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Reforma agrária Lula e Dilma- Estado deve comprar alimentos dos Pequenos Agricultores, de forma direta, sem atravessadores

“01.01.2017. GDF compra cerca de seis milhões de reais, em produtos dos Pequenos Agricultores do DF.

Por meio de três programas diferentes, aquisição direta em 2016 beneficiou pelos menos 360 produtores, como Ivone Ribeiro, do Sítio Grande Conquista, na área rural de Sobradinho

AMANDA MARTIMON, DA AGÊNCIA BRASÍLIA
O governo de Brasília comprou, em 2016, mais de R$ 5,9 milhões de produtos diretamente de agricultores locais. A medida beneficiou ao menos 360 produtores do Distrito Federal, cadastrados em três programas diferentes: o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF).
A produtora rural Ivone Ribeiro, de 56 anos, beneficiária dos programas de aquisição de alimentos do governo de Brasília.
A produtora rural Ivone Ribeiro, de 56 anos, beneficiária dos programas de aquisição de alimentos do governo de Brasília. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

A agricultora Ivone Ribeiro, de 58 anos, participa dos dois primeiros e calcula um incremento na renda de mais de R$ 6 mil por ano. “É um dinheiro certo e que nunca atrasa. Se eu entregar, vou receber. É uma venda garantida”, avalia a produtora, que tem como renda principal a comercialização em feiras. Ela fornece alface, repolho, couve, banana, tomate cereja e cebolinha, entre outros itens.

Além da importância da compra direta, que fomenta o mercado e a agricultura do DF, o diretor de Compras Institucionais, da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Lúcio Flávio da Silva, destaca outros benefícios. “Os programas pagam valores justos, é uma fonte de renda extra do mercado privado e tem efeito multiplicador, porque, como é injetado em um local específico, a moeda circula dentro da região até três vezes antes de sair”, explica.

Dos três programas, o Papa-DF representou o maior montante neste ano. Por meio dele, os órgãos do governo de Brasília compraram mais de R$ 2,9 milhões em alimentos e produtos artesanais de agricultores familiares.

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O PAA e o Pnae funcionam em parceria com o governo federal, que transfere recursos para os municípios e as unidades da Federação. Até o último balanço, no fim de novembro, foram adquiridos, por meio do PAA, cerca de R$ 1,7 milhão em alimentos no DF — que participa da ação na modalidade doação simultânea. Assim, os produtos adquiridos são doados por meio do Banco de Alimentos da Centrais de Abastecimento do DF (Ceasa). Pelo Pnae, foram R$ 1,3 milhão para atender escolas.

Assim, o ciclo de compras tem duas pontas beneficiadas. Além dos agricultores, envolve entidades sociais e famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Mais produtos orgânicos comprados pelo governo do DF em 2016

Toda a produção de Ivone, no Sítio Grande Conquista, na área rural de Sobradinho, é orgânica. “Não é fácil, mas, pelo cuidado com o meio ambiente, vale a pena”, avalia. Os produtos orgânicos representaram 8% do total adquirido pelo Programa de Aquisição de Alimentos – em que há o ranking por tipo de alimento (veja a arte). Em relação ao total em dinheiro, eles equivalem a 14,3% do montante.

Com isso, o Distrito Federal ultrapassou a meta estipulada pelo governo federal de alcançar 5% em produtos orgânicos. “Isso vem crescendo; em 2013 não chegava a 1%”, compara Lúcio Flávio da Silva. Ele explica ainda que o porcentual em quantidade é menor do que em volume financeiro porque os orgânicos têm valor agregado.

Entre os produtos não convencionais, o mais adquirido, em quilogramas, foi a abóbora seca, seguida da mandioca, do morango, do tomate, da abobrinha italiana, da cenoura e da alface, nessa ordem. Já entre os orgânicos, as mais compradas pelo governo dos produtores pelo PAA foram alface, abobrinha menina, couve, repolho, batata, cebolinha e tomate.

