Eduardo Benes (1884-1948), ex-presidente da antiga Tchecoslováquia (hoje, dividida em dois países: República Tcheca e Eslováquia), também ensinava que a essência da democracia é a tese que todas as pessoas têm almas (consciências), que todas as pessoas são sagradas e irrepetíveis (ponto visto por Marx).

Benes continuou a linha de seu mestre, Tomás Garrigue Masaryk (1850-1937), que também adotava um socialismo democrático com fundamentos religiosos.

Masaryk foi o primeiro presidente da Tchecoslováquia.

Benes expôs suas idéias no livro “Democracia de hoje e de amanhã” (Rio de Janeiro, Ed. Calvino, 1945). No epílogo (p. 287) desta obra, Benes, também defensor de uma democracia popular-social, concluía:

A democracia humanitária, concebida com todas as suas conseqüências, tem um aspecto pelo quase se distingue de outros sistemas, isto é, sua relação direta e positiva para com aquele elemento espiritual e social que constitui a religião e o conceito de Deus. Toda a essência da democracia, seu caráter espiritual, idealista e humanitário, sua fé no aperfeiçoamento do homem até o mais alto. O sistema democrático sempre tem respeitado, portanto, a religião, o culto religioso e as igrejas. A religião cristã, em particular, como sistema religioso, é, na sua essência ideológica e ética, absolutamente compatível com a democracia”.

A Editora Calvino era do PCB, no Brasil, e editou esta obra para cativar o voto católico. A obra mostra, no fundo, que as melhores ideias do socialismo nascem na ética religiosa cristã-judaica. 

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