Arquivos para : A “Fórmula” BANCOS: Estado deve ESTATIZAR OS BANCOS. MICRO CRÉDITO ESTATAL. O capital financeiro rouba o país pela Dívida Externa e pela USURA EXTORSIVA INTERNA

As piores pragas neoliberais de nossa história

Entre os piores neoliberais de nossa história, há Joaquim Murtinho, Roberto Campos Bob Fields, Eugênio Gudin, Lucas Lopes, Otávio Gouvea de Bulhões, Mario Henrique Simonsen e outros. Hoje, nestes tempos golpistas, estes textos ressuscitam. Sempre há o tom cínico imoral.

Vejamos, colhendo nos textos de Roberto Campos, o que os neoliberais odiavam e eu defendo muito: as “doutrinas da CEPAL” aguadas, “nacionalismo”, “populismo”, “estatismo”, “protecionismo”, “planejamento”, “dirigismo”, “leis trabalhistas”, “trabalhismo”, “leis ambientais”, “controle dos preços”, “estatização”, “monopólio estatal”, “distributismo”, “lei de remessa de lucros”, “preços justos” e controlados pelo Estado, “substituição de importações”, “reserva de mercados”, “estruturalismo”, “reforma agrária”, “aumento da natalidade” (que ele chamava de “displicência demográfica”), “taxas múltiplas de câmbio”, “leis contra a usura, controle estatal dos juros”, “estatais”, “regulamentação” estatal, “intervencionismo”, “keynesianismo” etc.

Todos estes institutos e ideias são defendidas pela Doutrina da Igreja, nacionalismo democrático, trabalhismo e pelo socialismo democrático.

Desde a década de 1940, Gudin era um dos principais expoentes do liberalismo econômico, do neoliberalismo, combatendo as ideias corretas de planejamento, protecionismo, trabalhismo, de Vargas, Roberto Simonsen e outros. 

 

 

Juros do CREDIÁRIO deveriam ser de 13% ao ano, e nunca de 141% ao ano

Ladislau Dowbor, no livro “A era do capitalismo improdutivo”, mostra que o CREDIÁRIO, no Brasil, tem juros de 141%. 

O correto seriam juros de 13% ao ano, e nunca juros de 141%:

“uma grande rede semelhante de eletrodomésticos na Europa, Midiamarkt, trabalha com juros de 13,3% (equivalentes a 1,05 ao mês) e tem belos lucros. Permite que as pessoas comprem, mas não trava o desenvolvimento”.

Para pior, os juros do CREDIÁRIO são pequenos em comparação com os outros. Ladislau acrescenta: “os intermediários financeiros [BANCOS] cobram 453,74% no cartão de crédito, 314,51% no cheque especial, 31,68% na compra de automóveis. Os empréstimos pessoais custam na média 71,15 % nos bancos e 160,05% nas financeiras”.

E há ainda o roubo das maquinhas, que é repassado ao consumidor, pois as máquinas de débito e crédito, tipo da CIELO, cobram taxas extorsivas – “É importante lembrar que mesmo sem entrar no crédito do cartão, tipicamente uma loja tem de pagar cerca de 5% do valor das compras à vista ao banco, além do aluguel da máquina. Estes 5% podem ser menores para grandes lojas com capacidade de negociação com o sistema financeiro, mas de toda forma trata-se de um gigantesco imposto privado sobre o consumo, que reduz drasticamente a capacidade de compra do consumidor, porque o comércio incorpora o custo no preço”.

Resultado: “Naturalmente, não espanta a espantosa cifra de 58,3 milhões de adultos no Brasil entrarem em 2017 com o nome sujo, segundo o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito, 10/01/2017)”. Hoje, há mais de 60 milhões com “nome sujo”, nos cadastros de inadimplentes. 

Dowbor: “O crediário cobra, por exemplo, 141,12% para “Artigos do Lar” comprados a prazo (ver tabela na página 202). Quem se enforca com este nível de juros e recorre ao cheque especial (mais de 300%) apenas se afunda na dívida acumulada, e se entra no rotativo do cartão, da ordem de 450%, acaba de amarrar o nó no pescoço”.

Note-se que os juros sobre o cheque especial e o rotativo no cartão não ultrapassam 20% ao ano nos países desenvolvidos”.

Temos neste caso grande parte da capacidade de compra dos novos consumidores drenada para intermediários financeiros, esterilizando a dinamização da economia pelo lado da demanda.