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O corte das árvores é o corte das vidas, a longo prazo

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Brasil é o campeão de Agrotóxicos, e latifundiários querem liberar mais veneno, em troca de entregarem a Previdência aos bancos privados

Do 247 – “O Palácio do Planalto tenta a última cartada para tentar aprovar a Reforma da Previdência no Congresso até fevereiro de 2018; segundo a coluna Radar, da Revista Veja, a bancada ruralista deve votar pelo projeto e quer a liberação dos agrotóxicos como moeda de troca”. 

O Brasil já é o campeão em VENENOS na comida e nos remédios (laboratórios internacionais livres e soltos).

Latifundiários ainda negociam liberar mais ainda, em troca de apoiarem a entrega da Previdência aos bancos privados (previdência complementar, pois a outra só na morte….). 

O latifúndio agronegócio envenena as pessoas com agrotóxicos

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Como funciona o Agronegócio latifundiário capitalista, no Brasil

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Um livro horrível – “Agradeça aos agrotóxicos”, de Nicholas Vital

Eu já li vários livros grotescos de apologia dos ricos ou da exploração. No entanto, apologia de agrotóxicos, isso, é algo mais maligno, pois é apologia do envenenamento dos pobres. 

O livro “Agradeça aos agrotóxicos por estar vivo”, de Nicholas Vital, da Ed. Record, é simplesmente uma apologia dos venenos agrícolas, dos agrotóxicos. 

Papiniano, um grande jurista romano, foi morto por se recusar a fazer a apologia de atos macabros de Imperadores pagãos, dizendo que elogiar o crime era até pior que cometer crimes. O livro de Nicholas Vital é isso, uma apologia do veneno agrícola.

A Máfia dos agrotóxicos, a  indústria de agrotóxicos, agradece muito, claro.

O livro tem a cara de pau de diminuir o problema, dizendo que nossa agricultura é quase toda limpa, e que o problema dos agrotóxicos não existe, é solução, são benéficos, na visão do agronegócio, esposada pelo autor. 

O autor agradece principalmente Alysson Paulinelli, ex Ministro da Agricultura, “pai da revolução verde no Brasil”, Ministro da Agricultura de Geisel, de 1974 a 1979, e presidente da Confederação Nacional da Agricultura, a entidade dos latifundiários. Paulinelli era do PFL. Agradece, ainda, a uma série de “executivos”. Também agradece a Carlos Andreazza, “meu editor”, da Ed. Record. 

O livro tem fontes tão ruins como o autor.

Fontes como a revista “Exame”, a “Folha de São paulo”, o “Estadão”, revista Veja, “Uol”, jornal Valor, dados do Ministério da Agricultura sob a gestão de Maggi no governo de temer, da Monsanto etc.

O jornalista Nicholas Vital trabalhou na revista “Exame” na “istoÉ Dinheiro”, claro.  

A agricultura como boa fonte de produtos para o bem comum

Como reconheciam os fisiocratas (Mercier de Rivière, o principal escritor fisiocrata), somos feitos para atuar, “como causa segunda”, para continuar “a grande obra da Criação”, para “cooperar na obra” de Deus. O próprio Deus quis “que “a terra produzisse pouco, deixada a si mesma”, mas escondeu, “no seio da terra, um princípio de fecundidade que só espera o esforço humano para cobri-la de frutos”.

Da mesma forma como cooperamos com Deus pelo trabalho humano, cooperamos também na obra da graça e também devemos cooperar com o trabalho social, da sociedade, para dispor tudo em prol do bem comum.

O latifundiário Maggi compra outro latifúndio, por 2,2 bilhões de reais, coisa asquerosa

Do 247, “O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, arrematou a fazenda Itamarati Norte por R$ 2,2 bilhões dos herdeiros de Olacyr de Moraes; com 105 mil hectares, a propriedade se tornou um símbolo do “desenvolvimento” de Mato Grosso e do potencial agrícola do Centro-Oeste brasileiro; dentro da propriedade, além de 11 pistas para pousos e decolagens, hangar e dezenas de silos, há uma vila que abriga centenas de funcionários da unidade”.

São estes os latifúndios que deveriam ser estatizados, ou distribuídos para cooperativas de camponeses. 

— Updated: 23/04/2018 — Total visits: 25,709 — Last 24 hours: 64 — On-line: 0
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