Arquivos para : dezembro2017

Renúncias fiscais a favor de ricos, abominação asquerosa

Colhi no 247 – “Jornalista João Filho, do Intercept Brasil, lembra que “Michel Temer e seus comparsas empreenderam mais um ataque contra os cofres públicos”.

“A base governista aprovou uma MP que fará o país abrir mão de 1 trilhão em impostos em favor das petrolíferas estrangeiras que irão explorar o pré-sal brasileiro”, diz.

“Os vendilhões da pátria estão depenando o país e o feirão não tem data para acabar.

A entrega do pré-sal virou o grande símbolo da republiqueta de bananas que o Brasil voltou a ser dentro da geopolítica mundial”.

O socialismo nasceu eclético, humanista, com amplas fontes cristãs e hebraicas

O socialismo nasceu eclético, com amplas fontes cristãs.

Este ponto consta claramente no livro “Manifesto do partido comunista”, de Marx e Engels.

E conta no livro “A subversão da ciência pelo sr. Eugen Düring [Anti-Düring]”, publicada em 1878, de Engels.

Engels escreve que o “socialismo” francês da época era “uma espécie de socialismo eclético”, com “nuances extremamente variadas, apresenta uma mistura das mais opacas omissões críticas, sentenças econômicas e ideias do futuro da sociedade de diversos fundadores de seitas”.

Buchez, a fonte de Louis Blanc, de Lassalle e dos melhores textos da Internacional

Philippe-Joseph-Benjamin Buchez (1796-1865) é considerado o fundador das cooperativas de produção para os trabalhadores. Houve alguns esboços antes, mas Buchez é o principal autor. É o expoente do socialismo católico.

Buchez difundia suas ideias na revista Europée, nos anos de 1830.

Buchez dirigiu a revista “L´Atelier”, de 1840 a 1850, em Paris, difundindo a ideia de criação de cooperativas de produção, com a ajuda do Estado.

Boa parte das cooperativas fundadas em Paris, depois da revolução de 1848, que teve Buchez como um dos principais expoentes, deve-se às ideias de Buchez.

Buchez foi presidente da Assembléia Constitucional Francesa, em 1848. Foi eleito deputado com maior número de votos que os outros representantes da esquerda. 

O próprio Marx e Engels escreveram, em vários textos, que Buchez está na origem dos melhores textos de Louis Blanc e de Lassalle.

Lassalle conhecia os textos de Louis Blanc, que citava Buchez.

Como Marx reconheceu, numa carta a Engels, em setembro de 1868, há uma grande semelhança entre a “descoberta lassalliana” e textos de Buchez, especialmente de um artigo no primeiro número da revista “L´Atelier”, de setembro de 1840.

Da mesma forma, Buchez combinava a ideia de democratização do Estado com apoio estatal às cooperativas de trabalhadores, ou seja, o núcleo das ideias de Lassalle.

A ideia de democratizar o Estado e criar cooperativas de produção com ajuda do Estado é o núcleo das ideias do “Manifesto” e dos melhores documentos da Internacional.

Estas ideias nascem de um católico, o pai do socialismo católico, Buchez. Foram apoiadas por Ketteler, na Alemanha.

Buchez escreveu obras essenciais como “Introdução á ciência da história ou ciência do desenvolvimento da humanidade” (1833), “História parlamentar da Revolução Francesa” (de 1833 a 1838, em 40 volumes, obra citada por Marx, várias vezes).

Mais importante, Buchez escreveu “Ensaio de um Tratado completo de filosofia do ponto de vista do Catolicismo e do Progresso” (1839 a 1840).

Outro expoente do cooperativismo foi o padre Theodor Amstad. 

Renda básica universal, ideia cristã e excelente para erradicar a miséria

A ideia da Renda Básica Universal é uma ideia maravilhosa, que realiza a destinação universal de bens. O Estado deve dar a cada pessoa, acima de 16 anos, uma renda básica, sem contrapartidas, no máximo com incentivos à educação, vacinação etc. 

Esta ideia é defendida por vários políticos e economistas. É defendida por John McDonell e Bernie Sanders, políticos de esquerda. E também por ricos como Mark Zuckerberg e Elon Musk. 

Na prática, há esboços da Renda Básica na Itália, nos países escandinavos (Finlândia, Suécia..), nos EUA (imposto de renda negativo), na França etc. 

Renda Básica não leva ninguém a evitar o trabalho, e sim amplia a capacidade de trabalho. Os pequenos produtores trabalham com mais ânimo e paz. 

A proteção contra a miséria cria uma rede de segurança, de autoestima, de incentivo a projetos. Trata os miseráveis como pessoas boas. 

