Arquivos para : “A RENDA BASICA” ESTATAL para TODOS é essencial p ERRADICAR A MISÉRIA e MOTOR DA ECONOMIA, pois assegura DEMANDA EFETIVA POPULAR para milhões de micros e pequenas empresas, j com compras estatais

Renda universal estatal de inclusão, na Itália, nosso Bolsa Família

Colhi no 247 – “A partir de 1º de dezembro, cerca de 490 mil famílias na Itália poderão solicitar a “renda de inclusão social” (ReI), projeto criado pelo governo do primeiro-ministro Paolo Gentiloni para combater a pobreza no país.

Em um primeiro momento, o benefício pagará até 485 euros por mês (R$ 1,86 mil, segundo a cotação atual, quase dois mil reais) a núcleos familiares com menores de idade, deficientes, mulheres grávidas a quatro meses do parto e maiores de 55 anos desempregados.

A quantia será definida de acordo com o número de pessoas na família.

Para acessar a renda de inclusão, a família não poderá ter Indicador de Situação Econômica Equivalente (ISEE) superior a 6 mil euros e patrimônio imobiliário maior do que 20 mil euros, excluindo a primeira casa.

O ISEE é um instrumento criado para avaliar a condição de vida dos italianos, levando em conta renda, bens e características do núcleo familiar.

O benefício será concedido por um período máximo de 18 meses, mas poderá ser renovado por mais 12 depois de meio ano.

Em contrapartida, a família deverá participar de um projeto personalizado de reinserção no mercado de trabalho.

Também poderão pedir a renda de inclusão cidadãos da União Europeia e extracomunitários com permissão de estadia de longo prazo, desde que residam na Itália há pelo menos dois anos ininterruptos. 

Keynes defendeu a criação de uma renda básica estatal, para todas as pessoas

Keynes foi um grande economista, defensor da intervenção estatal, das obras públicas e também da renda básica estatal.

No livro “As possibilidades econômicas dos nossos netos” (1930), Keynes destacou que o avanço da industrialização, das máquinas, da produtividade do trabalho, iria possibilitar que os bens e os serviços básicos fossem gratuitos, no futuro, sendo este um ótimo ideal.

Em 1939, no artigo “Como pagar pela guerra?”, Keynes defendeu que 2% do PIB fossem destinados a pagar uma renda básica a todos os ingleses. 

As propostas da “Renda Mundial da Renda Básica” (“Basic Income Earth Network”) são corretíssimas.

Eduardo Suplicy, no Brasil, tem o mérito de ter sempre defendido a proposta excelente da criação da Renda Básica para todas as pessoas, para erradicar a miséria. 

Renda básica estatal para todos, microcrédito estatal para todos, são ótimas propostas. O mesmo para Herança para todos, uma renda para todas as pessoas, dada pelo Estado.

Estas reformas sociais criam um socialismo parcial. Criam um colchão, uma base, onde podem florescer as micro, pequenas e médias empresas familiares.

Estas reformas, mais boas estatais e amplo cooperativismo, reforma agrária e controle estatal sobre os recursos naturais, são algumas das bases para erradicar a miséria. 

Juan Luis Vives, o principal criador da ideia da Renda universal

Juan Luís Vives foi um católico de ótima cepa, inclusive tendo ascendentes hebreus na família conversa, que foi amigo de São Tomás Morus e de Erasmo de Roterdam (outro magnífico católico, autor de Elogio da loucura….que recomendo aos loucos que querem internar os outros à força…. junto com O alienista, obra de Machado de Assis). 
Juan viveu de 1493 a 1540. Escreveu o livro “De subventione pauperum” (“Da ajuda aos pobres”).
O livro foi um projeto enviado ao parlamento municipal de Burges, na Bélgica (Flandres, na época), ensinando que toda pessoa tem o direito natural a um certo número de bens, para ter uma vida digna, pela destinação universal dos bens, ponto da doutrina da Igreja (afinal, o bom Deus fez o universo para todos viverem bem, uai). 
Então, Juan Luis Vives propôs que o Município desse uma renda garantida a todos os habitantes, e nao só aos pobres, inclusive até “inclusive para as prostitutas e os jogadores” (claro que para os sujeitos deixarem a prostituição e o jogo, é óbvio). A proposta é de 1526. Bem antes da mesma ideia de Thomas Paine, em 1795, no panfleto Justiça Agrária.
Neste bom ano da graça de 2016, na Suiça, quase foi aprovado o projeto de assegurar a todo suiço (e mais da metade da Suiça é católica, frise-se..) uma renda mensal de 2.500 dólares por mês.
O mesmo projeto tem alguma vigência no Alasca, na Finlândia, no Quênia e em toda a Europa,e EUA, na forma de imposto de renda negativo.    
Até Milton Friedman abonou a ideia, por algum tempo uai. Afinal, distribui propriedade privada para todos……e floresce o mercado, faz crescer o empreendedorismo, as pequenas firmas familiares, protege o campesinato do êxito rural uai. 
— Updated: 13/02/2020 — Total visits: 63,653 — Last 24 hours: 26 — On-line: 0
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