Arquivos para : Agricultura orgânica, limpa, cooperativista, popular, campesina, distributista e socialista

Agricultura camponesa orgânica, nutrição limpa e boa

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A agricultura familiar é a boa agricultura, européia, de alto IDH

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O corte das árvores é o corte das vidas, a longo prazo

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Brasil é o campeão de Agrotóxicos, e latifundiários querem liberar mais veneno, em troca de entregarem a Previdência aos bancos privados

Do 247 – “O Palácio do Planalto tenta a última cartada para tentar aprovar a Reforma da Previdência no Congresso até fevereiro de 2018; segundo a coluna Radar, da Revista Veja, a bancada ruralista deve votar pelo projeto e quer a liberação dos agrotóxicos como moeda de troca”. 

O Brasil já é o campeão em VENENOS na comida e nos remédios (laboratórios internacionais livres e soltos).

Latifundiários ainda negociam liberar mais ainda, em troca de apoiarem a entrega da Previdência aos bancos privados (previdência complementar, pois a outra só na morte….). 

O latifúndio agronegócio envenena as pessoas com agrotóxicos

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Como funciona o Agronegócio latifundiário capitalista, no Brasil

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Um livro horrível – “Agradeça aos agrotóxicos”, de Nicholas Vital

Eu já li vários livros grotescos de apologia dos ricos ou da exploração. No entanto, apologia de agrotóxicos, isso, é algo mais maligno, pois é apologia do envenenamento dos pobres. 

O livro “Agradeça aos agrotóxicos por estar vivo”, de Nicholas Vital, da Ed. Record, é simplesmente uma apologia dos venenos agrícolas, dos agrotóxicos. 

Papiniano, um grande jurista romano, foi morto por se recusar a fazer a apologia de atos macabros de Imperadores pagãos, dizendo que elogiar o crime era até pior que cometer crimes. O livro de Nicholas Vital é isso, uma apologia do veneno agrícola.

A Máfia dos agrotóxicos, a  indústria de agrotóxicos, agradece muito, claro.

O livro tem a cara de pau de diminuir o problema, dizendo que nossa agricultura é quase toda limpa, e que o problema dos agrotóxicos não existe, é solução, são benéficos, na visão do agronegócio, esposada pelo autor. 

O autor agradece principalmente Alysson Paulinelli, ex Ministro da Agricultura, “pai da revolução verde no Brasil”, Ministro da Agricultura de Geisel, de 1974 a 1979, e presidente da Confederação Nacional da Agricultura, a entidade dos latifundiários. Paulinelli era do PFL. Agradece, ainda, a uma série de “executivos”. Também agradece a Carlos Andreazza, “meu editor”, da Ed. Record. 

O livro tem fontes tão ruins como o autor.

Fontes como a revista “Exame”, a “Folha de São paulo”, o “Estadão”, revista Veja, “Uol”, jornal Valor, dados do Ministério da Agricultura sob a gestão de Maggi no governo de temer, da Monsanto etc.

O jornalista Nicholas Vital trabalhou na revista “Exame” na “istoÉ Dinheiro”, claro.  

A agricultura como boa fonte de produtos para o bem comum

Como reconheciam os fisiocratas (Mercier de Rivière, o principal escritor fisiocrata), somos feitos para atuar, “como causa segunda”, para continuar “a grande obra da Criação”, para “cooperar na obra” de Deus. O próprio Deus quis “que “a terra produzisse pouco, deixada a si mesma”, mas escondeu, “no seio da terra, um princípio de fecundidade que só espera o esforço humano para cobri-la de frutos”.

Da mesma forma como cooperamos com Deus pelo trabalho humano, cooperamos também na obra da graça e também devemos cooperar com o trabalho social, da sociedade, para dispor tudo em prol do bem comum.

O latifundiário Maggi compra outro latifúndio, por 2,2 bilhões de reais, coisa asquerosa

Do 247, “O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, arrematou a fazenda Itamarati Norte por R$ 2,2 bilhões dos herdeiros de Olacyr de Moraes; com 105 mil hectares, a propriedade se tornou um símbolo do “desenvolvimento” de Mato Grosso e do potencial agrícola do Centro-Oeste brasileiro; dentro da propriedade, além de 11 pistas para pousos e decolagens, hangar e dezenas de silos, há uma vila que abriga centenas de funcionários da unidade”.

São estes os latifúndios que deveriam ser estatizados, ou distribuídos para cooperativas de camponeses. 

Esboço do começo de uma boa reforma agrária

Há coisas simples para melhorar a produção rural e as condições de vida dos trabalhadores rurais.

Começando por proibir o latifúndio, doravante, ou seja, nada de propriedades privadas de mais de mil hectares, como recomenda a CNBB.

O Brasil tem os maiores latifúndios do mundo, quase todos fruto de grilagem, corrupção (vendas do Estado a preço ínfimo), invasão e, especialmente, trabalho escravo ou super explorado dos trabalhadores rurais.

A coisa é tão asquerosa que se o Estado pegasse a terra dos cem maiores latifundiários já daria para fazer a reforma agrária. Até os 50 maiores já daria ótimo início.

A concentração de renda e de bens é tamanha que basta pegar a pontinha da agulha da pirâmide social e já resolve quase tudo. 

Até Lenin entendia  corretamente que nem toda empresa pequena configura capital, pois é preciso um montante mínimo. E que nem toda propriedade rural é latifúndio, pois é preciso um montante mínimo, para ser capital e para latifúndio. No Brasil, considerando a desgraça atual, mil hectares é um bom marco. Só terras acima de mil hectares, nos círculos próximos às cidades médias e grandes, configura latifúndio.

No Brasil, há uma produção capitalista concentrada, produção intensiva e moderna, com ampla técnica, nos latifúndios destinados a produtos para exportação, o agro business.

E há os produtores rurais familiares, produção extensiva, sem técnica, mas que produzem quase tudo o que as pessoas consumem nas cidades (arroz, feijão, frutas, legumes, leite, ovos etc).

O ponto mais essencial, hoje, é erradicar os GRANDES latifúndios improdutivos, pois são os mais escandalosos. Não pagam praticamente nada de ITR e servem apenas como reserva de valor, acumulação, especulação.

O correto é termos uma estrutura baseada na propriedade familiar, organizada em cooperativas, como recomendava João XXIII, com amplo apoio estatal (crédito subsidiado, leasing ínfimo para tratores e motores, eletrificação rural, técnicas, sementes dadas pelo Estado, fertilizantes, seguro, compra garantida pelo Estado, logística de transporte, armazéns estatais etc).

E esta estrutura de propriedade rural deve ser agro industrializada, industrializando os produtos, incorporando tecnologia, aumentando a produtividade e com amplos controles públicos (especialmente regras públicas de como criar galinhas, porcos, gado, nos moldes dos melhores países europeus).

Tudo organizado em boas agrovilas e cidades verticais, como ensinava Arturo Sorya e Mata, o melhor urbanista do mundo, a meu ver.

De resto, vedação de venda de terras a estrangeiros, liquidar a grilagem, o trabalho escravo, ampla legislação trabalhista e previdenciária, ampla legislação ambiental etc.

Haveria mil outras coisas boas, que vou listando aos poucos, no blog, mas estas já seriam um bom começo uai. 

— Updated: 20/02/2018 — Total visits: 21,808 — Last 24 hours: 63 — On-line: 1
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