Arquivos para : A luta contra o racismo faz parte da Doutrina da Igreja, em prol da igualdade

O micro racismo no Brasil, fatos que se repetem dia a dia…

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Abolição teve como causa principal a luta dos negros, mas há méritos também no ato da Princesa Isabel, a meu ver

D0 247 – “No domingo de 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel sancionou uma das leis mais emblemáticas da história do Brasil;  assinatura da Lei Áurea, há exatos 130 anos, foi um marco que aboliu formalmente a escravatura no Brasil, mas que não determinou uma fronteira clara entre a escravidão e a liberdade dos negros no país;

especialistas destacam, porém, que o processo de abolição no Brasil ocorreu graças ao protagonismo dos negros durante anos, de forma homeopática, e não por um ato único e definitivo da princesa regente

Como são os filhinhos de papais ricos que odeiam as cotas etnicas e sociais

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Elogio da Paraíso do Tuiuti, até que enfim Carnaval com crítica social ética

Do 247, texto do bom escritor Altamiro Borges – “O desfile da Paraíso do Tuiuti, que agitou o Sambódromo do Rio de Janeiro neste domingo (11), segue bombando nas redes sociais. Em várias enquetes, os internautas já elegeram a escola como a melhor do Carnaval de 2018. Com muita irreverência e criatividade, ela retratou a escravidão no Brasil, exibindo as carteiras de trabalho destruídas pela “deforma” trabalhista do covil golpista.

O destaque, porém, foi o carro alegórico com a gigantesca e tenebrosa figura em alusão ao usurpador Michel Temer – “O Vampiro Neoliberalista”. Abaixo da figura sinistra, diversos passistas batendo panelas, vestindo camisetas da “ética” CBF e carregando seus patinhos amarelos da “incorruptível” Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) – verdadeiros fantoches!”.  

Contra o racista Trump, porta voz e cara dos ultra ricos, da alta burguesia dos EUA

Colhi do excelente site “Sputnik” – “Os governos africanos detonaram o suposto comentário do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre “países de m*rda”, que seria endereçado aos países do continente. A mídia também repercutiu o tema, sugerindo paralelos entre a Casa Branca e o grupo supremacista Ku Klux Klan (KKK).

A notícia vem depois de uma reportagem do jornal The Washington Post, citando fontes, afirmar que Trump se referiu a alguns países africanos, bem como ao Haiti e a El Salvador, como “países de m*rda” durante uma discussão sobre a proteção das pessoas desses países como parte de um acordo bipartidário de imigração.

Respondendo à alegada observação na sexta-feira, a União Africana (AU) disse à AP que estava “francamente alarmada” pelo comentário.

“Dada a realidade histórica de quantos africanos chegaram aos Estados Unidos como escravos, essa declaração explode com todos os comportamentos e práticas aceitos”, disse a porta-voz da UA, Ebba Kalondo. “Isso é particularmente surpreendente, já que os Estados Unidos da América continuam a ser um exemplo global de como a migração deu origem a uma nação baseada em valores fortes de diversidade e oportunidade”.

Revolta continental

Os países também tocaram individualmente no assunto, com Botswana lançando uma declaração que chamou o comentário de Trump de “altamente irresponsável, repreensível e racista”. O governo local disse que o país convocou o embaixador dos EUA a “expressar seu descontentamento com os supostos enunciados”.

“O governo de Botswana está se perguntando por que o presidente Trump deve usar esse linguajar e palavra depreciativa ao falar sobre países com os quais os EUA tiveram relações bilaterais cordiais e mutuamente benéficas há tantos anos”, diz o comunicado.

O Congresso Nacional Africano da África do Sul chamou a alegada observação “extremamente ofensiva“, com o vice-secretário-geral do país ressaltando que, enquanto a nação tem suas dificuldades, os EUA “tem milhões de pessoas fora do trabalho ou sem cuidados de saúde”. Ele continuou para dizer que, apesar desse fato, “não gostaríamos de fazer comentários tão depreciativos”.

Enquanto isso, o líder da oposição sul-africana, Mmusi Maimane, chamou a observação de “abominável”, acrescentando que “o ódio às raízes do ex-presidente norte-americano Barack [Obama] agora se estende até um continente inteiro”.

