Arquivos para : Anti BolsoNAZISMO, contra o NEOLIBERALISMO e a DIREITA PENAL anti-povo, anti-pobres

Bolso teve 37% dos votos e vai terminar o desgoverno como o PIOR de todos os governos

Quantos são os extremistas de direita?

Por João Quartim de Moraes, no site Vermelho:

Nas análises que têm sido divulgadas sobre o conteúdo ideológico do voto em Bolsonaro, predominam as que examinam o dos evangélicos.
Essa opção prioritária se justifica porque, diferentemente das demais religiões e dos que não aceitam dogmas religiosos, em que o voto se distribuiu sem notáveis diferenças entre os dois candidatos no segundo turno da eleição do presidente, mais de dois terços dos adeptos das igrejas ditas evangélicas votaram no candidato da extrema-direita.
Reproduziram aqui o exemplo dos Estados Unidos, onde a chamada …[Tea Party] constitui o bastião da direita mais brutalmente retrógrada, a que elege os bush e os trump.
Não encontramos análises precisas sobre a conexão do voto evangélico com o fascista, mas as pesquisas e os resultados eleitorais permitem discernir com alguma precisão o voto fascista e o “voto útil” antipetista nos 46% dos sufrágios expressos que Bolsonaro obteve no primeiro turno e nos 55% no segundo.Assumimos a hipótese razoável de que a dinâmica do “voto útil” só começou efetivamente a operar em meados de setembro, quando ficou claro que a candidatura Alckmin estava com grandes dificuldades para decolar, sofrendo os efeitos do atentado de Juiz de Fora, que blindaram o profeta da bala da exposição em debates que poderiam tê-lo “desidratado”.

Com efeito, considerando as pesquisas espontâneas, que refletem melhor do que as induzidas a identificação com o candidato, às vésperas da facada de 6 de setembro, Bolsonaro dispunha de 17% das intenções de voto.
Pulou para 23% na semana seguinte. Na pesquisa estimulada, o crescimento foi de quatro pontos porcentuais, de 22% para 26% das intenções de voto.

Já então estava crescendo o contingente dos que votariam nele (e não em Alckmin) por achar mais importante derrotar o PT e a esquerda em geral do que qualquer outra consideração, inclusive a dos riscos pesando sobre a própria democracia.

Admitamos, para esquematizar o argumento, que estes pragmáticos de beira de abismo contribuíram com cerca de metade dos em Bolsonaro.

Mas é a outra metade, composta dos fiéis incondicionais do facho-bolsonarismo, que constitui ameaça direta às instituições republicanas e aos valores da civilização democrática.
Qual o peso deles no conjunto da opinião pública nacional?
O corpo eleitoral brasileiro de 2018 compunha-se de 147,3 milhões de eleitores. Destes, 37% (57,8 milhões) votaram em Bolsonaro, 31% em Haddad e 32% não votaram em nenhum dos dois candidatos.
Podemos, pois, assumir com razoável plausibilidade que os talibãs do Messias do chumbo grosso representam menos de 20% (37%÷2) do eleitorado.

É muito, mas muito menos do que sugerem alguns alarmistas ou desanimados do campo democrático, ao declarar que há mais de 55% de fascistas na “população” (sic).

Acresce que esses dados, além de aproximativos, são dinâmicos.

Os institutos Data Folha e Ibope anunciavam, no início da última semana da campanha, 59% dos votos para o candidato da extrema-direita contra 41% para o da frente democrática.
A corajosa campanha do “Vira voto” reduziu a diferença de 18 para 10 pontos percentuais, mostrando nossa força quando juntamos espírito unitário e lucidez.

Associação Brasileira de Juristas pela Democracia ABJD mostra como o Juiz MORO atropelou regras de GARANTISMO e de IMPARCIALIDADE essenciais a MAGISTRATURA

“O capanga judicial”, artigo de Atílio Boron, que colhi no Blog Carta Capital

“A apressada designação do juiz Sérgio Moro como ministro de Justiça do Brasil ficará registrada na história como caso paradigmático, por sua desavergonhada fusão com o obsceno, ao servir de ascensão definitiva a esta sinistra nova figura na sempre acossada democracia latino-americana: o capanga judicial. 

Diferente dos seus predecessores, que aniquilam suas vítimas fisicamente, o capanga judicial – assim como seu colega econômico, de mais longo currículo (como demonstra o famoso livro de John Perkins, “Confissões de um Assassino Econômico”) – os elimina através de uma arma mais silenciosa e quase invisível aos olhos dos seus contemporâneos: o lawfare.

