Arquivos para : A “Fórmula” p Agricultura CAMPESINA, SUBSIDIADA, LIMPA, orgânica, COOPERATIVISTA, DISTRIBUTISTA E SOCIALISTA

104 milhões de brasileiros moram em cerca de 200 maiores cidades, concentração urbana…

As 200 maiores cidades do país representam apenas 3,5% de todos os municípios brasileiros, mas concentram exatamente a metade do total de moradores do Brasil. Ao todo, existem 5.570  cidades no Brasil. 

Chama atenção também o fato de que 17 cidades brasileiras têm mais de 1 milhão de habitantes. São Paulo é a única que têm mais de 10 milhões de moradores e lidera com folga o ranking.”.

Friso que as 5.370 cidades menores são quase tudo áreas rurais.

Friso que boa parte da área municipal destas 200 maiores cidades são também ÁREAS RURAIS.

A concentração urbana é grande, o que é ruim para o meio ambiente e a economia. 

Alguns pontos sobre a questão rural e o movimento camponês, no Brasil

Os documentos do MST (especialmente o documento “Capitalismo e classes sociais no campo”, de 1995) auxiliam na análise social da REGIÃO OU ÁREA RURAL DO BRASIL.

Dividem as classes sociais no campo em LATIFUNDIÁRIOS OU burguesia agrária. Há uns 50.000 LATIFUNDIÁRIOS, com áreas superiores a 1.000 hectares e controlando mais de 50% das terras cadastradas. Estes 50 mil latifundiários, são chamados, especificamente, de latifundiários mesmos, pelo MST.

No topo da cadeia alimentar, na área rural, há então então estes 50 mil latifúndios, SENDO A MAIOR PARTE composta de latifúndios improdutivos. Estes 50 mil latifundiários são os piores.

Para ampliar a análise, aprofundando-a, destaque-se que há os piores dos piores, que é um grupinho de uns mil mega latifundiários.

Uns mil mega latifundiários são como o bloco ou fortaleza da concentração agrária no Brasil, do atraso, da morte, da exploração. São quase todos estocadores de terra, mega empresários, quase todos exportadores, oligarcas, oligopólios, como trustes e cartéis, controlando o fluxo dos negócios agrícolas, dos preços agrícolas, do grosso do crédito agrícola, da pauta agrícola. A Bancada ruralista defende acima de todos estes mil mega latifundiários. 

A prioridade é centrar fogo e tomar cuidado com estes mil mega latifundiários.

No entanto, lembro que, no topo há os dez top mais, uns paquidermes com milhões de hectares, como se fossem donos de pequenos países europeus. Estes são os piores dos piores dos piores, os mais abomináveis.

Algumas dezenas de mega latifundiários estão no cimo da pirâmide agrária, como se estivessem em torres cujas pontas ficam acima das nuvens, em altitude. Em boa parte são mega empresários, exportadores. 

Lembro que cerca de 40% ou mais da população do Brasil vive na ÁREA RURAL. O Brasil é composto quase todo de ÁREAS RURAIS, pois somos um DESERTO HABITACIONAL.

O Brasil tem densidade demográfica pífia, de 26 pessoas por km quadrados, quando, na Europa, há países como a Holanda que tem densidade de 400 pessoas por km quadrados. E maior densidade demográfica é sinônimo de bom IDH, o que refuta as teses malucas dos malthusianos neoliberais. 

Mesmo a China tem apenas 90 pessoas por km quadrados, um deserto habitacional também, mas bem mais denso que o Brasil, que é praticamente desabitado. Quase todo o território do Brasil é RURAL, AGRESTE, NÃO HABITADO.

Lembro que as 60 milhões ou mais de pessoas que vivem na ÁREA RURAL não fazem parte da PEA (População economicamente ativa) RURAL, que trabalha na agricultura.

Somente parte MENOR dos que vivem na ÁREA RURAL do BRASIL vivem da agricultura, ponto que vou desenvolver melhor, tratando a REGIÃO OU ÁREA RURAL no Brasil, usando estudos de Ricardo Abramovay. 

Depois dos latifundiários, no sentido mais estrito, há também os arrendatários capitalistas (uns 30.000 burgueses-arrendatários). Estes controlam áreas produtivas e não devem ser tratados como inimigos, e sim neutros, embora quase sempre façam aliança com os latifundiários. 

