o líder antirracista Martin Luther King e o monge Thomas Merton – que “deram forma a valores fundamentais que marcarão para sempre no espírito o povo do país”. 

Alguns dos justos que brilham como estrelas que auxiliaram na construção, em curso, do Estado social

O abade de Saint Pierre, Montesquieu, o padre Morelly, o padre Mably e seu irmão o padre Condillac, o padre jesuíta Raynal (1713-1796), Rousseau, Jefferson, Thomas Paine, o padre Sieyés, Robespierre, Saint-Just (1767-1794), o bispo Gregório, Camillo Desmoulins, o pastor Price, Volney (ver “A lei natural”, 1793), Marat, o bispo Claude Fauchet, o padre vermelho Jacques Roux, Babeuf, Buonarrotti e outros jusnaturalistas adotavam a tese jusnaturalista sobre a origem social do Direito, do poder, do Estado. Queriam um Estado popular, um amplo Estado social. 

Marx, no livro “O dezoito de brumário de Luís Bonaparte” (1852), cita, como “heróis” da “grande Revolução Francesa”, homens como “Desmoulins, Danton, Robespierre, Saint-Just e Napoleão”. Estes cinco expoentes tinham religiosidade.

Há centenas ou milhares de autores, na mesma linha, frise-se. 

Danton confessou-se pouco antes de morrer.

Robespierre, que tinha como amigos alguns padres, criou a festa do “Ser Supremo” e queria implantar uma “religião civil” (cristã deísta), estatal, nos moldes do credo de Rousseau, exposto pela boca de um vigário católico.

Saint-Just era a mão direita de Robespierre e seguia também os passos de Rousseau, jusnaturalista e com grande religiosidade.

Napoleão reconciliou oficialmente a Revolução com a Igreja, através da Concordata de 1801, e difundiu os ideais da Revolução por toda a Europa, sendo elogiado por Marx e Engels, por este feito.

— Updated: 19 de Janeiro de 2018 — Total visits: 19,672 — Last 24 hours: 34 — On-line: 0
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