“No caso da pessoa buscar o crédito no banco, o juro para pessoa física, em que pese o crédito consignado, que na faixa de 25% a 30% ainda é escorchante, mas utilizado em menos de um quarto dos créditos, é da ordem de 71,15%, segundo a Anefac. Na França, os custos correspondentes se situam na faixa de 3,5% ao ano”.

Notas sobre como é o capitalismo, no Brasil, e no mundo

O capitalismo é um sistema que permite o açambarcamento, a CONCENTRAÇÃO INÍQUA DE BENS, o monopólio privado, que entrega a economia e o Estado a latifundiários (exportadores, no velho sistema colonial de plantation, de república das bananas), a multinacionais, aos capitalistas monopolistas (oligopólios, oligarquia, organizados em trustes, cartéis e em outras organizações empresariais e políticas que trabalham para terem obras superfaturadas e sem licitação, para frustrarem os projetos de leis que criem direitos sociais etc).

As grandes fortunas parasitas ainda vendem o país, traem a soberania nacional (o povo), pois se articulam com as multinacionais, exportam matérias-primas (a base do colonialismo é a exportação das matérias primas e a exploração do trabalho, lembrando que as multinacionais pagam pelo mesmo trabalho, nas empresas subsidiárias no Brasil, quantias vinte ou mais vezes menor que as pagas nas matrizes, pelo mesmo trabalho) etc.

As multinacionais repetem o sistema plantation na indústria e no setor de serviços, e monopolizam, também, o setor exportador e importador. Exportam matérias-primas importantes nos deixando buracos (Itabira, Carajás etc) e importam produtos industrializados, mantendo o Brasil como uma grande colônia. E o fazem com alíquotas alfandegárias baixíssimas e, pior ainda, sem praticamente nenhuma fiscalização alfandegária.

Somente há 2.000 fiscais nas alfândegas e vale a pena lembrar que o grande e macro contrabando e o descaminho em conteineres jamais abertos ampliam o esmagamento de nossa soberania nacional.Nosso sistema tributário é absolutamente iníquo e coonesta os interesses dos ricos.

Hitler enviando os “coxinhas” da época para a morte, os robos daquele tempo, a serviço dos ultra ricos

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A Reforma da Previdência dos Golpistas neoliberais Sujos: morte por inanição e cova rasa em caixões de compensado ou só trapos como mortalha

Resultado de imagem para charges contra neoliberalismo

A Grande Mídia manipula os coxinhas, os robos, “patos”, programados, teleguiados para servirem aos ricos

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Estatizar os BANCOS é medida ÉTICA e ESSENCIAL para a soberania nacional e popular

Há um texto que explica bem isso, que segue transcrito abaixo.

Os bancos devem ser estatais, cobrando apenas taxas de administração, sem juros, este é o ideal. Quanto menos juros, melhor. Apenas taxas para manutenção e aumento da estrutura dos bancos.

O dinheiro é emitido pelo Estado, então, não precisa cobrar juros, no fundo. Emprestar é locar, alugar.

O dinheiro é emitido pelo Estado, podendo, assim, ser locado de graça, com amplo controle público no uso, tributação via CPMF, e só cobrança de taxas, para administração e ampliação. 

A razão de ser estatal: Susan George explica:

“Na realidade, quase todos os serviços públicos constituem o que os economistas chamam de ‘monopólios naturais’. Um monopólio natural existe quando o tamanho mínimo [da empresa] para garantir o máximo de eficiência econômica é igual ao tamanho real do mercado. (…) 

Os serviços públicos também requerem, no início, investimentos muito grandes em infraestrutura – como ocorre com as estradas de ferro ou as redes elétricas – o que não encoraja a competição. Por isso é que os monopólios públicos são a óbvia solução ótima. 

“Mas os neoliberais definem qualquer coisa pública, ipso facto, como ‘ineficiente’. Então, o que acontece quando se privatiza um monopólio natural? Bastante normal e naturalmente, os novos proprietários capitalistas tendem a impor preços de monopólio ao público, enquanto remuneram ricamente a si próprios. (…) os preços são mais altos do que deveriam ser e o serviço ao consumidor não é necessariamente bom” [cf. Susan George, “A Short History of Neoliberalism”).

O capital financeiro é o principal Ladrão, no Brasil

O capital financeiro, a forma mais parasitária de capital, rouba toda a economia, pesa sobre cada cadeia produtiva, suga, opera como sanguessuga, em cada atividade econômica.