Depois, há o terceiro estrato, há a pequena burguesia agrária (uns 500.000 proprietários, com propriedades de 100 a 1.000 hectares). Devem ser ALIADOS, é essencial que sejam ALIADOS, friso. 

Na parte oprimida, há o PROLETARIADO RURAL, que totalizam algo como 23 milhões ou mais. Lembro que estes 23 milhões são parte dos que trabalham nas ÁREAS OU REGIÕES RURAIS do Brasil, mas há uns 60 milhões de pessoas ou MAIS que moram em ÁREAS RURAIS.

A maior parte dos Municípios do Brasil são como pequenas vilas rurais, no fundo, e o mesmo vale para boa parte das áreas dos Municípios do Brasil. Municípios de 10 a 20 mil quilômetros quadrados ou algo assim, tendo apenas, no centro, áreas urbanas de 30 km quadrados, ou bem MENORES MESMO.

O grosso do território brasileiro é composto de ÁREAS RURAIS, ponto que vou mostrar em outras postagens. A maior parte do Território brasileiro é RURAL. Os Municípios têm áreas de 10 a 20 mil quilometros quadrados e núcleos urbanos de 10 km quadrados, 20 km quadrados e, no máximo, uns 30 km quadrados, e isso nas Metrópoles. A cidade de São Paulo é um quadrilátero de uns 40 km quadrados ou algo mais, mesmo sendo talvez a quinta cidade do mundo, é um pingo em relação aos tamanhos dos Municípios de 10 mil km quadrados. Basta examinar o mapa de cidades como Patos de Minas MG para ficar claro isso. Há um centro pequeno urbano, cercado de áreas rurais, muito mato etc. 

Destes 23 milhões de trabalhadores rurais no sentido mais restrito, há apenas 5 milhões de proletários rurais (assalariados rurais, permanentes e temporários). A maior parte não tem carteira assinada, sendo hiper fragilizados, flutuantes, com contratos temporários, totalmente precarizados. 

Quero DESTACAR que o maior número dos trabalhadores rurais é composto de 18 milhões de posseiros, parceiros, meeiros, arrendatários etc.

Nestes 18 milhões, há uns 10 milhões de trabalhadores sem-terra e semi-proletários, que vivem em áreas menores de 5 hectares. Também são pequena agricultura familiar, mas fragilizada, precarizada, fraca. 

E há os pequenos produtores, no total de oito milhões de trabalhadores que vivem em áreas de 5 a 100 hectares e que trabalham em regime de economia familiar, sendo muitos posseiros. 

Fica claro que é essencial defender os direitos trabalhistas dos assalariados rurais, mas também é ESSENCIAL a defesa da AGRICULTURA FAMILIAR, que abarca a MAIOR PARTE da população rural brasileira e de trabalhadores rurais. 

Brasil tem os maiores latifúndios do planeta

Brasil tem latifúndios de 40 milhões de hectares. Cada quilômetro quadrado tem cem hectares. Assim, há latifúndios do tamanho de 40 mil quilômetros quadrados, o que dá oito DFs.

Antes, o maior era o latifúndio da firma de Cecílio Rego, de oito milhões de hectares (quase três Suiças, quase um Portugal, que tem nove milhões de hectares de território).

Diante deste absurdo e crime, resmungamos e protestamos: “é demais!” 500 hectares já seriam demais, deveria ser o teto constitucional (provisório, até ser diminuído), como busca o projeto de emenda constitucional da CNBB.

Os quarenta ou os oito milhões de hectares não são fruto do suor do rosto de Cecílio (este vivia em escritórios, casas ou carros , todos com ar refrigerado). O “título” de propriedade é fruto da grilagem (cf. a boa reportagem do jornalista Policarpo Júnior, da revista “Veja”) etc.

Tal como os mártires agiam perante situações iníquas, não aceitamos estes latifúndios. Muito menos o domínio asqueroso e obsceno de alguns dezenas de banqueiros ou o controle econômico das multinacionais, que reduz o Brasil à situação de colônia.

