Arquivos para : A luta contra o racismo faz parte da Doutrina da Igreja, em prol da igualdade

Texto papal elogiando a cultura antiga da China, em 1928

Pio XI, numa Mensagem ao delegado apostólico na China, em 01.08.1928, também ressaltava a importância da cultura antiga da China, com ideias sobre justiça e honra:

são reconhecidas plenamente as legítimas aspirações e os direitos de um povo, que é o mais numeroso da terra, povo de cultura antiga que conheceu momentos de grandeza e esplendor, e ao qual, ao se manter nos caminhos de justiça e da honra, não pode faltar um porvir grandioso”.

O racismo estrutural no Brasil, escondido pela Rede Mentirosa da Globo, dos entreguistas neoliberais

Colhi no 247 – “Levantamento do Dieese mostra que o impacto da crise econômica e da alta do desemprego nos últimos anos foi maior entre a população negra; de 2015 para 2016, a taxa de desocupação entre os negros na Região Metropolitana de São Paulo aumentou de 14,9% para 19,4%, enquanto a dos não negros subiu de 12,0% para 15,2%; estudo reafirma também a desvantagem salarial dos trabalhadores negros. Em geral, eles recebem apenas 67,8% do que ganham os brancos”. 

O horrendo racista William Waack, com seu ódio aos negros, aos “pretos”, coisa abominável

Colhi no 247 – “Para a filósofa e ativista negra Djamila Ribeiro, o caso de racismo envolvendo o âncora da TV Globo, William Waack deveria ser o ponto de partida para discutir o racismo estrutural existente no Brasil; segundo Djamila, a reação da Globo diante do caso foi branda: “em outros países, o apresentador seria demitido da emissora”, diz ela, em referência à demissão do ator Kevin Spacey da Netflix por conta de diversas denúncias de abuso sexual; na opinião de Djamila, as pessoas ficam muito indignadas, mas elas repetem esse tipo de atitude e não percebem como estão ajudando a propagar o racismo”. 

A doutrina da Igreja sempre foi humanista, anti-racista, defensora da igualdade social

As “energias e faculdades” humanas não são anuladas pela graça (pela vida sobrenatural, por Deus), pois a graça (o Espírito Santo) conserva e eleva cada energia humana, cada coisa boa nossa, cada verdade natural, cada bom movimento natural que encontra na pessoa, a maior obra de Deus Pai.

Este ponto foi ensinado expressamente, na linha dos missionários e de Agostinho, por Pio XII, na “Summi Pontificatus” (1939):

“A Igreja” [aprova] “e favorece com amor de mãe”, “todas as normas e disposições [todas as “energias e faculdades”, cf. texto deste papa] que servem para o desenvolvimento prudente e para o aumento equilibrado das próprias energias e faculdades, que nascem das mais recônditas entranhas de todas as estirpes” [e há] “a origem comum e o destino comum de todos os homens” [esta natureza humana igual em todas as pessoas é que é matriz fundamental da igualdade dos direitos naturais, ressalte-se].

A Igreja “não pretende desprezar ou menosprezar as características particulares que constituem o modo de ser de cada povo [cultura ou movimento de idéias], características que, com razão, defendem os povos religiosa e zelosamente com sagrada herança” (de seus antepassados).

A Igreja “não busca uma uniformidade absoluta, exclusivamente externa, que debilite as próprias forças naturais”.

Este texto de Pio XII foi transcrito na “Mater et Magistra” (1961, n. 181), por João XXIII e é a repetição das velhas lições da Escola humanista de Salamanca, de Francisco Vitória e Bartolomeu de las Casas.

Igualdade fundamental e destinação universal dos bens. Princípios chaves Doutrina social da Igreja

O princípio da igualdade jurídica fundamental das pessoas ou da destinação universal dos bens (inclusive do poder), decorre de várias teses adicionais, como: 1ª.) todas as pessoas têm a mesma “natureza humana substancialmente idêntica” (cf. Pio XII, em 03.10.1953), sendo todas filhas do velho Adão, o que fundamenta a irmandade humana natural; 2ª) as pessoas têm a mesma dignidade, todas são sagradas, porque Deus quer que todos tenham uma vida plena, com a salvação de todas; e 3º.) pelo princípio da destinação universal dos bens, Deus planejou, como parte essencial de uma ordem (“ordo”, organização, regulação, planificação) social justa, a mediania, ou seja, que todos tenham os bens (materiais, jurídicos, intelectuais, morais, do poder etc) necessários e suficientes para uma vida plena, digna, simples e “abundante” (Evangelho de São João, 10,10).

O princípio da destinação universal dos bens (inclusive do poder) foi destacado por Leão XIII, no parágrafo 13 da “Rerum novarum”, onde este papa deixa claro que Deus criou os bens (inclusive os direitos, que são bens jurídicos e, dentre estes, os direitos políticos, o mesmo para os bens materiais, a saúde etc) para todos, sem assinalar bens a este ou aquele, deixando este ponto para a sociedade, que deve, por regras racionais, assegurar o bem de todos.

Nos termos de Leão XIII, na “Rerum” (n. 13): “Deus” deu “a terra a toda a humanidade para usá-la e desfrutá-la”, não “assinalou a nenhum em particular a sua cota-parte, deixou essa delimitação à própria” atividade (“indústria”) humana e à “legislação de cada povo”.

A igualdade jurídica fundamental (isonomia formal e material) foi também destacada na teoria do jurista católico Vareilles-Sommiéres (“ninguém está investido” do poder “por natureza”) e também nos bons textos democráticos do padre Rosmini.

Malcolm X e Muhammad Ali, dois grandes caras

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Malcolm X, uma grande liderança negra e popular, em prol democracia popular

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Ateísmo e racismo na cúpula fascista e nazista

A primeira publicação de Mussolini foi em 1904, com o título “Deus não existe”, mostrando o ateísmo deste político. Publicou obras sórdidas como “A amante do cardeal”. Na cúpula dos nazistas, o ódio contra a Igreja era a tônica geral. Isso fica bem evidente no “Diário” de Alfred Rosenberg, que foi recém publicado.

Rosenberg, Goebbels, Hitler, Himmler, Bormann, Heydrich e Goering eram todos pessoas que odiavam a Igreja Católica. Especialmente, Rosenberg, Himmler, Goebbels, Bormann e Streicher. Na Itália, o mesmo ocorria com Roberto Farinacci, o “mais fascista dos fascistas”.

E eram racistas, imperialistas, adeptos do materialismo econômico, que reifica as pessoas, que considera as pessoas como coisas, objetos. 

Luiz Gama, Patrono da Abolição, Livro dos Heróis da Pátria

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Luiz Gama, lutador abolicionista

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