Arquivos para : A “Fórmula” Josué de Castro: ERRADICAR A SUBNUTRIÇÃO, a FOME. REFORMA AGRÁRIA. Estado deve controlar produção e distribuição de alimentos

A “Fazenda modelo” do agrobusiness, do Agronegócio rapinante

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Carta do MST ao Povo Brasileiro, com ótimas ideias

Carta do MST ao povo brasileiro

 Do site do MST:
O Brasil vive uma profunda crise econômica, política, social e ambiental, resultante da crise internacional do capitalismo e da própria incapacidade deste sistema em solucionar as contradições que gera. Neste contexto, as saídas autoritárias, como os golpes e ataques à democracia, tem sido a fórmula adotada para garantir uma violenta ofensiva neoliberal, que retira direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, ao mesmo tempo em que sequestra e subordina o Estado aos interesses de grandes grupos empresariais.

É necessário ter clareza e identificar quem são os responsáveis por esta crise e pela instabilidade política em que vivemos para enfrentá-los:

1) o Capital financeiro internacional;
2) os veículos de comunicação, em especial a Rede Globo, que alimentaram e insuflaram os movimentos golpistas e fascistas; e
3) o poder Judiciário, que por um lado, coloca os seus interesses e privilégios acima da Constituição, e por outro, premia com a impunidade toda repressão e violência contra os pobres.
Este momento exige das forças progressistas unidade na ação e esforço em construir um Projeto Popular para o Brasil, capaz de enfrentar os problemas estruturais de nosso país, 
1) combatendo a miséria e o desemprego;
2) retomando o desenvolvimento;
3) enfrentando a questão habitacional e a mobilidade urbana nas cidades;
4) garantindo saúde e educação públicas e de qualidade;
5) realizando a reforma agrária no campo;
6) protegendo os bens comuns da natureza e impedindo sua privatização; e,
7) recuperando a soberania nacional.

Por isso, convocamos o conjunto da sociedade para construir e participar do Congresso do Povo Brasileiro, organizado pela Frente Brasil Popular, para que seja este espaço de discussão e organização em torno dos problemas do país e das medidas estruturais necessárias para superá-las.

Também reafirmamos nossa convicção na inocência do Presidente Lula, defendemos seu direito de concorrer às eleições presidenciais e, diante desta prisão política resultado de um processo ilegal e ilegítimo, exigimos sua liberdade!

Por todas essas razões, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, vem a público declarar o apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, por entender que ela representa a luta contra o golpe e os desejos do povo brasileiro por mudanças nesse cenário de crise que assola a todos nós.

Não deixaremos esquecer, nem compactuaremos com a impunidade e por isso exigimos a solução e a justiça para os assassinato de nossa companheira Marielle, assim como de tantos jovens pobres vítimas das repressão. Que seu exemplo em vida continue inspirando os jovens, as mulheres e os trabalhadores e trabalhadoras nestes tempos de repressão e autoritarismo. Em sua memória, nenhum momento de silêncio, mas o compromisso e a luta das trabalhadoras e dos trabalhadores rurais Sem Terras contra o golpe, contra a retirada de direitos e da liberdade, por um país mais justo, igualitário e soberano! 
Lula Livre! Marielle Vive!
Lutar, Construir Reforma Agrária Popular!
Direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
São Paulo, 12 de maio de 2018.

A ligação entre o Bolsa Família e os micro negócios, a agricultura familiar e as micro e pequenas empresas

O desgoverno neoliberal golpista reduziu o número de famílias na proteção da Bolsa Família. 
Existiam aproximadamente 14,5 milhões de FAMÍLIAS. 
Ele reduziu, em junho de 2017, cerca de 600 mil ano passado, cortando as 600 mil famílias como se fossem lixo. 
E agora, em maio de 2018, mais cerca de 500 mil famílias, reduzindo para 13,5 milhões de famílias, aproximadamente. 
O correto era a gente ir aumentando, para chegar a 20 milhões de famílias, 
para erradicar a miséria, e impulsionar o micro negócio familiar, o pequeno negócio família, as micro empresas e as pequenas empresas familiares, tal como a agricultura familiar. 
Além do que é mais importante, o consumo popular de bens com valor de uso, essenciais, para a nutrição humana, a saúde etc.  

