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Houve socialismo no Brasil, antes mesmo de Marx ser socialista… o que mostra que o socialismo é pré marxista, com fundamentação cristã

Por Alex Solnik, para o Jornalistas pela Democracia 

Quando Bolsonaro diz que o Brasil não será mais socialista talvez não saiba que o Brasil por pouco não se tornou socialista no século XIX, no reinado de Dom Pedro II.

O imperador tinha 15 anos, acabava de ser proclamado maior para poder governar, em meio a rebeliões em várias partes do país.

Em 1842, o governo imperial assinou contrato com o francês Benoit Jules Mure, segundo o qual ele se comprometia a fundar uma colônia industrial nos moldes socialistas – muito antes do Manifesto Comunista de Karl Marx – formada por trabalhadores franceses altamente qualificados que sabiam construir máquinas a vapor, inexistentes no Brasil.

O francês impôs que na sua colônia a escravidão fosse proibida, e não houvesse patrões, nem empregados; todos seriam associados e os rendimentos seriam divididos de acordo com a participação de cada um.

O jovem Dom Pedro II e a Câmara dos Deputados aprovaram um aporte significativo ao projeto, que deveria ser devolvido aos cofres públicos em 20 anos, depois de um ano de acaloradas discussões.

O projeto de Benoit se baseava nas ideias de Charles Fourrier. Esse outro francês que viveu no início do século XIX e um dos inspiradores do pensamento de Marx preconizava que o mundo deveria ser dividido não em países e cidades, mas em comunas denominadas falanstérios.

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A comuna seria composta por um enorme prédio central que abrigaria toda a população de cerca de 1800 pessoas e todos os equipamentos necessários à vida, tais como teatro, escola, barbeiro, creche etc, etc.

Em volta do edifício haveria uma área agrícola e em torno da área agrícola uma área industrial.

É um esquema muito semelhante aos dos kibutzim de Israel, nos quais não circula dinheiro.

A colônia industrial só não prosperou mais devido a brigas entre os próprios franceses, que se dividiram em dois grupos, pró e contra Benoit e à falta de visão do governo brasileiro, que a certa altura deixou de investir no projeto.

Em menos de três anos e com poucos braços, esse embrião do socialismo, aqui chamado de O falanstério do Sahy – ficava na Península do Sahy, no Norte de Santa Catarina – deixou um legado que contribuiu fortemente para o início da industrialização brasileira, em 1850, comandada pelo Barão de Mauá.

Dentre os legados – além de ferramentas, pontes, construções modernas, barcos – o mais significativo foi a construção da primeira máquina a vapor do Brasil, que movimentou uma grande serraria com 16 lâminas.

Benoit também foi vítima de fake News: o acusaram até de entregar uma francesa menor de idade nos braços de um fazendeiro seu amigo.

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Texto “Construir uma nova Europa”, do Partido Comunista de Portugal. Ótimo texto, concordo com quase tudo…e ponho em rubro os pontos mais importantes….

Gostaria de agradecer a todos os convidados que acederam ao nosso convite para partilhar connosco valiosas contribuições para a reflexão e proposta do PCP.

Esta reflexão e a mobilização de vontades para abrir novos caminhos para Portugal e para a Europa é tão mais importante, quando o quadro geral é o de uma crescente e quase absoluta insustentabilidade da situação provocada pelo processo de integração capitalista da União Europeia e pelas políticas e matriz ideológica que o caracterizam.

Estagnação económica, assimetrias crescentes e perigos de uma nova crise; retrocesso e crise social; continuados ataques à democracia e à soberania; deriva militarista e insegurança, com o chamado exército europeu; políticas contrárias aos mais elementares direitos humanos, como o caso dos refugiados; crescimento da extrema-direita e de ideologias reaccionárias e fascizantes – são estes alguns dos traços da actual situação na União Europeia que colocam a necessidade e a urgência de um verdadeiro, sério e global questionamento das políticas, que no plano nacional e supranacional estão na origem dos graves problemas que afectam os povos da Europa.

No plano nacional, se é verdade que a situação em Portugal evoluiu positivamente nos últimos três anos, com avanços e conquistas que não devem ser desvalorizados – sobretudo se considerados no quadro mais geral das tendências de fundo na Europa e no Mundo – também é verdade que Portugal continua a ser um País desigual, empobrecido e dependente, que se confronta com muitos e graves problemas, défices e necessidades estruturais que carecem de resposta.