Pela DÍVIDA EXTERNA, o capital financeiro (os bancos, financiadoras, Fundos formados pelos grandes capitalistas e bilionários) se apropria (rouba) quase todo o Orçamento Público, os Recursos públicos obtidos pelos impostos.

Dentro da economia INTERNA, o capital financeiro novamente pega a parte do leão, pois rouba boa parte dos recursos.

Cada empresa, pessoa jurídica de natureza comercial, só pelas maquinhas de crédito, paga cerca de 6 a 10% do faturamento. Cada empresa precisa de financiamento e daí entrega boa parte do que recebe aos bancos. As empresas emitem duplicatas, e descontam nos bancos, pagando juros. Também pegam cheques e entregam nas empresas financeiras de factoring, que arrancam 5% e taxas. Vão nos bancos, e usam até o crédito rotativo, e outras formas, para capital de giro. O Crediário é a outra forma magna de roubo, pois as empresas praticamente ganham mais no crediário do que com lucros. 

Cada pessoa física, só pelo crédito consignado, pelo cartão de crédito e pelo Crédito rotativo, entrega um terço ou mais do que recebe, aos bancos e financeiras.

O mesmo ocorre nas compras grandes de cada pessoa. Em cada compra de carros, pagamentos dois ou três carros, pelo preço de um. Em cada compra de casa, o mesmo ocorre. 

Estatizar os BANCOS é um dos pontos mais ESSENCIAL para a libertação do país.

Estes pontos são abordados por grandes economistas.

Como Nílson Araújo de Souza, em livros como “Sim à Reconstrução Nacional” (São Paulo, Ed.Global, 1984), que demonstram bem a racionalidade deste pleito popular.

Nílson Araújo de Souza nasceu em 1950, sendo Doutor em Economia, pela Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Escreveu obras como “A teoria marxista das crises”, “O capital e a dependência” e outras sobre teoria da dependência, crises etc.  

A desnacionalização da economia do Brasil, descrita por Márcio Pochmann

Temer desmonta a indústria nacional

Por Marcio Pochmann, na Rede Brasil Atual:
A construção de um dos parques industriais mais avançados e integrados do mundo permitiu ao Brasil abandonar, a partir de 1930, a condição de atraso imposta pela antiga e longeva sociedade agrária.
Ainda que tardio, o avanço do capitalismo industrial transcorreu concomitante com o estabelecimento de uma nova e complexa sociedade urbana rica, porém permeada por significativa desigualdade econômica, social e de poder.

A permanente postergação da realização das reformas clássicas do capitalismo contemporâneo, como a agrária, tributária e social, impossibilitou que a elevação ao patamar dos 10 países mais ricos fosse acompanhada por uma sociedade justa e democrática.

Com isso, a prevalência de enorme concentração de pobres e camadas de trabalhadores informais, a maioria dependente da oferta de serviços às famílias ricas (piscineiros, domésticos, passeadores de cães, seguranças, motoristas particulares, jardineiros, manicure, pedicure, personal trainer, entre outros)

Por outro lado, a ascensão do receituário neoliberal durante os governos dos Fernandos (Collor, 1990-1992 e Cardoso, 1995-2002) impôs inegável inflexão à anterior trajetória industrializante da economia nacional.

A consequência direta foi a precoce transição para a sociedade de serviços em decorrência da simultânea queda relativa da produção, da renda e do emprego na agropecuária e indústrias de transformação e construção civil. 

A transição antecipada da sociedade industrial para a de serviços terminou não sendo mais a abrupta e intensa diante dos governos liderados pelo PT (2003-2016) que buscaram recuperar o parque industrial através das políticas de conteúdo nacional, de financiamentos produtivos, desoneração fiscal, entre outras iniciativas.

Assim, as indústrias de petróleo e gás, naval, fármacos, automobilístico, da construção civil, entre outras, voltaram a ganhar proeminência na produção, emprego e renda. 

Apesar disso, a volta da aplicação do receituário neoliberal pelo governo Temer desde o golpe de 2016, passou a produzir significativa retomada do desmonte do parque industrial brasileiro. Isso é que se pode constatar diante da profusão de exemplos associados à generalizada regressão econômica vislumbrada no complexo de petróleo e gás, na indústria naval, na construção civil e outros.