O caminho é mais trabalhismo, socialismo, mais Estado social, mais tributos para ricos

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Agricultores camponeses morrem à míngua, enquanto Ambev, Cargill, JBS e outros Polvos Atravessadores faturam alto

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A agricultura absenteísta dos ricos, tipo JBS, com bancada ruralista p controlar o Estado

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Francisco I – a sociedade deve ser regida pelos pobres e excluídos, que devem estender o bem bem estar a todos, diminuir as desigualdades

247 – Em entrevista ao jornal italiano “La Repubblica”, o papa Francisco afirmou que “são os comunistas os que pensam como os cristãos”, ao responder sobre se gostaria de uma sociedade de inspiração marxista 

“São os comunistas os que pensam como os cristãos. Cristo falou de uma sociedade onde os pobres, os frágeis e os excluídos sejam os que decidam. Não os demagogos, mas o povo, os pobres, os que têm fé em Deus ou não, mas são eles a quem temos que ajudar a obter a igualdade e a liberdade”, disse Francisco.

Francisco espera que os Movimentos Populares entrem na política, “mas não no político, nas lutas de poder, no egoísmo, na demagogia, no dinheiro, mas na política criativa e de grandes visões”.

O papa evitou falar do recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e assegurou que dos políticos só lhe interessa “os sofrimentos que sua maneira de proceder podem causar aos pobres e aos excluídos”.

Francisco explicou que sua maior preocupação é o drama dos refugiados e imigrantes, e reiterou que é necessário “acabar com os muros que dividem, tentar aumentar e estender o bem-estar, e para eles é necessário derrubar muros e construir pontes que permitam diminuir as desigualdades e dar mais liberdade e direitos”.

Discurso de Boaventura de Sousa Santos sobre Dilma e as prioridades de comida, moradia, saúde, educação, transportes e renda estatal

Colhi no 247 – “Em visita à Ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo do Campo, na tarde deste sábado (11), o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos afirmou que a organização no local mostra que o povo, apesar do cenário adverso no Brasil, ainda resiste.  “Muitas vezes as pessoas se perguntam onde está a revolução, onde está a resistência. A persistência está aqui”, disse ao Mídia Ninja.

“É preciso lutar. Nas piores condições, encontramos as melhores oportunidades. O que eles querem é que percamos a esperança. Porque a desesperança leva ao medo, o medo leva à resignação, a resignação leva à desistência, e nós temos esperança em um sociedade melhor e digna”, defendeu.

Em sua fala no acampamento, Boaventura ressaltou ainda a ruptura democrática que houve no país com a derrubada de Dilma Rousseff. “Vocês viram isso, tiveram uma presidente eleita legitimamente e poucos meses depois pedem o impeachment dela. A política mais honesta da América Latina foi impedida pelos políticos mais corruptos da América Latina. Foi isso que se passou”, afirmou. “Em plena democracia, um golpe institucional que se deu com a colaboração do Judiciário.”

Boaventura ponderou ser necessário compreender o atual momento para definir a estratégia de resistência. “Precisamos saber em que tempo estamos. É um tempo de lutas difíceis, defensivas, não podemos sonhar com o socialismo, precisamos dar dignidade às pessoas hoje, agora”, apontou. “Comida, habitação, moradia digna, proteção à saúde, educação pública. Não é uma utopia lá longe, é uma utopia aqui, agora.”

O direito originário e primário de todos aos bens. O Estado deve distribuir rendas estatais a todos, bens para todos, erradicar a miséria

Pio XII, na alocução de 01.06.1941, ressaltou o “direito originário” de todas as pessoas “sobre o uso dos bens materiais”, tal como os “demais direitos [naturais] da pessoa humana”.

Na Mensagem de Natal, em 1942, este papa ressaltou que “a dignidade da pessoa humana” exige “como fundamento natural para a vida, o direito de uso dos bens da terra”. 

Disse, ainda, que o direito natural de todos aos bens (de uso, controle, usufruto e consumo) gera, para o Estado e a sociedade, “uma obrigação” (dever) “fundamental” de assegurar, “o quanto seja possível, a todos” os bens necessários para uma vida digna e plena.

A doutrina política, jurídica e social da Igreja tem como núcleo central o princípio do primado das pessoas.

Este primado decorre da concepção da pessoa como imagem de Deus (“imago Dei), da antropologia agostiniana.

Esta antropologia também está presente no tomismo e em outras correntes como o personalismo de Mounier, da revista “Esprit”, de Lacroix, Romano Guardini (1885-1968), Stefanini e de outros milhares de autores.

O Estado deve assegurar a todas as pessoas os bens suficientes e bastantes para uma vida digna, simples, abundante e feliz. 

Os Frades Dominicanos, elogiados por Henfil

— Updated: 19/09/2018 — Total visits: 35,519 — Last 24 hours: 108 — On-line: 0
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