Polícias matam mais de 6.000 pessoas por ano, no Brasil. A cada dia, 17 pessoas. Quase uma pessoa por hora. E os bozós querem mais SANGUE DOS POBRES….

Renato Sérgio de Lima

Estimativa inédita feita para o Faces da Violência com base em estudo produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública para o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID , indica que, em 2018, as mortes decorrentes de intervenção policial geraram apenas em custos com a perda de anos de vida produtivos das 6.160 mortes registradas no ano passado, R$ 4,56 bilhões.

Esse é o dinheiro que, se não houvesse essas mortes, teria potencialmente entrado na economia brasileira nos próximos anos em função da participação destas pessoas no mercado de trabalho e na economia. A opção por manter tais padrões de uso letal da força não atinge apenas a segurança pública, mas tem efeitos em vários outros aspectos da vida das população e deveria ser mais bem refletida em termos econômicos, sociais, institucionais e éticos.

Por trás da ideia da morte como pacificadora, escondem-se gargalos profundos no nosso modelo de desenvolvimento e na forma como garantimos vida e cidadania para a sociedade brasileira. Vivemos um déficit ético e civilizacional que nos faz aceitar a violência como linguagem e jogar fora a ideia de um projeto de Nação justa e democrática.

Um déficit que, como afirmei em texto em coautoria com Samira Bueno, permite que ocorram situações como a dos 83 tiros de fuzil disparados pelo Exército, no Rio de Janeiro. Como dissemos no texto, o episódio revela que, naquele caso, “não só um carro com uma família que passeava em uma tarde de domingo foi fuzilado, mas, sinais dos tempos, além da morte do músico Evaldo Rosa, também foi morto Luciano Macedo, catador de lixo baleado ao tentar ajudar família. A morte de Luciano representa não só a morte da empatia. Ela é a prova de que a solidariedade foi punida com pena de morte“.

Vamos nos tornando insensíveis à dor e ao sofrimento. Diante do pânico imposto pela violência e pela falência das políticas sociais, é muito fácil banalizar o discurso de que a violência dos criminosos precisa ser combatida com mais violência, ainda mais quando feito a partir de um posts em redes sociais e/ou gabinetes de autoridades que não precisam ir para a ponta da linha para matar ou morrer.

Porém, só demagogia e irresponsabilidade política explicam tais discursos terem tanta ressonância nas políticas públicas. De acordo com o projeto Monitor da Violência, parceria do FBSP com o NEV/USP e o G1, as polícias brasileiras mataram 6.160 pessoas, em 2018, o que dá quase 17 pessoas por dia. Se compararmos com 2014, chama muito atenção que este número é mais do que o dobro do registrado naquele ano. Um crescimento de mais de 100% em 5 anos.

Nossas polícias, sob qualquer métrica, apresentam padrões de uso letal da força em muito superiores à média dos países da OCDE e/ou de países que temos como exemplos de qualidade de vida.

Para usar duas comparações bastante comuns da nova “guerra cultural” travada pela ultradireita do país, hoje o padrão de uso da força das nossas polícias está mais parecido com o da Polícia Nacional Bolivariana, da Venezuela, do que as polícias dos EUA.

Isso porque, em 2018, as polícias brasileiras mataram 6,2 mais e morreram 1,9 vezes mais do que as polícias dos EUA. Enquanto aqui houve 6.160 mortes decorrentes de intervenção policial e 307 policiais mortos, nos Estados Unidos, que tem uma população maior do que a nossa, foram registradas 992 mortes decorrentes de intervenção policial e 158 policiais mortos.

Merece destaque que o número de policiais civis e militares vítimas de homicídio ao longo de 2018 teve redução de 18%, mas ainda preocupa pois os policiais continuam a morrer em folga. O Estado, cuja parcela de seus representantes opta por incentivar o morticínio, deveria criar programas de proteção efetiva aos policiais, como apoio social, de saúde mental, jurídico e/ou linhas de financiamento para moradia e escolas.