Também no setor químico podem ser constatadas importantes transformações no Brasil, como a fusão dos grupos Du Pont e Dow Chemical. Além disso, o recente anúncio da negociação de venda da petroquímica Braskem pela Odebrecht para uma corporação transnacional com sede na Holanda (LyondellBasell) impõe esvaziamento ainda maior na participação da presença do capital privado nacional no setor produtivo.

Somente a aquisição da Braskem pode levar os seus 8 mil empregos distribuídos por 40 fábricas pela multinacional holandesa que detém 13 mil ocupados dispersos em suas 55 fabricas instaladas em 17 países.

Diante disso, percebe-se como o governo Temer se especializa no desmonte da industrialização nacional. Para tanto, põe fim ao antigo tripé de capitais que havia permitido o salto econômico que consolidou um dos parques de manufatura mais importante do lado sul do planeta Terra.

A continuidade do processo entreguista da nação pelo governo Temer protagonizado pela privatização do setor produtivo estatal encontra maior eco com o avanço da desnacionalização da indústria empossada pelo capital privado nacional.

Tudo isso, com o possível fechamento das empresas operando no país (como no caso da venda da Embraer), a transferência de tecnologia nacional para estrangeiro (como no caso da exploração da camada do pré sal pela Petrobrás), o que compromete ainda mais as possibilidade de manutenção da soberania nacional.

Como é a economia ESTATAL da Noruega, especialmente no petróleo

Colhi no site do PCB, artigo de Jones Manoel*

A Noruega, um dos países com melhor índice de desenvolvimento humano do mundo, é rico em reservas de petróleo. O petróleo do país é explorado majoritariamente pela empresa PÚBLICA Statoil.

Desde que foi criada, nos anos 1970, a estatal Statoil NUNCA FOI PRIVATIZADA. Desde governos conservadores até social-democratas, é um consenso no país que o setor do petróleo, uma das maiores fontes de riqueza do país, deve ser explorado pelo setor público.
Hoje a Noruega tem um fundo soberano formado basicamente com os lucros do petróleo no valor de 1 trilhão de dólares para garantir – segundo o discurso oficial – as novas gerações (um dos maiores fundos do mundo).

Tem empresa privada explorando o petróleo da Noruega? Tem sim. Mas elas são obrigadas a transferir tecnologia e pagar um imposto sobre os seus lucros que pode chegar até 78% – a Noruega cobra 42% sobre imposto de renda.

Agora veja a malícia. O discurso oficial da ideologia dominante é que empresas estatais, como a Petrobras, são ineficientes e o capital privado tem que assumir a exploração de petróleo. Aí o Governo Temer, no final de 2017, vendeu 25% do campo de Roncador, localizado na Bacia de Campos (RJ). Esse é um dos maiores campos de petróleo do mundo!

Por quanto foi vendido? 2,9 bilhões de dólares, o equivalente a cerca de 9,5 bilhões de reais (em valores da época). Com essa compra, a ESTATAL norueguesa passou a ser a TERCEIRA maior produtora de petróleo no Brasil.

O valor da venda foi justo? Não! O campo de Roncador foi entregue praticamente de graça. Em pouco tempo, o lucro com a extração de petróleo cobrirá o custo da compra. A Statoil vai pagar até 78% de imposto sobre seu lucro como na Noruega? Não! Vai transferir tecnologia? Não! O Brasil e o povo trabalhador ganharam algo com essa privatização? Não! A Petrobras poderia ela mesmo explorar essa riqueza? Com certeza.

A Noruega aceitaria um negócio desse em suas terras? Mas de forma alguma. E o governante que lá fizesse isso seria considerado um traidor da pátria.

Entendeu a malícia? É assim que eles destroem a riqueza nacional, acabam com o fundo público, te enganam com o discurso de que tem que privatizar tudo e engordam o bolso de dinheiro dos países centrais do capitalismo.

Mais informações disponíveis nos links:

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/40450/noruega+petroleo+e+altos+impostos+sustentam+pais+com+maior+qualidade+de+vida+do+planeta+.shtml

https://www.cartacapital.com.br/economia/statoil-petrobras-e-o-papel-do-estado-na-economia

Ilustração: A plataforma P-54 FPSO no campo de Roncador, que agora tem participação norueguesa (Foto: Geraldo Falcão / Petrobras)

*Militante do PCB em Pernambuco.

​Fonte: https://www.facebook.com/jones.makaveli/posts/1588470314594654​

— Updated: 09/12/2018 — Total visits: 42,357 — Last 24 hours: 35 — On-line: 0
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