Arquivos para : Absurdo da ideologia liberal do Estado Mínimo

Artigo ótimo de José Carlos de Assis sobre a greve dos Caminhoneiros

Em algum momento os neoliberais tupiniquins iriam se deparar com forças reais da sociedade, oponentes a eles, cuja existência ignoravam solenemente. Isso não veio na forma de um movimento de categorias grevistas convencionais, de caráter principalmente ideológico, várias vezes fracassado desde o impeachment, mas por meio de uma rede humana de caminhoneiros sem identidade clara, juntando motoristas empregados, pequenos proprietários de caminhões, grandes empresas, pessoal de serviço etc.

Entretanto, como movimento político sem ser abertamente político, nada poderia ser mais pedagógico que a greve dos caminhoneiros. É uma greve contra o neoliberalismo, embora grande parte de seus participantes não saiba disso. É que a política de Pedro Parente à frente da Petrobras chegou ao extremo máximo da cartilha neoliberal. Ele pretendeu curvar a empresa aos interesses dos acionistas e, de forma explícita, submeter a estes últimos, sobretudo norte-americanos, o interesse nacional.

 Com esse intuito, Parente mudou os estatutos da empresa, por cima da lei, para alterar toda a estratégia da Petrobras na direção privatista. Pior do que isso. Deliberadamente reduziu em 25% a produção de derivados de petróleo no Brasil com o fim espúrio de abrir mercado para as petrolíferas estrangeiras, sobretudo norte-americanas. É evidente que o preço teria de subir já que, na sua composição, há mais quantidade de derivado importado de custo mais alto, inclusive cambial, que o derivado produzido em refinarias da Petrobras.

O que Parente fez é, portanto, um crime de lesa pátria. Os procuradores da República deveriam compensar o estrago que fizeram com a economia nacional, ao destruir grandes empresas construtoras nos processos irresponsáveis da Lava Jato, apontando aos tribunais esse verdadeiro criminoso que se esconde sob o manto ideológico neoliberal. Contudo, como dizem os franceses, “para algumas coisas o mal é bom”: Parente emprestou uma cara ao neoliberalismo, dividindo-a com Temer e seus asseclas.

Sem a audácia neoliberal de Parente, jamais a sociedade brasileira teria oportunidade de saber que para exercer o poder de acionista majoritário da Petrobras, estabelecendo uma política de preços, o governo está obrigado a compensá-la financeiramente por supostas perdas. Isso indica claramente que o povo brasileiro perdeu a Petrobras para o mercado. É uma infâmia que algo como isso aconteça nas barbas dos donos originais da empresa, o povo, assim como diante de categorias que foram importantes na construção nacional da Petrobras, os trabalhadores e os militares.

Essa distorção neoliberal não pode prevalecer sobre uma análise coerente da situação dos preços dos derivados de petróleo. Não há solução para a redução e estabilização deles sem a retomada da produção plena das quatro refinarias brasileiras. Parente fez uma política que Felipe Coutinho, presidente da Aepet, chamou de “America first”. De fato, as grandes beneficiárias da política de importação forçada de derivados de Parente foram as petrolíferas estrangeiras, notadamente as norte-americanas[ SHEL….miShelll michel miSHEL….].

Os caminhoneiros são heróis da defesa de uma política nacionalista do petróleo. Contudo, é importante que compreendam que, antes da desoneração dos impostos para baixar os preços, é importante baixar os preços, incluindo os impostos, pela retomada da produção das refinarias.

PIS/Pasep é importante para o financiamento do salário-desemprego; ICMS, para o financiamento de Estados quase falidos; e Cide é praticamente o que resta para o financiamento da infraestrutura logística do país, infelizmente roubada pelo governo central para fazer superávit primário. De qualquer modo, aumentando-se a produção, os preços podem cair sem mexer nos impostos.

Ah, Parente disse que uma mudança na política de preços da Petrobras implicaria sua saída. Que idiota. Acha que ele e sua política são insubstituíveis diante de uma greve que simplesmente pára o Brasil e ameaça a estabilidade do próprio governo! – J. Carlos de Assis

A polícia que mata são assassinos com licença para matar, covardia plena

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A desgraça do neoliberalismo, exposta no livro de Walter Brock

O livro de Walter Brock, “Defendendo o indefensável”, do famigerado Instituto Ludwig von Mises Brasil (2010, editado em São Paulo), é um exemplo da desgraça do neoliberalismo, sem nada de ética social. 