 

 

 

 

 

 

 

Boas ideias contracíclicas de Luís Carlos Bresser Pereira

Colhi no blog do Miro, Altamiro Borges – “Brasil é um laboratório neoliberal, por Luiz Carlos Bresser-Pereira, no Blog do Renato:

Quando acontece uma crise fiscal como aconteceu agora, é necessário reduzir a despesa corrente do Estado, mas aumentar os investimentos públicos, mesmo que a custa de mais deficit no curto prazo. Ou seja, o Estado deve agir de forma contracíclica. E é necessário depreciar a moeda, para o país recuperar a competitividade. Mas a ortodoxia liberal rejeita a depreciação, porque ela obrigará os rentistas também a pagar pelo ajuste.

Hoje, no jornal Libération, foi publicado um artigo terrível para nós brasileiros, com o título, “Brasil, o novo laboratório neoliberal”. O povo brasileiro passou a ser um campo de provas para os experimentos neoliberais. Aplicados por quem? O jornal é claro: por um governo que, “com 5% de aprovação, reina não apenas sem o povo, mas contra o povo”.

O quadro não pode ser mais verdadeiro, mas faltou dizer: com o apoio de uma elite financeiro-rentista, que aceitou o diagnóstico neoliberal que o grande problema do Brasil são os salários “elevados” do povo brasileiro, que causam desequilíbrio fiscal, tornam as empresas industriais não-competitivas e explicam o baixo crescimento. E aceitou o “remédio”: reformas neoliberais como a do congelamento de gastos do Estado, que penaliza a educação e a saúde e reduz os salários indiretos, ou como a reforma trabalhista, que reduz diretamente os salários.

Esse diagnóstico é um acinte contra a inteligência dos brasileiros. A causa fundamental tanto da quase-estagnação desde 1994 e da recessão atual são os juros muito altos e a taxa de câmbio sobre-apreciada no longo prazo, que tiram a competitividade das empresas industriais, causam desindustrialização e baixo crescimento. E foi esta mesma a causa da crise financeira iniciada em 2014.

Diante de uma taxa de câmbio fortemente apreciada desde 2007, as empresas industriais viram seus lucros baixarem senão desaparecerem, endividaram-se, e, afinal, em 2014, já sem crédito, pararam de investir, e a crise se desencadeou. Para isso contribuíram a queda vertical no preço das commodities exportadas pelo Brasil em 2014, e o aumento irresponsável dos gastos públicos em 2013 e 2014, que, somados à queda da receita, causaram uma crise fiscal [por causa de RENÚNCIAS FISCAIS erradas, como Dilma reconheceu, mais tarde], e, assim, reduziram a capacidade do Estado de agir de forma contracíclica.

Mas, definitivamente, a questão fiscal não é o grande problema econômico brasileiro. Tanto assim que durante quatorze anos, entre 1999 e 2012, o Brasil cumpriu sua meta fiscal, e, não obstante isto, a economia não retomou o crescimento a não ser muito brevemente devido ao boom de commodities. Por que, então, os economistas liberais ou ortodoxos só falam no problema fiscal?

Por duas razões. Primeiro, porque supõem contra toda evidência que o mercado coordena adequadamente as economias nacionais, de forma que não podem existir problemas de juros elevados ou de câmbio sobre-apreciado; o único problema que pode existir é fiscal. Mas, curiosamente, os salários podem ter crescido “demasiadamente”, e, portanto, além da “solução geral” da ortodoxia liberal – o ajuste fiscal – são necessárias as famosas e salvadoras reformas.

Quando acontece uma crise fiscal como aconteceu agora, é necessário reduzir a despesa corrente do Estado [discordo…], mas aumentar os investimentos públicos, mesmo que a custa de mais deficit no curto prazo. Ou seja, o Estado deve agir de forma contracíclica. E é necessário depreciar a moeda, para o país recuperar a competitividade. Mas a ortodoxia liberal rejeita a depreciação, porque ela obrigará os rentistas também a pagar pelo ajuste.

A ortodoxia quer apenas ajuste fiscal, porque o custo do ajuste cai inteiramente em cima dos assalariados, que, diante da resultante recessão, perdem seus empregos e veem seus salários diminuir em termos reais. Se, além do ajuste fiscal limitado à despesa corrente, o governo reduzisse os juros e depreciasse o câmbio, os rendimentos dos rentistas sob a forma de juros, dividendos e aluguéis perderiam valor, como acontece com os salários. Assim os rentistas partilhariam com os trabalhadores o custo do ajuste, esta é a última coisa que interessa aos rentistas e à ortodoxia liberal que os representa”.

Desgoverno golpista de temer dá um trilhão a multinacionais, além de entregar o Pré Sal, nossas reservas de petróleo

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