O ministro do Estado de Uganda para as Relações Internacionais, Henry Okello Oryen, chamou o comentário “infeliz e lamentável”, acrescentando que espera que os chefes de Estado africanos respondam durante uma cúpula da União Africana prevista para o final deste mês.

No entanto, o Sudão do Sul foi mais restritivo. “A menos que tenha sido dito especificamente sobre o Sudão do Sul, não temos nada a dizer”, disse o porta-voz do governo, Ateny Wek Ateny, à AP.

Mídia critica e ironiza Trump

Os meios de comunicação também pularam a bordo, com o jornal sul-africano Daily Maverick afirmando que uma “sexta-feira casual na Casa Branca logo incluirá capuzes e tochas”, em uma referência à KKK.

Alguns combinaram a alegada observação com uma dose de sarcasmo. “Bom dia, do mais grande e mais lindo país do buraco de m*rda do mundo !!!”, informou a fonte sul-africana da Broadcasting Corporation, Leanne Manas.

Na sexta-feira, um porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville, chamou o suposto comentário de Trump de “chocante e vergonhoso”, acrescentando que “nenhuma outra palavra pode ser usada, apenas racista”.

Se a ofensa for confirmada, não seria a primeira vez que Trump falou negativamente sobre a África. Em 2013, ele pediu que “cada centavo dos US$ 7 bilhões que vão para a África [enviados por] Obama será roubado – a corrupção é desenfreada!”.

Enquanto isso, Trump disse nesta sexta-feira que, embora usasse linguagem “dura” na reunião de imigração com legisladores, “esse não foi o termo usado”.

A Igreja condenou o nazismo pela idolatria do Estado. O Estado é algo natural, terreno, histórico, passível de controle humano, pelo povo

Pio XI, na “Mit brennender sorge” (14.03.1937), condenou o nazismo pois este defendia teses e condutas condenadas pela Igreja, especialmente o racismo.

Pio XI ressaltou que “o Estado” e “os representantes do poder estatal” são elementos da “ordem natural”, da “escala de valores terrenos”, e não algo sobrenatural. O papa condenou o erro nazista de “elevar o Estado e seus representantes” “à categoria de suprema norma de tudo, mesmo dos valores religiosos, divinizando-os com culto idolátrico”.

A repulsa à idolatria do Estado faz parte das idéias cristãs e também inspirou expoentes como Moisés, os profetas, Cristo, os apóstolos e os santos padres. A divinização do titular do poder foi o ponto central no atrito entre cristãos e os imperadores e autoridades romanas e isso a começar por Pilatos e, depois, por Tibério,  Calígula e Nero.

Em 20.10.1939, o Papa Pio XII, na “Summi Pontificatus”, ensina que “o conceito que atribui ao Estado uma autoridade ilimitada não é somente um erro pernicioso para a vida interna das nações, para a prosperidade, para o maior e ordenado incremento do seu bem-estar; mas é também causa de males para as relações entre os povos, porque rompe a unidade da sociedade supranacional e fere o valor e o fundamento do direito das gentes, abre caminho à violação do direito dos outros e dificulta a concórdia e a convivência pacífica”.

Pio XII, no discurso de 02.06.1945, ressaltou que esta encíclica “desmascarou aos olhos do mundo aquilo que o nacional-socialismo era na realidade: a apostasia orgulhosa de Jesus Cristo, a negação da sua doutrina e da sua obra redentora, o culto da força; a idolatria da raça e do sangue, a opressão da liberdade humana”.

Alfred Rosenberg foi o principal ideólogo do nazismo. Foi incumbido por Hitler da educação ideológica do partido nazista. Rosenberg transpirava ódio contra a Igreja Católica. Em seu “Diário”, em quase todas as páginas há ódio contra o catolicismo, talvez até mesmo mais ódio contra a Igreja que contra os judeus. Rosenberg também apontava a incompatibilidade radical entre o nazismo e o cristianismo.

Os nazistas seguiam a linha de Nietzsche (a mesma linha da Ku Klux Khan, de ódio contra católicos, judeus, a democracia, o socialismo etc), que também atacara a democracia, o socialismo, o judaísmo e o cristianismo, deixando claro os nexos entre estes quatro movimentos de idéias.