Se é verdade que foi ao arrepio de algumas das orientações da União Europeia que alcançámos conquistas, também é verdade que as políticas da União Europeia e a política de direita que as suporta e apoia, nos estão a impedir a afirmação de um verdadeiro projecto nacional de desenvolvimento e de ir mais longe e dar uma resposta decidida a inúmeros problemas sociais que continuam a afectar uma parte significativa da população portuguesa.

Os diagnósticos estão feitos, e vários deles foram aqui hoje reafirmados. É uma evidência que as políticas do Euro e da União Europeia não dão respostas aos principais problemas que hoje afectam a quase totalidade dos Estados e povos europeus, Portugal incluído. A contradição entre tais políticas e os direitos dos povos é o cerne da crescente contestação popular, da instabilidade política e de acontecimentos como a saída do Reino Unido da União Europeia.

Portugal não é imune a tais tendências de fundo, e não é um caso particular como já se afirmou. Como ficou mais uma vez patente no Conselho Europeu da semana passada, a resposta necessária para levar a cabo uma real mudança, nos planos nacional e europeu, não virá nem das instituições europeias nem dos Governos que no Conselho insistem no aprofundamento da União Europeia e do Euro, como a falsa resposta ao igualmente falso dilema entre o nacionalismo e um projecto de União Europeia esgotado e contrário aos interesses dos povos.

Ao invés, a resposta reside na capacidade dos povos de quebrarem as cadeias de dependência nas quais assenta esse projecto supranacional de domínio económico e político de natureza imperialista que é a União Europeia.

Passa obrigatoriamente pelo exercício da soberania nacional como elemento fundamental para alterar a correlação de forças existente, no sentido progressista.

Abdicar desse eixo central de luta e insistir na receita neoliberal, militarista e federalista, é abrir mais campo ao nacionalismo e à extrema-direita.

É partindo dessa reflexão que o PCP propõe ao povo português uma ruptura e uma alternativa patriótica e de esquerda. Patriótica, porque assente no exercício da soberania para defender o interesse nacional e para dotar o País dos instrumentos necessários ao seu desenvolvimento.

De esquerda, porque o real desenvolvimento é inseparável do progresso social e porque o verdadeiro interesse nacional é o interesse dos trabalhadores e do povo, com os seus direitos e aspirações a uma vida melhor e a um Portugal mais justo.

A política patriótica e de esquerda que defendemos e urge concretizar, assenta na valorização do trabalho e dos trabalhadores por via do aumento dos seus salários, do direito ao emprego, à estabilidade e segurança laborais.

Isso implica uma ruptura com políticas nacionais e da União Europeia que impõem baixos salários, que institucionalizam a precariedade, que defendem a desregulação laboral como algo moderno e que acentuam as desigualdades na redistribuição da riqueza criada.

A política patriótica e de esquerda pressupõe uma aposta decidida na promoção da produção nacional e na sua diversificação, tendo como objectivos centrais:

a) o pleno emprego, b) a substituição de importações, c) o apoio às micro, pequenas e médias empresas, d) a reindustrialização do País e e) o desenvolvimento de sectores como a agricultura e as pescas.

Isso significa uma ruptura com décadas de política de direita de desinvestimento no aparelho produtivo nacional.

Implica romper com a política de privatizações, bem como, com as demais políticas associadas ao Euro e ao Mercado Único que assentam num modelo de terciarização, financeirização e dependência da economia portuguesa.

Implica ainda uma ruptura com as lógicas presentes nas Política Agrícola Comum e na Política Comum de Pescas, cujos resultados estão à vista no nosso défice alimentar.

A política patriótica e de esquerda preconiza a utilização do conjunto de instrumentos e políticas económicas, orçamentais e monetárias de forma soberana e de acordo com as necessidades do País. Isso implica rupturas com as imposições do Euro e da União Económica e Monetária, implica a recusa do Tratado Orçamental e do Pacto de Estabilidade, e uma firme decisão de renegociação da dívida de acordo com o interesse nacional, que a União Europeia recusa, tenta proibir ou manipula em função dos interesses do capital financeiro.

