Arquivos para : A ação do imperialismo econômico, 500 a 700 multinacionais controlam 80% do “mercado” mundial. Trustes e cartéis devem ser substituídos por estatais e cooperativas

O grande Paulo Henrique Amorim, maior ainda na perseguição atroz e covarde

As longas mãos da CIA, para implantar neoliberalismo neocolonizador no Brasil

China revida, golpe a golpe, guerra econômica dos EUA. Livre cambismo dos EUA é a base do imperialismo

247, com Sputnik e Resistência -No dia 6 de julho, a China vai impor tarifas aduaneiras de US$ 34 bilhões (R$ 132 bilhões) sobre os produtos importados dos EUA, comunicou a agência Reuters, citando suas fontes em Pequim.

“Nossas medidas são iguais, o que significa que, se os EUA começarem [a impor tarifas] no dia 6 de julho, vamos começar em 6 de julho”, afirmou a fonte à Reuters, pedindo anonimato, acrescentando que “a implementação das medidas se iniciará à meia noite”.

O passo de Pequim se segue à decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de introduzir em 6 de julho tarifas aduaneiras de US$ 34 bilhões (R$ 132 bilhões) sobre os produtos provenientes da China.

Embora o passo da Pequim seja uma ação de resposta, a China anunciará as medidas mais cedo devido à diferença de 12 horas nos fusos horários entre a China e os EUA.

Washington anunciou no dia 15 de junho a decisão de introduzir tarifas adicionais de 25% sobre 818 produtos da China no valor total de US$ 34 bilhões (R$ 132 bilhões). Em resposta, Pequim afirmou que iria tomar medidas de retaliação contra produtos agrícolas e automóveis importados dos EUA.

A Família Civita tem 3,3 bilhões de dólares. Família Civita está em décimo primeiro lugar entre as 15 Famílias mais ricas do Brasil. Editam a suja Veja… defensora das multinacionais

A morte da Veja e a riqueza da família Civita – Por Altamiro Borges

Colhi no excelente blog do Miro – “No meio jornalístico já é tida como certa uma nova onda de demissões – o famoso “passaralho” – na Editora Abril, que publica inúmeras revistas, entre elas a asquerosa Veja. O site Poder360, que tem sólidos vínculos com os barões da mídia, inclusive já postou que várias publicações serão extintas e que cerca de 300 funcionários serão defenestrados.

A famiglia Civita, dona do império falido, ainda não confirmou os “rumores”, mas o clima já é de velório nas redações. O facão seria consequência da grave crise que afeta a editora. Somente no ano passado, ela teve prejuízo de R$ 331,6 milhões, uma queda de mais de 140% em comparação aos números negativos de 2016. (…)

A decadência da Editora Abril decorre de vários fatores – entre eles, da própria crise econômica que a revista Veja insiste em esconder dos seus leitores mais tapados para proteger a máfia que ajudou a alçar ao poder; da explosão da internet; da perda de credibilidade das suas publicações; e também da incompetência administrativa dos mimados herdeiros de Roberto Civita. Em recente matéria postada no blog Diário do Centro do Mundo, o articulista Miguel Enriquez deu alguns detalhes do tamanho do rombo da Editora Abril – que, mais cedo do que tarde, deve atingir em cheio a Veja. Vale conferir: ***** 

Demissões, fechamento de revistas: a agonia da Abril continua

Por Miguel Enriquez 

A primeira semana de julho promete ser plena de más notícias para o grupo Abril, que edita Veja, a maior revista semanal do país. Às voltas com uma sucessão de prejuízos que totalizaram R$ 768,1 milhões nos últimos três anos ( R$ 331,4 milhões, em 2017), com um endividamento de R$ 1,2 bilhão, queda de vendas e patrimônio negativo de R$ 715,9 milhões, a empresa mais uma vez terá de cortar na carne, em seu desesperado esforço para continuar em pé. 

Por conta das recomendações de uma empresa de auditoria contratada pelos bancos credores, está previsto o anúncio de mais um enxugamento do quadro de pessoal, cujos números variam entre 300 e 1000 funcionários. Caso seja mantida a prática iniciada em 2017, suas indenizações deverão ser quitadas em 10 parcelas mensais. 

