Arquivos para : A abominação dos multimilionários e dos bilionários, rentistas, exploradores, consumo conspícuo e iníquo, como apontou Veblen

Como os ultra ricos acumulam, entesouram, juntam vermes

Do site Dowbor.org, do livro “A era do capital improdutivo”:

“As pessoas não entendem o que é um bilionário” [o mesmo vale para um multimilionário].

“Realmente não é uma questão que faz parte do nosso cotidiano: o rendimento financeiro é de tal volume que se traduz apenas em pequena parte em consumo, mesmo de luxo [sequer realimentam a demanda…, inúteis até para isso…]”.

A maior parte dos rendimentos é reaplicada e a fortuna se transforma numa bola de neve, gerando os super-ricos, os que literalmente não sabem o que fazer com o seu dinheiro”. Evidentemente não  faltam assessores, contadores, instituições de aconselhamento para ajudá-los. Como, por exemplo, o próprio Crédit Suisse”. 

“Um mecanismo importante resulta da diferença entre comportamento econômico dos ricos e dos pobres, ou apenas remediadosNa verdade, quem ganha pouco compra roupa para os filhos, paga aluguel, gasta uma grande parte da sua renda em comida e transporte”.

“Quem ganha pouco não compra belas casas, fazendas e iates, menos ainda faz aplicações financeiras de alto rendimento”.

O pobre gasta, o rico acumula”.

O gasto do pobre gera demanda e uma dinâmica econômica mais forte, enquanto a acumulação de papéis financeiros apenas drena a demanda e a capacidade de investimento produtivo”.

“Em suma: sem processo redistributivo, aprofundam-se os dramas ambientais, sociais e econômicos. Não se trata apenas de justiça e de decência moral. Trata-se de bom senso quanto ao funcionamento do sistema”.

Boa crítica de Dowbor ao PIB, que distorce e oculta dados

“A nossa principal medida de progresso, o PIB, não mede nem o desastre ambiental nem o drama social”.

Não contabiliza o que se produz, nem a quem vai o produto, nem a redução do capital natural do planeta, além de contabilizar como positiva a poluição que exige grandes programas de recuperação”.
“Na realidade, o PIB apresenta apenas a média nacional de intensidade de uso da máquina produtiva” 

Como o saque ocorre dentro das empresas, espoliando os produtores reais, os trabalhadores

Do site Dowbor.org, do livro “A era do capital improdutivo”:

“Gera-se uma clara clivagem entre os que trazem inovações tecnológicas e produzem bens e serviços socialmente úteis – os engenheiros do processo, digamos assim – e o sistema de intermediários financeiros que se apropriam do excedente e deformam a orientação do conjunto”.

“Os engenheiros [trabalhadores, produtores reais] do processo criam importantes avanços tecnológicos, mas a sua utilização e comercialização pertencem a departamentos de finanças, de marketing e de assuntos jurídicos que dominam nas empresas, e acima deles os acionistas e grupos financeiros que os controlam

“É um sistema que gerou um profundo desnível entre quem contribui produtivamente para a sociedade e quem é remunerado”.

Detesto políticos com apartamentos fora do país, de luxo.

Do 247, “Se fosse o ex-presidente LULA que possuísse um luxuoso apartamento na prestigiada Avenida General Foch, em Paris, registrado no nome de um “laranja” chamado Jovelino Mineiro, e por acaso sócio dos filhos de Fernando Henrique Cardoso na Fazenda Buritis, ele estaria muito encrencado. Afinal, um ex-metalúrgico não teria como adquirir um imóvel tão caro na França”, diz o cientista político Michel Zaidan, da Universidade Federal de Pernambuco; “Mas o patrimônio de LULA é imaterial, e sumamente mais valioso (e temerário para as elites brasileiras) do que esse triplex e esse sítio. É o patrimônio político, social, ideológico”. 

A desgraça e a abominação do consumo conspícuo, do luxo

Li que uma firma européia construiu, a pedido de um bilionário burro, uma garrafa de ouro, com bebida, acho que vodca. A maldita garrafa vale uns quatro milhões de reais.