A política patriótica e de esquerda pressupõe a recuperação para o Estado do comando político e democrático do processo de desenvolvimento, nomeadamente por via de um Sector Empresarial do Estado que assegure a defesa da soberania nacional em alavancas fundamentais e estratégicas da economia, como os sectores da energia, telecomunicações, transportes, banca e seguros.

Isso implica uma ruptura com princípios e políticas essenciais contidas no Tratado da União Europeia (o Tratado de Lisboa), com vários instrumentos e regras do Mercado Único que visam a privatização (dita liberalização) e concentração monopolista à escala supranacional de vários sectores estratégicos e com instrumentos como a União Bancária, que visa retirar aos Estados o controlo soberano sobre o sector bancário e promover uma operação de concentração bancária ao nível da União Europeia.

A política patriótica e de esquerda assume como prioridade a defesa e o reforço dos direitos sociais, com um sistema avançado de direitos sociais e com um sistema público e universal de Segurança Social.

Assume igualmente o investimento em serviços públicos de qualidade capazes de assegurar os direitos à saúde, à educação, à protecção social, à habitação, à cultura, aos transportes, em condições de igualdade e dignidade.

Isso implica uma ruptura com políticas de desinvestimento e privatização dos serviços públicos. Implica recusar a lógica contida nas orientações e directivas da União Europeia.

A política patriótica e de esquerda assume o compromisso da defesa do meio ambiente e do ordenamento do território, promovendo um efectivo desenvolvimento regional, assente no aproveitamento racional dos recursos, numa criteriosa política de investimento público e noutras políticas, visando um maior equilíbrio territorial e coesão económica e social das várias regiões.

Isso implica uma ruptura com a lógica dos sucessivos quadros financeiros plurianuais da União Europeia que, como o actualmente em discussão, são determinados não pelo interesse da coesão e combate a desigualdades e assimetrias mas sim, e cada vez mais, pelo financiamento aos grandes monopólios e a projectos como a militarização da União Europeia.

Implica igualmente uma ruptura com a crescente privatização da questão ambiental, financiada de forma milionária pela União Europeia, que de causa justa e em alguns casos cada vez mais urgente, está a evoluir para um gigantesco negócio de multinacionais do sector.

A política patriótica e de esquerda pressupõe uma efectiva subordinação do poder económico ao poder político, eliminando a razão de fundo da corrupção e de outros crimes.

Isso implica romper com as políticas dominantes na União Europeia, que em grande medida são determinadas pelas grandes multinacionais e confederações patronais europeias.

A política patriótica e de esquerda implica o controlo nacional de todos os instrumentos soberanos nas áreas da segurança interna, defesa nacional e política externa.

Não numa perspectiva autárcica, mas como condição para que Portugal possa assegurar os interesses, a segurança, a integridade territorial e a independência nacional, e simultaneamente, de forma livre e soberana, abrir campo a um outro quadro de relacionamento internacional, nomeadamente no continente europeu.

Isso implica uma ruptura com a dita política externa e de segurança da União Europeia que, como é hoje evidente, assenta as suas bases numa visão imperialista do continente e do Mundo, cada vez mais musculada, com uma opção militarista, neocolonial e intervencionista subordinada à NATO, bloco político-militar cada vez mais agressivo.

Como tentamos demonstrar, a política patriótica e de esquerda é um contributo fundamental não só para fazer avançar o País, mas para, pela realidade e pelos resultados que poderá alcançar, demonstrar que o actual rumo da Europa não é uma inevitabilidade e que outros caminhos são possíveis.

O combate à inevitabilidade de uma Europa mergulhada na crise económica e social, no retrocesso civilizacional, na degradação política e numa lógica de fortaleza imperialista armada, passa hoje, obrigatoriamente, pela não aceitação das teorias da reforma das suas políticas e pilares essenciais, mas pela defesa da soberania e independência nacionais, como elementos essenciais do exercício pelo povo do direito de decidir do seu próprio destino.

A política patriótica e de esquerda que o PCP propõe ao povo e ao País tem, como tentamos demonstrar, uma dimensão nacional. Mas ela é simultaneamente uma política internacionalista pois visa a criação de bases reais, em Portugal, para avançar na luta por uma outra Europa.

Tal como no plano nacional, a condição essencial para Portugal avançar é a ruptura com a política de direita, também uma outra Europa dos trabalhadores e dos povos tem de nascer e operar uma ruptura com o actual processo de integração capitalista.