O agroveneno é ligado ao latifúndio e à monocultura, males correlatos

MST e Mov dos Pequenos Agricultores mostram que produção orgânica, campesina e agroecológica não é cara, e sim algo viável e boa

Do 247 – “Um dos objetivos da terceira edição da Feira Nacional da Reforma Agrária é abrir o diálogo com a sociedade e derrubar mitos; um deles é que a produção orgânica e agroecológica é cara; a reportagem do Brasil de Fato caminhou pelo evento com um objetivo: comprar produtos diversos, de todas as regiões do país, e gastar no máximo R$ 50,00

Método-sistema de Pastoreio Racional Voisin, recomendado pelo MST com ótimo

“O Sistema de Pastoreio Racional Voisin (lê-se: voazan) é um sistema de manejo intensivo, que possibilita um equilíbrio entre os três elementos: solo–pastagem–gado, onde cada elemento tem um efeito positivo sobre os outros dois.
Através de procedimentos simples, transformamos o gado, que no sistema convencional é um predador da pastagem (e como conseqüência, também do solo), num excelente beneficiador do sistema.
O procedimento básico consiste na conveniente divisão das pastagens, de modo a ser possível fazer valer as “4 Leis Universais do Pastoreio Racional”, magistralmente enunciadas por André Voisin no seu principal livro, “Produtividade do Pasto”, publicado inicialmente em 1957. 
Não basta, porém, para se alcançar o sucesso, dividir as pastagens e fazer o rodízio simples do gado pelos piquetes. Antes de tudo, é necessário que operador do sistema compreenda a essência das quatro leis universais e que persiga a todo custo o seu cumprimento.
Leis Universais do Pastoreio Racional. (VOISIN, 1974): 
André Voisin estabeleceu as bases para uma pecuária sustentável ao longo das quase 1000 páginas dos seus principais livros: “Produtividade do Pasto” e “Dinâmica das Pastagens”, publicados no Brasil em 1974 e 1979 respectivamente. Porém, num toque de gênio, resumiu os principais conceitos em quatro “leis universais”, que poderiam ser expostas em apenas uma página! As duas primeiras leis se destinam ao pasto e as duas últimas ao gado.
Primeira Lei, “lei do repouso” ou primeira lei dos pastos:
“Para que o pasto cortado pelo dente do animal possa dar a sua máxima produtividade, é necessário que entre dois cortes consecutivos tenha passado um tempo que permita ao pasto:
a)Armazenar em suas raízes as reservas necessárias a um começo de rebrote vigoroso;
b)Realizar sua ‘labareda de crescimento’ ou grande produção diária de massa verde.” 
(O período de repouso necessário varia com a situação geográfica, a estação do ano, as condições climáticas e a fertilidade do solo e demais condições ambientais). Os tempos de repouso não são iguais durante todo o ano, havendo períodos de crescimento acelerado e outros de crescimento lento ou quase nulo.
Em média, os piquetes de um sistema de Pastoreio Racional Voisin são ocupados de seis a oito vezes, durante o ano, em qualquer das regiões do Brasil. Nos períodos mais favoráveis do ano, os piquetes chegam a serem usados com intervalos entre pastejos, de 28 a 35 dias. Por outro lado, nos períodos críticos em algumas regiões, esse intervalo pode ultrapassar 120 dias. A boa condução do Pastoreio Racional vai depender de decisões acertadas no gerenciamento dessas variáveis. 
Segunda Lei, “lei da ocupação” ou segunda lei dos pastos: 
“O tempo global de ocupação de uma parcela ou piquete deve ser o suficientemente curto de modo a não permitir que uma planta cortada pelos animais no início da ocupação seja novamente cortada antes que os animais deixem o piquete” A finalidade fundamental dessa lei é não permitir que os animais comam sucessivamente os rebrotes do capim, provocando o esgotamento de suas reservas e a conseqüente degradação das pastagens. Um erro comum ao se implantar um sistema de rotação de pastagens, é usar um número reduzido de piquetes, prolongando a permanência do gado nos piquetes, pressupondo que basta um tempo adequado de repouso para o sucesso do manejo. A realidade, porém, é outra, bastando poucos dias em períodos de chuvas intensas para que a brotação do capim já possa ser colhida novamente pelos animais, na mesma passagem pela parcela. É o atendimento dessas duas primeiras leis que propicia a tão grande diferença de rendimento ou produtividade do pasto do Pastoreio Racional Voisin em relação ao Pastoreio Contínuo. 
Terceira Lei, “lei da ajuda” ou primeira lei dos animais:
“É preciso ajudar os animais que possuam exigências alimentares mais elevadas a colherem a maior quantidade de pasto e que este pasto seja da melhor qualidade possível” Quanto menos trabalho de rapagem (ou terminação do pastoreio) se imponha ao animal, mais pasto ele colherá. 
Quarta Lei, “lei dos rendimentos regulares” ou segunda lei dos animais:
“Para que o animal (bovino) produza rendimentos regulares, ele não deve permanecer mais que três dias em uma mesma parcela. Os rendimentos serão máximos, se o animal não permanecer no piquete mais que um dia.”
Essa lei tem a finalidade de evitar uma variação na produção animal, seja na quantidade de leite produzida, no crescimento ou no ganho de peso dos animais em engorda. Quando um animal é colocado a pastar em um piquete, ele atinge o seu rendimento máximo logo após o primeiro dia. O rendimento decresce, à medida que o tempo de permanência no piquete se prolonga. Esse fato é uma conseqüência direta da terceira lei, pois, à medida que o pasto fica mais “rapado”, o animal colherá quantidades cada vez menores de um pasto de qualidade cada vez mais inferior. Com uma permanência de três dias ou menos, esse decréscimo no rendimento é menos sensível, devido a mecanismos compensatórios próprios do metabolismo dos animais. Porém, com uma permanência de mais de três dias, a dificuldade crescente na “colheita” e a queda da qualidade do alimento resultará num decrescente rendimento na nutrição do animal, o que refletirá numa menor produção leiteira, ou num crescimento ou ganho de peso mais lento”.