O livro simples justifica até “profissões” e “atividades” “indefensáveis”, como “cafetão”, “porco chauvinista”, “traficante de drogas”, “chantagistas”, “caluniadores”, “cambistas” (ilegais), “o policial desonesto”, “o falsificador”, “o avarento”, “o que não contribui para a caridade”, “o fura greve”, “o empregador de mão de obra infantil”, “o minerador de superfície”, o “especulador” e outros. 

Segundo o autor, todos que buscam o próprio interesse privado gerariam, automaticamente, o interesse geral, o que é uma mentira imensa, que o velho Marx já desmascarava, no livro “O capital”, vol. I. 

Doutrina da Igreja contra grandes empresários privados, sonegação, imperialismo, latifúndios etc

Paulo VI: “não é admissível que cidadãos com grandes rendimentos, provenientes da atividade e dos recursos nacionais, transfiram uma parte considerável para o estrangeiro, com proveito apenas pessoal, sem se importarem do mal evidente que com isso causam à pátria” (PP 24).

Encontro dos bispos católicos latino-americanos em Medellin, 1968, critica a “fuga de capitais econômicos e humanos”, o “endividamento progressivo” e os “monopólios internacionais e o imperialismo internacional do dinheiro”, as “companhias estrangeiras” que burlam as leis e os sistemas tributários.

Encontro dos bispos católicos em Puebla diz que a economia da América Latina é controlada, em muitos pontos, pelo imperialismo – “Agrava a situação o fato de que estes centros de poder se acham estruturados em formas encobertas, presentes em toda parte, e se subtraem facilmente ao controle dos governos e dos próprios organismos internacionais (DP 501) (…) novas formas de domínio supranacional … o poderio de empresas multinacionais se sobrepõe ao exercício da soberania das nações e ao pleno domínio de seus recursos naturais (DP 1264)”.  

“Ibad, sigla da corrupção”, de Eloy Dutra. Obra hiper atual, pois o esquema continua

Eloy Dutra, então deputado federal, escreveu o livro “Ibad, sigla da corrupção” (Rio, Ed. Civilização Brasileira, 1963), com apenas 91 páginas. A obra é hiper atual. Mostra como o imperialismo econômico dos EUA, as multinacionais, compram deputados, corrompem eleições, no Brasil e em toda a América Latina, tal como no mundo. O mesmo esquema se aplicava no Japão, com o Partido Democrático Liberal de lá, extensão da CIA. 

Recomendo muito o livro. Só é encontrado nos sebos. As obras de Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira (nascido em 1935) têm a mesma linha. A linha trabalhista, getuliana, nacionalista, popular. A boa linha, que também esposo. 

Ótima crítica de Hélio Fernandes ao horrível Doria, prefeito de São Paulo

O texto abaixo é de Hélio Fernandes, quem tem quase 97 anos, quase cem anos, e continua muito lúcido.

DORIA DOADOR
Ele não é político nem gestor, é o que está no titulo. Está organizando pessoalmente, uma relação de bens públicos, que entregará de graça, aos que se candidatarem. Como ainda não completou, vou selecionar as principais e mais vergonhosas e escandalosas.

1- O tradicional Estádio do Pacaembu.
2- O autódromo de Interlagos.
3- O Parque do Anhembi, está estudando o Ibirapuera.
4- 30 cemitérios, 35% do total.
5-100 parques (praças ) públicos.
6-Tudo entregue de graça, sem que a prefeitura receba nada.
CONCLUSÃO POR HOJE.
Essas 100 (por enquanto) praças são abertas, frequentadas pelos moradores. Continuarão assim? Ou os “administradores” passarão a cobrar a entrada, através de vistosas máquinas eletrônicas?”.

Marcelo Auler, um jornalista excelente e hiper inteligente

Colhi o texto seguinte do site 247 – “Jornalista Marcelo Auler diz que os efeitos do golpe de 2016 que entregou a República a uma trupe encalacradas com denúncias criminais, que promove o desmonte das políticas sociais e a venda de ativos importantes do país, fez a chamada direita se achar;

ele cita como exemplo o I Fórum Nacional da Direita e Conservadorismo do Brasil, que ocorreu em São Paulo, nesse sábado; “encontro, sem dúvida, resulta da maciça campanha contra partidos de esquerda, em especial o PT, promovida a partir da Operação Lava Jato, com o apoio da mídia tradicional”, afirma”.