Há iates que valem cem milhões, carros idiotas de dez milhões, malditas mansões de meio bilhão de reais etc.

Os donos destas porcarias deveriam morrer de vergonha, se tivessem cérebros sadios. Como não têm nada na alma, a boa solução é um bom extenso Estado social. Um Estado que tire o supérfluo, via tributação redistributiva, exproprie o excesso, distribua os bens. 

Eu me lembro de como eu gostei da leitura do livro “Economia”, de Samuel Smiles (1812-1904). Relacionei os melhores textos de Smiles com os textos estoicos, dos Santos Padres e da Bíblia. Claro que Smiles era individualista, não apreciava estatais. Um grave erro. O correto é cultivar a economia, moderação, sendo também um defensor de um extenso Estado social, popular, controlado pelo povo organizado, pelos trabalhadores. 

A parte dos textos de Smiles sobre a importância da economia, do autocontrole, da aversão profunda aos gastos conspícuos, esta parte é muito boa e recomendo.

Darwin gostava dos textos de Samuel Smiles, e eu também gosto. 

Os dois erros fundamentais do liberalismo econômico, do economicismo

Lendo as cartas do economista Ricardo, que faleceu lá por 1823, fica claro que Ricardo, James Mill, McCulloch, Malthus, J.B. Say representam as ideias do liberalismo econômico.

A principal ideia é que o Estado não deve ter ingerência, controle e participação na economia, nas relações de produção. Outra ideia chave é que os ricos são os motores do crescimento econômico, ou seja, o elogio dos capitalistas, dos ultra ricos. 

Estas ideias principais do liberalismo econômico nascem com o economicismo dos fisiocratas. Destes, os principais foram François Quesnay, Vincent de Gournay, Turgot e, depois, por Adam Smith. 

Estas ideias liberais foram rebatidas, já durante a vida de Ricardo, pela corrente cristã católica, de Sismondi, William Cobbett, Goodwin, Villeneuve Bargemont e outros precursores de Marx. 

Antes, as ideias fisiocratas foram combatidas pela Escola anterior, de marca católica, o Mercantilismo (colbertismo, Cameralistas). E por defensores das ideias de Colbert, como Mably, Morelly, Diderot, Galiani, Necker, Genovesi e outros. Na Alemanha, houve Justi e Sonnenfels, cameralistas que influenciaram a formação de Marx. E também Verri, Palmieri, James Steuart e Forbonnais. 

Depois, vários autores destacaram o poder de intervenção do Estado, inclusive Napoleão III (uma besta que tentou colonizar o México, mas que, antes de assumir o poder, escreveu bons textos sobre a erradicação da miséria e intervenção do Estado), Bismarck, Buchez e outros.

Os católicos e os socialistas democráticos e possibilistas, tal como os trabalhistas e os socialistas de cátedra, defenderam a extensa intervenção estatal, para controlar as forças produtivas, as relações de produção. 

 

A CIA, a mediadora Rede Globo Mentira e o golpista marionete…..

Catei no 247 – “Marina Dias e Bruno Boghossian, na Folha, revelaram ontem, na Folhaoutro encontro secreto de Michel Temer, agora com família Marinho, a cúpula da Globo.

A conversa, num jantar na casa do “mais velho” Roberto Irineu, foi para pedir que a Globo amenizasse as pancadas e a emissora passou a dar-lhe depois das denúncias da JBS.

O preço?

A reforma da previdência, para a qual pediu apoio do Império, o que a trupe de comentaristas da Globo faria sem pedido algum.

Mas você não viu, nem verá, a Globo sacudindo bandeirinhas por Temer e, provavelmente, por candidato algum.

Não vão fazer a vontade de Lula que, várias vezes, disse que tudo o que queria “era enfrentar um candidato da Globo”.

Ela o terá, mas não vai lhe apor o estigma na testa.

Não há porque o patrão se sacrificar pelo empregado”.

— Updated: 19 de Janeiro de 2018 — Total visits: 19,672 — Last 24 hours: 34 — On-line: 0
Pular para a barra de ferramentas