O PCP entende que a construção de uma alternativa patriótica e de esquerda em Portugal será o melhor e mais seguro contributo para a construção de uma Europa dos trabalhadores e dos povos, de progresso social, justiça, solidariedade, paz e cooperação entre Estados soberanos e iguais em direitos.

O PCP considera que essa política alternativa e essa alternativa política, só serão possíveis com o desenvolvimento da luta, o reforço do PCP e a convergência de todos os democratas interessados neste projecto de ruptura, construção e esperança.

Sem ter a pretensão de tirar conclusões, consideramos que estas são apenas reflexões que colocamos à vossa consideração para ulteriores debates, acções e lutas, que queiramos e estejamos em condições de travar juntos.

Mas ao terminar, permitam-me prevaricar no compromisso inicial e retirar uma conclusão do nosso debate que creio, perpassou em todas as intervenções de hoje:

Essa conclusão é a da confiança e da esperança. Há soluções. Há alternativa!

Confiança e esperança que desejamos se transformem em acção e luta por um caminho de desenvolvimento económico, progresso social, democracia e soberania para Portugal. Confiança e esperança de que rompendo dependências e defendendo a soberania é possível, e cada vez mais urgente, construir na Europa um rumo diferente e oposto ao actual.

Um rumo onde uma real cooperação e solidariedade entre estados soberanos e iguais em direitos abra campo aos direitos, ao desenvolvimento, à democracia e à paz, e potencie a relação mutuamente vantajosa e verdadeiramente solidária entre nações e povos livres

http://www.pcp.pt/portugal-uniao-europeia-romper-dependencias-defender-soberania-construir-uma-outra-europa

85 ultra ricos têm o mesmo que 3,5 bilhões de pessoas. E os coxinhas imbecis atacam a esquerda, em vez de verem a CAUSA da miséria, que é o grande capital concentrado privado

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A abominação da abominação, o regime de capitalização na Previdência. Entregar a economia dos pobres aos banqueiros é ABOMINAÇÃO PURA

Neoliberalismo, eis a causa principal da MISÉRIA, dos CRIMES etc.

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Victor Hugo: o paraíso dos ricos é feito com a desgraça dos pobres, a espoliação dos pobres

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O ideal de socialismo democrático com economia mista e distributismo, da Igreja

O ideal de reconciliação entre socialismo e espiritualismo (principalmente catolicismo) é explicável pelo fato do socialismo ter nascido com matriz religiosa, nos textos cristãos e judaicos.

As partes boas das idéias socialistas têm fundamentação bíblica e na Paidéia.

A Igreja defende ampla intervenção estatal na economia e nas relações sociais, para ordenar (organizar, estruturar) tudo de acordo com o bem comum, para proteger e ampliar o bem comum, que é o bem de cada pessoa e de toda a sociedade.

O Estado não pode estatizar tudo, pois isso liquida a liberdade, mas pode ter controle de tudo o que é importante, tendo ampla estrutura de estatais para grandes meios de produção. Este tipo de socialismo foi defendido por vários expoentes, como Jaures, ou mesmo Walter Rathenau (1867-1922).

Jaures e Rathenau foram mortos por pessoas da direita, frise-se, selando com o sangue, suas ideias.

Há o mesmo ideal de um socialismo com liberdade e democracia, economia mista, nos textos de expoentes da Igreja, como Marc Sangnier (1879-1950), Albert de Mun, Charles Péguy, Maritain, Emannuel Mounier (1905-1950, fundador do Sillon e do Movimento Republicano Popular), Karl Rahner (1904-1984), Dom Hélder Câmara (1909-1999), Dom Tomás Balduíno, Marciano Vidal (o maior teólogo moralista destes últimos cem anos), Hans Küng e nos livros de vários bispos (Dom José Maria Pires, D. Pedro Casaldáliga, Dom Adriano Hipólito e outros).

Mounier é um grande exemplo, tendo militado na Resistência Francesa e dirigido a revista “Esprit”.

Dom Pedro Casaldáliga considera Karl Rahner o principal teólogo do século XX, ponto que fica claro no livro “Tratado fundamental da fé” (1976), do padre Karl Rahner, um grande teólogo do ecumenismo (Hans Küng deu continuidade a esta linha).