Linhas gerais do Programa Camponês do MST, que eu endosso rs

Tirei do site do MST – “Este Programa Camponês, entre outros elementos, consiste em: Estimulo a cooperação e ao cooperativismo: em cada grande região os movimentos sociais selecionam cooperativas ou associações camponesas para operar o programa.

Crédito desbancarizado e desburocratizado: ou seja, sem as regras bancárias convencionais dos acordos de Basileia, garantido o direito dos agricultores acessar recursos para produzir alimentos saudáveis. Transição agroecológica massiva: emprego de princípios, técnicas e métodos produtivos agroecológicas, compatíveis com a estratégia econômica, tecnológica e energética de autonomia camponesa.

Investimento nas Unidades de Produção Camponesas: criar condições de reestruturação produtiva para produzir alimentos, em especial, através de:

a) biomineralização do solo: recuperar a fertilidade dos solos com utilização de pó de rochas, adubos orgânicos, adubos verdes e biofertilizantes;

b) kit soberania alimentar: investimentos em diversificação da produção para abastecimento popular, como instalação de hortas, pomares de frutas, criação de pequenos animais e sementes;

c) introdução do Pastoreio Racional Voisin (PRV): viabilizar a introdução de pastagem permanente  para ampliar a produção leiteira e de carnes;

d) resfriadores: qualificar a armazenagem do leite produzido através de resfriadores a granel;

e) fruticultura: formação de pomar familiar;

f) mudas: instalar viveiros de mudas florestais, frutícolas e de olerícolas;

g) sementes crioulas e varietais: autonomia na produção de sementes para o uso dos próprios agricultores;

h) máquinas e equipamentos agrícolas: proporcionar a mecanização das atividades agrícolas ampliando a produtividade do trabalho nas unidades camponesas;

i) irrigação: dispor de recursos para as famílias irrigarem suas roças, implicando em aquisição máquinas para construção de açudes, cisternas para produção e aquisição de equipamentos de irrigação.

Processamento e Agro-industrialização da Produção: formas de cooperação para a constituição de unidades agroindustriais cooperadas, de sucos, conservas, carnes e pescado, embutidos, laticínios, beneficiamento de grãos, entre outras”.

Unidades de Beneficiamento de Sementes: de porte pequeno e médio, distribuídas e todo o território nacional, para produzir e beneficiar sementes visando a autonomia produtiva da agricultura camponesa e da produção agroecológica. Biofábricas de insumos: com o objetivo de produção massiva de insumos agroecológicos como fertilizantes e biofertilizantes, bem como produção de agentes biocontroladores de pragas e doenças. Armazenagem, logística e distribuição: construção de estruturas de secagem e armazenagem, aquisição de veículos para transporte dos alimentos. Instalação de centros logísticos de recolhimento e distribuição de alimentos em regiões estratégicas e centros urbanos.

