Arquivos para : A “Fórmula” Soria y Mata: AGROVILAS AGRO-INDUSTRIAIS e REF AGRÁRIA. Cada unidade agrícola deve ter máquinas, energia, educação técnica, subsídios etc

Pontos da Política pro Campesina, da Igreja Católica

Pio XII, Discurso de 11 de abril de 1956 aos participantes do X Congresso da Confederação Nacional dos Cultivadores Diretos da Itália (AAS., vol. XLVIII, pp. 278-279):

“Não nos compete definir as providências particulares que a sociedade deve adotar para cumprir a obrigação de prestar auxílio à classe rural; não obstante, afigura-se-Nos que os objetivos colimados pela vossa Confederação, coincidem com os deveres da própria sociedade para convosco.

Tais são, por exemplo: difundir a propriedade agrícola e o seu desenvolvimento produtivo; colocar os agricultores não proprietários em condições de salários, de contratos e de rendimento capazes de lhes favorecer a estabilidade nas terras por eles cultivadas e de lhes facilitar a aquisição da plena propriedade (salvo sempre a consideração devida à produtividade, aos direitos dos proprietários e, sobretudo, aos seus investimentos );

incentivá-los, mediante auxílios concretos, a melhorar as culturas e o patrimônio zootécnico, de modo que com isso se favoreça quer o seu rendimento, quer a prosperidade nacional;

promover, além disto, em favor deles, as formas de assistência e de seguros comuns aos demais trabalhadores (porém administradas segundo as condições especiais do agricultor); 

facilitar a preparação técnica, especialmente dos jovens, de acordo com os métodos racionais e modernos em contínuo progresso;

e finalmente esforçar-se para que seja removida essa diferença demasiado gritante entre o rendimento agrícola e o industrial, causadora do abandono dos campos, com tanto dano para a economia num país como o vosso, fundado em boa parte na produção agrícola.

A estes encargos da sociedade em proveito vosso juntem-se os que derivam das particulares condições de vossos campos, ainda não suficientemente providos, aqui e acolá, de habitações, estradas, escolas, água encanada, energia elétrica, ambulatórios médicos”.

Semear agroindústrias, em todo o interior, erradica o imperialismo interno e o externo, a fórmula BOA de Henry Carey

Do Coletivo de Comunicação do MST
Da Página do MST. 07.12.2015  

Durante ato político realizado nesta quarta-feira (2) na governadoria do estado, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), o governador Rui Costa (PT) assinou um convênio celebrado entre a presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Maria Lúcia Falcon, e o secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, por meio da Companhia de Ação Regional (CAR). 

O Convênio está avaliado em R$ 60 milhões e visa implementar 170 agroindústrias em projetos de assentamentos nos 27 Territórios de Identidade da Bahia, com destaque para os sistemas produtivos de fruticultura, caprinocultura, mel, mandioca, aves, cacau, leite e dendê.

Mais de 20 mil famílias de assentamentos de reforma agrária serão beneficiadas com a execução do projeto titulado como Rede Agroindustrial da Reforma Agraria da Bahia (REAFRA).

De acordo com Evanildo Costa, da direção estadual do MST, a reforma agrária precisa ser tratada com prioridade pelo governo.

“As agroindústrias são exemplos concretos que a luta dos trabalhadores dá certo. O comprometimento do governo mais uma vez nos mostra um lado, mesmo diante da grande ofensiva do capital e da estrutura burguesa que vivemos”, pontua. 

“Mesmo assim, queremos que a reforma agrária seja tratada não apenas como uma política pública, mas sim como uma ferramenta que reestruture a lógica de dominação do capital ao realizar uma ampla democratização da terra para o povo”, enfatizou Costa.

Jerônimo Rodrigues afirmou que os assentados da reforma agrária vivenciará, após esse convênio, uma nova história no fortalecimento dos assentamentos no estado da Bahia. 

Para ele, esta parceria garante o fortalecimento da produção de alimentos com sustentabilidade, permitindo o desenvolvimento da economia municipal e territorial. 

Já Renata Rossi, superintendente de Políticas Territoriais e Reforma Agrária, da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), comemorou a assinatura do convênio. “Com o convênio os assentamentos demonstrarão ainda mais sua capacidade de produzir alimentos saudáveis, contribuindo para a qualidade de vida na Bahia”, concluiu.

Além das agroindústrias, o projeto aponta também a ampliação de ações de assistência técnica, verticalizando a produção de alimentos e permitindo a participação dos agricultores familiares no mercado.

— Updated: 20/10/2018 — Total visits: 38,638 — Last 24 hours: 65 — On-line: 0
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