A tesoura atingiria, inclusive, a até aqui praticamente intocável redação de Veja, carro chefe da editora, que vem perdendo circulação ano a ano – estima-se que os 1,2 milhão de exemplares vendidos semanalmente, no início da década, tenham desabado para algo ao redor de 500 mil, atualmente. 

As demissões se seriam decorrência de uma profunda redução do seu portfólio de revistas proposta pelos credores. Comenta-se internamente que, das publicações atuais, seriam poupadas apenas as revistas Veja, Exame e Cláudia. Os demais títulos, que deixariam de circular nas bancas, seriam sumariamente fechados ou mantidos apenas em suas versões digitais. 

Esse novo surto de razia editorial, anunciado no jargão da casa como “revisão estratégica”, teve inicio no dia 8 de junho, com a decisão de interromper a publicação das revistas da Disney. Iniciada há 68 anos, a parceria com o grupo americano está na origem da Abril. Sua primeira publicação, ao ser fundada, em 1950, pelo empreendedor italiano Victor Civita, foi justamente a revista do Pato Donald. 

Os cortes de atividades e de pessoal seriam estendidos a outras operações do grupo. Notadamente, à Dinap, sua distribuidora de revistas, que vem perdendo clientes de peso. No ano passado, por exemplo, seus serviços foram dispensados por um dos principais clientes, a Panini, editora de álbuns de figurinhas e revistas de história em quadrinhos, que resolveu montar um sistema próprio de distribuição. 

A dimensão da crise que afeta a Abril, outrora denominada a maior editora da América Latina, pode ser medida, não apenas na redução paulatina do número de suas publicações, nos últimos anos, como fisicamente, pela mudança de endereço, completada neste mês de junho. Por duas décadas instalada no suntuoso edifício Birmann 21, de 24 andares, localizado na marginal do rio Pinheiros, em São Paulo, a Abril passou a ocupar dois prédios acanhados de quatro andares, no condomínio América Business Park, no Jardim Morumbi, na outra margem do Pinheiros. 

O início dessa agonia coincide com a morte, em 2013, de Roberto Civita, herdeiro do fundador Victor Civita. Desde então, a Abril se transformou numa espécie de nau sem rumo, com mudanças constantes em seu comando. O último executivo não pertencente à família Civita a ocupar a presidência, o advogado Arnaldo Tibyriçá, permaneceu menos de quatro meses no cargo, demitindo-se em março deste ano. Seu antecessor, Walter Longo, teve seu contrato interrompido antes de completar dois anos. 

No lugar de Tibiryça, assumiu Giancarlo Civita, o primogênito de Roberto e neto do fundador Victor, que também preside o Conselho de Administração da Abril. Cabe a Gianca, como é mais conhecido, tentar reverter o prognóstico sombrio lavrado pela PricewaterhouseCoopers (PwC), que auditou o último balanço do grupo. 

Ao avaliar os números negativos de 2017 e seu impacto sobre o futuro da Abril, a auditoria afirmou em seu relatório: “Essa situação, entre outras descritas na Nota 1.2, indicam a existência de incerteza relevante, que pode levantar dúvida significativa sobre sua continuidade operacional.” 

Em meio ao desafio de recuperar a empresa, o atual presidente acaba de perder seu braço direito, o diretor de operações (COO), Fábio Gallo, que deixou o grupo no início da segunda quinzena de junho. Gallo, que começou a trabalhar na Abril em 2004 e ocupava a diretoria de operações desde 2016, também presidia a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner). 

Segundo pessoas que acompanham a situação da Abril, Giancarlo e seus irmãos Victor Neto e Roberta, estariam considerando duas alternativas para o futuro do negócio. Uma delas é a venda, pura e simples do grupo. A outra seria recorrer à recuperação judicial, recurso que voltou a ganhar força neste ano no país, acionado por empresas em dificuldades, em razão do agravamento da situação econômica. 