Friso que a “direita” não passa de um bando de alienados, pagos regiamente pelos ultra ricos. Os tais “conservadores” são ultraliberais, querem apenas conservar o máximo de opressão, exploração, desigualdade e miséria e, acima de tudo, querem apenas conservarem as grandes fortunas privadas dos ultra ricos. Eis a que se resume o “conservadorismo”. Um bando de marionetes do grande capital privado.

Walter Block, um libertariano, hiperliberal, horrível

O livro de Walter Block, “Defendendo o indefensável” (do horrendo Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2010), expõe a corrente libertariana, ou seja, ultraliberal, extremistas neoliberais. Block é um dos discípulos da horrenda Ayn Rand, uma militante neoliberal extremista nos EUA. Há um partido dos libertarianos nos EUA, que chega a superar os erros do Tea Party, da direita dos republicanos. 

Na página 26, Block ataca a Igreja, destacando que os textos das “Cartas pastorais dos bispos católicos dos Estados Unidos”, os textos da “Conferência Canadense de Bispos Católicos” e das “Encíclicas Papais” são “o oposto completo” do neoliberalismo. Nisso, Block está certo. O mesmo Ludwig von Mises demonstrou este ponto no livro “Ação humana”, sua obra mais importante.

No livro de Block, ele simplesmente defende, como coisas positivas, manifestações da liberdade econômica: a prostituição, o lenocínio (o papel dos cafetões), o tráfico particular de drogas, os cambistas (que fraudam o câmbio, vendendo divisas estrangeiras livremente), os motoristas de táxi clandestinos, os agiotas (liberdade para emprestar dinheiro, sem limites), os especuladores etc.

Chega a defender o “empregador de mão de obra infantil”, a exploração empresarial do trabalho infantil, o que mostra a aberração dos neoliberais. Ataca as leis ambientais, defendendo o direito de jogar lixo onde a pessoa quiser. Também defende até os chantagistas e mesmo a figura do “policial desonesto”. Faz ardorosa apologia do direito de herança, contra os impostos sobre heranças etc.

Para os neoliberais, o Estado é o inimigo. A mesma posição dos anarquistas. Com a diferença, como será mostrando em outras postagens, que os anarquistas defendiam os artesãos, os pequenos fabricantes, os pequenos comerciantes etc, ou seja, os pequenos negócios. Os libertarianos são defensores dos interesses dos ultra ricos. 

A hipocrisia dos neoliberais

Os trabalhistas querem a expansão do Estado para termos aumento do patrimônio nacional, uma economia  voltada a atender às necessidades do povo, para ordenar, programar, planificar a economia, para erradicar a miséria e as grandes fortunas privadas. Os neoliberais são contra. No entanto, para enganarem o povo, nas campanhas políticas, lutam para que o Estado pague despesas para o carnaval, futebol, esportes, pague bilhões para os chefões das Forças Armadas terem seus brinquedinhos eletrônicos, bilhões para expandir a polícia etc. Então, mesmo neoliberais querem a presença do Estado e especialmente querem que o Estado pague juros, no mecanismo obsceno da dívida pública.

O Estado gasta uns 30 bilhões para o Bolsa Família para ajudar mais de 50 milhões de pessoas pobres e gasta 500 bilhões para os juros da dívida pública, para ampliar o patrimônio privado dos rentistas, dos ultra ricos. Estas despesas do Estado com os ricos é precisam acabar e já e já. 

Economia boa é uma boa economia mista, com florescimento da prosperidade das famílias, de todas as famílias, e não apenas dos nababos. 

Claro que o Estado deve ter uma política esportiva, apoiar a prática de esportes pelo povo, tal como deve apoiar empreendimentos sadios de turismo, para expandir o turismo. Mas, o ponto central é que o Estado deve ter estatais e altos tributos para os ricos, tirar o supérfluo dos ricos, o luxo, os desperdícios malucos dos ricos. E reverter as somas para ajudar a promoção das pessoas pobres. 

Desgoverno de temer vai destruindo Previdência Social. Neoliberais são genocidas

Colhi este texto no site 247 – “Corte de gastos promovido pelo governo Michel Temer, que deve fechar o ano com um déficit da ordem de R$ 139 bilhões, deve afetar até o atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), levando a suspensão do atendimento à população em até cerca da metade das agências da instituição em todo o país; corte ordenado pelo Ministério do Planejamento teria alcançado 40% dos recursos destinados às agências do INSS; golpe parlamentar que alçou Michel Temer ao poder continua fazendo vítimas principalmente entre os mais fracos: aposentados, pensionistas e trabalhadores”.

— Updated: 16/11/2018 — Total visits: 40,905 — Last 24 hours: 55 — On-line: 0
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