A grande linha democrática popular distributista e socialista da Igreja

Oito exemplos ilustram bem a linha da Democracia real, do amor da Igreja pela democracia real, popular, distributista, participativa. Primeiro, Otto Schilling (1874-1956), autor de obras como “A doutrina social e do Estado de Santo Agostinho” (1910), “Direito natural e Estado na Doutrina da antiga Igreja” (1914), “Doutrina social e do Estado de Santo Tomás de Aquino” (1923) e “Filosofia do direito e Cristianismo social” (1933).

Em segundo lugar, Marc Sangnier (1873-1950), que escreveu obras como “O espírito da democracia” (1905), “O Sillon, espírito e métodos” (1905), “A luta pela democracia” (1908), “A jovem República” (1913) e “Discursos” (1910).

Em terceiro lugar, Giuseppe Toniolo (1845-1918), autor de obras como “A democracia cristã” (1900), “A união profissional do trabalho” (1901) e “Tratado de economia social” (1906-1921). A escola ético-jurídico, de Toniolo, defendeu uma democracia política e econômica real, onde os trabalhadores sejam sujeitos das relações políticas e econômicas, e não objetos, escravos. A mesma linha do grande César Cantu, de Alceu, de Barbosa Lima Sobrinho e outras estrelas da Igreja. 

Em quarto lugar, o jurista Filomusi Guelfi (1842-1922), autor de obras como “A doutrina do Estado na antiguidade grega na sua relação com a ética” (Nápoles, 1873), “O conceito de direito natural e de direito positivo, na história da filosofia do direito” (1874) e “Lições sobre filosofia do direito” (1949, póstuma).

Em quinto lugar, o grande e sábio padre Henri Rommen (1897-1967), autor de obras magistrais, como “A doutrina de Estado de Francisco Suarez” (1947) e “O Estado no pensamento católico” (São Paulo, Edições Paulinas, 1967, obra elogiada por Paulo VI). Em sexto lugar, Jacques Maritain (1882-1972), autor de livros como “Da filosofia cristã”, “Humanismo integral”, “Os direitos do homem e a lei natural”, “Cristianismo e democracia”, “A pessoa e o bem comum”,”Homem e Estado” e outras.

Em sexto lugar, basta lembrar do sociólogo belga, o beneditino Odon Lottin (1880-1965), autor de obras magistrais como “Psicologia e moral dos séculos XII e XIII” (1942-60), “O direito natural em São Tomás de Aquino e seus precursores” (1931), “Princípios de moral” (1947), “A teoria do livre arbítrio depois de Santo Anselmo até São Tomás de Aquino” (1929), “As fontes da nossa grandeza moral” (1946) e “Moral fundamental” (1954).

Em sétimo lugar, há o padre Antoine Pottier (1849-1923), outro sociólogo belga, um dos principais inspiradores do movimento democrático cristão. Pottier escreveu livros como “A cooperação e as sociedades operárias” (1889), “A questão operária” (1903) e “A moral católica e as questões sociais de hoje em dia” (1920).

A linha de democracia real e popular foi bem descrita por Maritain (oitavo exemplo), na “Carta sobre a Independência” (1935), onde escreveu: “uma sã política cristãmente inspirada”, que chama “a si todos os não-cristãos, que a achassem justa e humana”, vai “muito longe para a esquerda” na escolha de “soluções técnicas, na apreciação do movimento concreto da história e nas exigências de transformação do presente regime econômico”. Isto ocorre por “posições absolutamente originais”, “procedendo, na ordem espiritual e moral, de princípios muito diferentes das concepções de mundo e da vida, da família e da cidade, prestigiadas nos diversos partidos de esquerda”. Há o mesmo ensinamento nos textos de Mounier, do Cardeal Cardijn e em outros milhares de autores da Igreja

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