O certo é que, dificilmente, a empresa poderá se manter apenas à base de cortes de pessoal e de operações. Por mais duras que sejam as providências, elas deverão ser tomadas. Como afirmou, certa vez, o empresário José Mindlin, ao justificar a venda da Metal Leve, que fundara, mergulhada em dificuldades, no começo dos anos 1990: “como dizia Goethe, é preferível um fim com horror, do que um horror sem fim.” 

No entanto, qualquer que seja o desfecho, vale a pena relembrar a recomendação do jornalista Paulo Nogueira, fundador deste DCM, ao comentar a situação de empresários que, a exemplo de Mindlin, foram obrigados a desfazer-se de seus negócios ou vê-los encolher: não chore pela família Civita. 

A despeito da preocupante situação da Abril, na pessoa física eles vão muito bem, obrigado, De acordo com a revista Forbes, em sua edição de setembro de 2016, os irmãos Giancarlo, Victor e Roberta, integravam, em 11º lugar, a seletíssima lista das 15 famílias mais ricas do Brasil, com uma fortuna avaliada em US$ 3,3 bilhões.

Eleições no México, daqui a uma semana, podem dar um fim ao neoliberalismo

Tirei este artigo do Blog do Miro, de Altamiro, blog que recomendo muito.

“Eleição no México: Vai Obrador!

Por Cesar Locatelli, no site Jornalistas Livres:
“Toda reconstrução histórica é um pouco arbitrária e imprecisa. Mas feita esta ressalva, se pode afirmar que o “desenvolvimentismo” latino-americano nasceu no México, durante o governo do presidente Lázaro Cárdenas, na década de 1930. Cárdenas foi nacionalista e seu governo fez uma reforma agrária radical; estatizou a produção do petróleo; criou os primeiros bancos estatais de desenvolvimento industrial e de comércio exterior da América Latina; investiu na construção de infraestrutura; praticou políticas de industrialização e proteção do mercado interno; criou uma legislação trabalhista e adotou uma política externa independente e anti-imperialista”. José Luís Fiori

Essa semana foi publicado um admirável artigo no New Yorker, uma revista estado-unidense de ensaios, com o título Uma nova revolução no México – fartos da corrupção e de Trump, eleitores abraçam o político independente de esquerda Andrés Manuel López Obrador.

Com um pedido de perdão pela presunção, e falta de modos, Jon Lee Anderson está certo ao propor que eles não aguentam mais a corrupção e Trump. Não me parece que seja uma revolução de fato, mas não é essa a principal divergência. Ele desconsiderou um ponto essencial: o povo mexicano está cheio é do conto do vigário do neoliberalismo. O México vem, há quase quarenta anos, cumprindo a agenda proposta pelos luminares do neoliberalismo e não colheu nenhum dos benefícios prometidos.

O México está certamente entre os melhores alunos da cartilha que determina que o Estado deve ser reduzido, que a carga tributária deve ser baixa, que o país deve abrir-se ao comércio exterior reduzindo os impostos de importação e expondo a indústria nacional à concorrência internacional, que as leis do trabalho devem ser flexíveis.

O México tratou, da mesma forma, de assinar o tratado de livre comércio com Canadá e Estados Unidos, deu liberdade ao mercado financeiro, desregulamentou a torto e a direito, privatizou mais de 1.000 empresas, reformou o ensino contrariamente ao que advogavam alunos e professor. Bem, brasileiros, sabemos bem como é essa agenda.

O que mexicanos sabem melhor do que nós, são os resultados desastrosos. Ao contrário do prometido crescimento, estão submersos em corrupção, em violência pelo tráfico, em desigualdade e pobreza. Estima-se em cem mil as vidas tolhidas pela violência do tráfico e da guerra estúpida contra ele, sem qualquer resultado que indique acerto no caminho trilhado.

Quando venderam para os mexicanos o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (TLCAN ou NAFTA, na sigla em inglês), usavam como argumento principal que o acordo propiciaria a convergência econômica entre os três países, o que desmotivaria a emigração de mexicanos para os EUA. Em outras palavras, venderam que México, Canadá e Estados Unidos se tornariam países com nível semelhante de desenvolvimento. Se a qualidade de vida do trabalhador mexicano fosse minimamente comparada à dos vizinhos ninguém em sã consciência arriscaria a vida em fazer a travessia.