Ou seja, a utilização arbitrária e tergiversada do direito para violar os princípios e procedimentos estabelecidos pelo devido processo, com o objetivo de inabilitar – pela prisão ou pelo exílio – aqueles que, por algum motivo, se constituem obstáculos para as classes dominantes ou para o imperialismo.

O capanga judicial personifica o processo de putrefação da justiça de um país, desnudando impudicamente seu caráter de classe e sua abjeta submissão às ordens dos poderosos.

Por extensão, revela também a degradação da vida democrática, que tolera o acionar destes delinquentes.

Como o pistoleiro, o capanga judicial atua por encomenda.

Se trata de um killer de novo tipo, que, graças à sua posição na estrutura do poder judicial, pode dispor da vida e dos afazeres de suas vítimas, tarefa para a qual ele se permite violar, com total impunidade, não só a letra como também o espírito das leis, torcendo premissas jurídicas fundamentais (a presunção de inocência, por exemplo) e levando inimigos à prisão mesmo sem contar com provas suficientes.

Assim como seus tenebrosos precursores de pistola e explosivos, este capanga age protegido por um manto que lhe garante não só a impunidade para os seus delitos como o fato de que seus “assassinatos de reputação” serão alabados como exemplos luminosos do respeito às leis e às instituições republicanas.

Para que sejam perpetrados esses crimes, é preciso contar com uma rede de cumplicidades envolvendo todo o Poder Judiciário. Juízes, promotores e órgãos controladores que fecham os olhos diante dos seus atos, além da grande imprensa hegemônica, imprescindível advogada do malfeitor, que o eleva às alturas e o transforma no exemplo de herói nacional.

Seu nome passa a repousar na espetacularidade de suas intervenções, ou a partir de dados e pistas procedentes dos organismos de inteligência dos Estados Unidos, ou das campanhas judiciais e cuidadosamente dirigidas àqueles que são, supostamente, inimigos da ordem social vigente.

Sérgio Moro foi um assíduo aluno dos cursos de “boas práticas” que Washington organiza há décadas para educar juízes e promotores na correta administração da Justiça.

Uma das lições que entendeu bem foi sobre como tirar um líder popular da corrida eleitoral e criar as condições para possibilitar a demolição de uma construção política moderadamente reformista, mas que, ainda assim, despertava o intenso repúdio do Império.

Esta nova e desafortunada figura política que emerge no cenário latino-americano não dispara balas, mas sim sentenças; não mata, mas condena, prende e instaura uma fraude eleitoral gigantesca; porque, como se dizia no Brasil no começo deste ano, “eleição sem Lula é fraude”. E foi isso o que aconteceu.

E, como todo capanga que trabalha por encomenda, ele também recebe magníficas recompensas por seu desprezível trabalho.

No caso que nos ocupa, sua escandalosa violação do direito foi retribuída por seu mandante com o Ministério da Justiça, e será a partir desse cargo que ele poderá, certamente, organizar novas caçadas para produzir a “limpeza” política e social que seu energúmeno chefe prometeu realizar a partir do próximo ano, quando será o presidente do Brasil.

Com sua designação, os alcances da conspiração para evitar o retorno de Lula ao governo a qualquer preço, ficam em evidência.

A irrupção desta nova figura obriga a adotar, portanto, esta nova – e abominável – categoria de análise política: o capanga judicial, tanto ou mais perverso que os demais.

Seria um erro grave pensar que o caso de Moro é uma manifestação exótica da política brasileira. O ovo da serpente, dentro do qual madura este sinistro personagem, já dá mostras de que está por chocar também em terras bem próximas, como na Argentina, no Equador, na Bolívia e no Paraguai.

*Publicado originalmente no Página/12 | Tradução de Victor Farinelli

Rede Globo dos Ricos: a sabujice e a defesa dos neoliberais e da Direita Penal

DCM: Globo faz ‘propaganda e demagogia acéfala’ de Bolsonaro

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Jornalista Kiko Nogueira critica, no Diário do Centro do Mundo, a matéria de O Globo sobre o novo corte de cabelo de Jair Bolsonaro; 

“Há dois dias a matéria mais idiota de 2018 sobre Jair Bolsonaro não sai da home do Globo”; 

“Este será o tom da cobertura de Bolsonaro na empresa dos irmãos Marinho: a trivialização e a sabujice”, acrescenta

O grande capital MANIPULA as pessoas, por MENTIRAS e FRAUDES

— Updated: 16/11/2018 — Total visits: 40,905 — Last 24 hours: 55 — On-line: 0
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