O nazismo chegou ao poder em 1933. O estalinismo, ao proibir coligações com o partido socialista, corroborou na ascensão ao poder de Hitler, tal como colaboraram maus cristãos.

Houve, no entanto, resistência, pois, já neste ano, os bispos da Alemanha, numa carta coletiva de 03.06.1933, escreveram uma crítica ao nazismo, afirmando que esperavam que “a autoridade do Estado, a exemplo da autoridade da Igreja Católica, não diminua a liberdade humana mais do que o bem comum o exija”.

Liberdade pessoal e bem comum, eis a linha correta. O bem comum é o critério fundamental da delimitação da autoridade do Estado. As liberdades somente podem ser cerceadas se o bem comum e a razão justificarem.

Texto papal elogiando a cultura antiga da China, em 1928

Pio XI, numa Mensagem ao delegado apostólico na China, em 01.08.1928, também ressaltava a importância da cultura antiga da China, com ideias sobre justiça e honra:

são reconhecidas plenamente as legítimas aspirações e os direitos de um povo, que é o mais numeroso da terra, povo de cultura antiga que conheceu momentos de grandeza e esplendor, e ao qual, ao se manter nos caminhos de justiça e da honra, não pode faltar um porvir grandioso”.

O racismo estrutural no Brasil, escondido pela Rede Mentirosa da Globo, dos entreguistas neoliberais

Colhi no 247 – “Levantamento do Dieese mostra que o impacto da crise econômica e da alta do desemprego nos últimos anos foi maior entre a população negra; de 2015 para 2016, a taxa de desocupação entre os negros na Região Metropolitana de São Paulo aumentou de 14,9% para 19,4%, enquanto a dos não negros subiu de 12,0% para 15,2%; estudo reafirma também a desvantagem salarial dos trabalhadores negros. Em geral, eles recebem apenas 67,8% do que ganham os brancos”. 

O horrendo racista William Waack, com seu ódio aos negros, aos “pretos”, coisa abominável

Colhi no 247 – “Para a filósofa e ativista negra Djamila Ribeiro, o caso de racismo envolvendo o âncora da TV Globo, William Waack deveria ser o ponto de partida para discutir o racismo estrutural existente no Brasil; segundo Djamila, a reação da Globo diante do caso foi branda: “em outros países, o apresentador seria demitido da emissora”, diz ela, em referência à demissão do ator Kevin Spacey da Netflix por conta de diversas denúncias de abuso sexual; na opinião de Djamila, as pessoas ficam muito indignadas, mas elas repetem esse tipo de atitude e não percebem como estão ajudando a propagar o racismo”. 

A doutrina da Igreja sempre foi humanista, anti-racista, defensora da igualdade social

As “energias e faculdades” humanas não são anuladas pela graça (pela vida sobrenatural, por Deus), pois a graça (o Espírito Santo) conserva e eleva cada energia humana, cada coisa boa nossa, cada verdade natural, cada bom movimento natural que encontra na pessoa, a maior obra de Deus Pai.

Este ponto foi ensinado expressamente, na linha dos missionários e de Agostinho, por Pio XII, na “Summi Pontificatus” (1939):

“A Igreja” [aprova] “e favorece com amor de mãe”, “todas as normas e disposições [todas as “energias e faculdades”, cf. texto deste papa] que servem para o desenvolvimento prudente e para o aumento equilibrado das próprias energias e faculdades, que nascem das mais recônditas entranhas de todas as estirpes” [e há] “a origem comum e o destino comum de todos os homens” [esta natureza humana igual em todas as pessoas é que é matriz fundamental da igualdade dos direitos naturais, ressalte-se].

A Igreja “não pretende desprezar ou menosprezar as características particulares que constituem o modo de ser de cada povo [cultura ou movimento de idéias], características que, com razão, defendem os povos religiosa e zelosamente com sagrada herança” (de seus antepassados).

A Igreja “não busca uma uniformidade absoluta, exclusivamente externa, que debilite as próprias forças naturais”.

Este texto de Pio XII foi transcrito na “Mater et Magistra” (1961, n. 181), por João XXIII e é a repetição das velhas lições da Escola humanista de Salamanca, de Francisco Vitória e Bartolomeu de las Casas.

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