Discutia-se, à época da assinatura do tratado, se deveriam incluir a livre circulação de trabalhadores entre os três países. Do mesmo modo que a corrente de comércio e os fluxos de investimentos, movimentação de trabalhadores estaria liberada. Obviamente o fluxo de trabalhadores ficou de fora. O problema da emigração é hoje aquele de mais difícil solução na relação dos dois países. O neoliberalismo não entregou o que prometeu aqui também. O Acordo entrou em vigor em 1994, 24 anos atrás, e não há o menor sinal de convergência do padrão de vida de trabalhadores canadenses, mexicanos e estado-unidenses.

O esperado crescimento e desenvolvimento resumiu-se a um cinturão de “maquiadoras” na fronteira norte do país. As maquiadoras são linhas de montagem que trazem os insumos do exterior e mandam o produto de sua “maquiagem” ao exterior.

Linhas inteiras de cadeias produtivas foram destruídas ou se tornaram maquiadoras, Elas proporcionaram empregos razoáveis para o padrão mexicano, sem, no entanto, gerar qualquer benefício para a economia do país. O fosso entre os salários no sul e do norte somente se alargou.

Anderson marca em seu artigo que:

“Em um de seus discursos de López Obrador, ele comparou a administração atual aos déspotas e colonos que controlavam o país antes da revolução. Ele atacou a “desonestidade colossal” que ele disse ter caracterizado as políticas “neoliberais” dos últimos governos do México. ‘Os líderes do país se dedicaram… a ceder o território nacional’, disse ele. Com sua presidência, o governo ‘deixaria de ser uma fábrica que produz os novos-ricos do México’”.

López Obrador definiu precisamente como vê a sociedade mexicana atual:

Um pequeno grupo confiscou todos os poderes e mantém sequestradas as instituições para seu exclusivo benefício. O Estado foi tomado e convertido em um mero comitê a serviço de uma minoria. E como dizia León Tolstoi [Tolstoi apenas repetiu uma frase de SANTO AGOSTINHO…]: um Estado que não procura a justiça não é mais do que um nado de malfeitores.

Nesse 1 de julho de 2018, os mexicanos, para nossa inveja, podem pôr um fim, ou ao menos um intervalo, a um conjunto de políticas que prometeu o céu e os levou ao inferno. Na torcida.

Notas

1- O texto aqui incluído é um trabalho acadêmico, feito no meu mestrado, de análise dos discursos econômicos na eleição mexicana de 2006, começa com uma pequena história econômica do México, passa pelo Tratado de Livre Comércio e chega às propostas dos candidatos à presidência, entre eles López Obrador: O debate econômico na eleição presidencial mexicana de 2006

2- O link para o artigo da New Yorker é https://www.newyorker.com/magazine/2018/06/25/a-new-revolution-in-mexico?mbid=social_twitter

3- O link para o site com as propostas de López Obrador é https://lopezobrador.org.mx

Retrato do temer golpe baixo…

Uma imagem fala mais que mil palavras, diz o ditado…

O ódio dos ricos e dos neoliberais aos médicos cubanos… tudo nos lençóis brancos

Resultado de imagem para charges contra racismo

Brasil pós Golpe baixo de 2016, lençóis brancos à la Ku Klux Khan, direita neoliberal asquerosa

Resultado de imagem para charges radicais

Um bom texto de Marcos Coimbra, do Instituto Vox Populi

Do 247 – “O sociólogo e presidente do Instituto de Pesquisa Vox Populi, Marcos Coimbra, assinala na Revista Carta Capital que o imediatismo e o ódio levou o Brasil a um fundo do poço inimaginável há 2 anos atrás; Coimbra diz que o ápice dessa destruição grotesca de nação é a prisão de Lula;

ele vaticina: “derrubar um governo legítimo depois de havê-lo bloqueado com manobras congressuais escusas, inventar alguém como Temer na Presidência e impor uma política econômica antediluviana em termos sociais, só poderia dar nisso”

— Updated: 22/07/2018 — Total visits: 30,849 — Last 24 hours: 32 — On-line: 0
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