Este é o Programa pelo qual lutamos e que terá a capacidade de unificar forças sociaiscamponesas e urbanas para seguir na luta pela construção de soberania alimentar, qualidade de vida e um Brasil democrático e justo.

Reforma agrária Lula e Dilma- Estado deve comprar alimentos dos Pequenos Agricultores, de forma direta, sem atravessadores

“01.01.2017. GDF compra cerca de seis milhões de reais, em produtos dos Pequenos Agricultores do DF.

Por meio de três programas diferentes, aquisição direta em 2016 beneficiou pelos menos 360 produtores, como Ivone Ribeiro, do Sítio Grande Conquista, na área rural de Sobradinho

AMANDA MARTIMON, DA AGÊNCIA BRASÍLIA
O governo de Brasília comprou, em 2016, mais de R$ 5,9 milhões de produtos diretamente de agricultores locais. A medida beneficiou ao menos 360 produtores do Distrito Federal, cadastrados em três programas diferentes: o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF).
A produtora rural Ivone Ribeiro, de 56 anos, beneficiária dos programas de aquisição de alimentos do governo de Brasília.
A produtora rural Ivone Ribeiro, de 56 anos, beneficiária dos programas de aquisição de alimentos do governo de Brasília. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

A agricultora Ivone Ribeiro, de 58 anos, participa dos dois primeiros e calcula um incremento na renda de mais de R$ 6 mil por ano. “É um dinheiro certo e que nunca atrasa. Se eu entregar, vou receber. É uma venda garantida”, avalia a produtora, que tem como renda principal a comercialização em feiras. Ela fornece alface, repolho, couve, banana, tomate cereja e cebolinha, entre outros itens.

Além da importância da compra direta, que fomenta o mercado e a agricultura do DF, o diretor de Compras Institucionais, da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Lúcio Flávio da Silva, destaca outros benefícios. “Os programas pagam valores justos, é uma fonte de renda extra do mercado privado e tem efeito multiplicador, porque, como é injetado em um local específico, a moeda circula dentro da região até três vezes antes de sair”, explica.

Dos três programas, o Papa-DF representou o maior montante neste ano. Por meio dele, os órgãos do governo de Brasília compraram mais de R$ 2,9 milhões em alimentos e produtos artesanais de agricultores familiares.

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O PAA e o Pnae funcionam em parceria com o governo federal, que transfere recursos para os municípios e as unidades da Federação. Até o último balanço, no fim de novembro, foram adquiridos, por meio do PAA, cerca de R$ 1,7 milhão em alimentos no DF — que participa da ação na modalidade doação simultânea. Assim, os produtos adquiridos são doados por meio do Banco de Alimentos da Centrais de Abastecimento do DF (Ceasa). Pelo Pnae, foram R$ 1,3 milhão para atender escolas.

Assim, o ciclo de compras tem duas pontas beneficiadas. Além dos agricultores, envolve entidades sociais e famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Mais produtos orgânicos comprados pelo governo do DF em 2016

Toda a produção de Ivone, no Sítio Grande Conquista, na área rural de Sobradinho, é orgânica. “Não é fácil, mas, pelo cuidado com o meio ambiente, vale a pena”, avalia. Os produtos orgânicos representaram 8% do total adquirido pelo Programa de Aquisição de Alimentos – em que há o ranking por tipo de alimento (veja a arte). Em relação ao total em dinheiro, eles equivalem a 14,3% do montante.

Com isso, o Distrito Federal ultrapassou a meta estipulada pelo governo federal de alcançar 5% em produtos orgânicos. “Isso vem crescendo; em 2013 não chegava a 1%”, compara Lúcio Flávio da Silva. Ele explica ainda que o porcentual em quantidade é menor do que em volume financeiro porque os orgânicos têm valor agregado.

Entre os produtos não convencionais, o mais adquirido, em quilogramas, foi a abóbora seca, seguida da mandioca, do morango, do tomate, da abobrinha italiana, da cenoura e da alface, nessa ordem. Já entre os orgânicos, as mais compradas pelo governo dos produtores pelo PAA foram alface, abobrinha menina, couve, repolho, batata, cebolinha e tomate.

Agricultura camponesa orgânica, nutrição limpa e boa

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A agricultura familiar é a boa agricultura, européia, de alto IDH

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