O ideal pró-socialismo de Emmanuel Mounier fica patente em obras como “O pensamento de Charles Péguy” e outras. Péguy defendia um socialismo cristão, católico, bem próximo de Jean Jaurés, que era teísta e humanista.

No fundo, democracia participativa e social e socialismo participativo, democrático e humanista são, de fato, sacos com a mesma farinha, o mesmo bom milho.

Conclusão: o primado da pessoa, a destinação universal dos bens ou o direito primário de todos aos bens são proposições centrais da doutrina da Igreja, muito bem sintetizado na doutrina política e econômica de Santo Tomás de Aquino (cf.”Summa Theol”., 2-2, q. 32, ª 5 ad 2 e q. 66, a. 2).

Também está nos textos dos Santos Padres e estas teses foram ensinadas por Leão XIII, na “Rerum novarum”; por Pio XII na alocução de 01 de junho de 1941; e na Mensagem radiofônica natalina, de 1954.

Fazem parte da Tradição, estando nos melhores textos dos Santos Padres, com destaque para Santo Ambrósio e São Basílio Magno.E, claro, na Bíblia e no melhor da Tradição, tal como no melhor da Tradição natural racional dialógica da história.

O movimento socialista nunca foi homogêneo. Sempre houve várias correntes socialistas e a parte boa do socialismo sempre foi ensinada pela Igreja

O socialismo nunca foi um conjunto de ideias homogêneas. Sempre houve várias correntes (escolas) socialistas, com diferenças acentuadas. O mesmo ocorre com o liberalismo, como o próprio Papa Leão XIII mostrou, na “Libertas”, em 20.06.1888.

A parte boa (trigo) do socialismo é o intervencionismo estatal na economia, a favor dos trabalhadores, dos micros e pequenos produtores, dos pobres, dos doentes, dos idosos, dos famélicos, das pessoas que sofrem.

E este ponto faz parte intrínseca do catolicismo, da ética católica. 

Como escreveu Albert de Mun, “não existem, na verdade, não intervencionistas entre os católicos”.

A Escola de Liège foi sempre a principal escola católica, constituída em dois Congressos católicos internacionais, na cidade de Liège, Bélgica, em 1887 e setembro de 1890.

Neste segundo congresso, a Escola de Liège foi praticamente aclamada, pois foi lida uma mensagem de Leão XIII a Monsenhor Langénieux, em 20.10.1889, quando Leão XIII recebeu uma comitiva operária de peregrinos, e disse que a intervenção estatal para ajudar os trabalhadores, criando direitos trabalhistas e sociais, era exigida pelo “bem público, não menos que pela justiça e o direito natural” (cf. “Asociación católica”, 1889, II, p. 519).

Neste segundo Congresso em Liège, o próprio bispo de Liège, Monsenhor Doutreloux, declarou que “este ponto [necessidade da intervenção estatal] foi consagrado pelo Papa e, em princípio, não podia ser posto em dúvida”.

Como frisou o padre Guitton, explicando este ponto, a Escola de Liège ensinava que o Estado tem o direito e o dever de não apenas proteger, mas também de promover o bem comum.

Pouco depois, Leão XIII publicou a “Rerum novarum”, consagrando este ponto, por encíclica, que é ponto assentado, constante e pacífico entre os verdadeiros católicos.

O grande Mino Carta: Francisco I é a voz da resistência contra o Tea Party, os ricos, o neoliberalismo e a asquerosa direita penal…

Mino Carta: o maior inimigo de Bolsonaro será o Papa

REUTERS/Max Rossi: <p>Papa Francisco na Praça São Pedro 5/8/2018 REUTERS/Max Rossi</p>

O jornalista Mino Carta classifica o Papa Francisco como “seu herói”; segundo ele afirma, “Francisco hoje é a voz da resistência aos falsos profetas do neoliberalismo e da violência da ultradireita, contra os fanáticos do Apocalipse e os graúdos donos do mercado”;

Mino também considera que as palavras do Papa “têm a força do açoite brandido por Cristo ao expulsar os mercadores do Templo”; “Do Brasil de Bolsonaro, Bergoglio só pode ser o maior inimigo”

Balzac, um grande escritor católico, humanista e era também um grande economista, elogiado por Marx

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— Updated: 22/01/2019 — Total visits: 44,131 — Last 24 hours: 33 — On-line: 0
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