Dos 307 policiais assassinados no ano passado, ao menos 232 foram vitimados fora do horário de serviço, em situações pouco investigadas e transparentes. Dentre as múltiplas causas passíveis de serem mapeadas temos os policiais vítimas de latrocínios, que reagem a roubos e acabam sendo mortos, e aqueles que morreram enquanto faziam “bico”, a segunda jornada a que expressiva parcela dos policiais brasileiros está sujeita como forma de complementar renda. Mas não temos um esforço de produção de estudos e análises que poderia balizar novas estratégias e ações.

Em resumo, não é normal achar que os protocolos de uso da força das nossas polícias estão adequados e que as taxas altas de morte são consequência da vontade dos “bandidos” de enfrentarem as polícias.

A métrica das polícias deve ser o direito e não o comportamento dos criminosos. Aliás, exatamente por isso eles são criminosos, pois estão atentando contra as leis e não podem ser exemplos de nada que guie as políticas públicas. Eles precisam ser identificados e responsabilizados nos termos da nossa legislação.

Sem dúvida, polícias podem matar de forma legítima em nome do Estado, mas, para que isso aconteça, é necessário que não reste dúvidas sobre os padrões de trabalho.

Não se trata de decisões individuais de quem puxa o gatilho, mas de uma cadeia de comando e controle que precisa ser sempre diligente e contínua.

O uso letal da força nunca é apenas uma decisão individual. É preciso reforçarmos supervisão e controle para que não percamos a mão e presenciemos mais uma vez na história do país a emergência de grupos de extermínio e da ampliação das milícias.

Isso só virá com o reforço das investigações e não com populismo penal, licenças para matar ou com histórias “para boi dormir”, que muitos contam para posarem de vingadores da moral e/ou protetores da ordem.

O Poder Público tem que sinalizar que o uso letal da força não é vingança ou faz parte de uma espiral de vendetas, mas é uma possibilidade legítima mas que deve ser usada com muita moderação.

Uma família de Corujas…ótimo exemplo familiar

Por uma AGRICULTURA CAMPESINA, estatal, COOPERATIVA, da VIDA

Julio García Camarero
El 3 de abril de este año 2019 fue publicado en el diario un artículo redactado por César  Fernández-Quintanilla y Fernando Valladares cuyo titulo era: “La agricultura en el siglo XXI: ¿verdugo, víctima o nodriza?” (https://www.eldiario.es/cienciacritica/agricultura-XXI-verdugo-victima-nodriza_6_884071603.html). En él se mezclan verdades con mentiras y despropósitos, y todo p ese a que es publicado por un diario “progre”.   

En él aparecen una serie de cuestiones verdaderas como que:

– El agua dulce potable está disminuyendo. Y tal como señala el artículo lo hace a marchas forzadas, por varias causas:

El calentamiento global del Cambio Climático (C.C.) derrite los casquetes polares (que son la máxima reserva planetaria de agua dulce). Pero no dice que encima los crecentistas se alegran porque así crecerá la economía como consecuencia del aumento del tráfico marítimo ártico y de las posibilidades del turismo playero.

La agricultura a principios del siglo XXI consumía el 70% del consumo mundial. Aunque no indica que principalmente se debe al establecimiento de regadíos por parte de las macro-corporaciones de la agricultura industrial, o tecnologías punteras como los hidropónicos, cultivos fuera de temporada, etc.

– También es cierto que la calidad del agua dulce está bajando como consecuencia de los vertidos industriales, insumos químicos (fertilizantes y pesticidas derivados del petróleo) que resultan indispensables desde la nefasta revolución verde.

– También es verdad que llegaremos a superar lo 10.000 millones de habitantes antes del año 2050. Aunque tampoco dice que el capitalismo crecentista ya esta practicando la necro-política para reducir este aumento. Véase la multiplicación, “en metástasis” de las guerras y el profundo aumento de la brecha social que está aumentando la hambruna en el sur, aunque a nivel global haya mejorado levemente el problema del hambre.  

Pero también aparecen una serie de cuestiones completamente mentirosas, como que:

– “En los últimos 20 años la desnutrición y la pobreza extrema en el mundo se han reducido un 50%.”

Esto se desmiente a partir los datos aportados por la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO) en su informe: El estado de la inseguridad alimentaria en el mundo 2015, publicado en 2017 (https://www.lavanguardia.com/vangdata/20150601/54431529291/informe-grafico-el-hambre-en-el-mundo.html).

Nos dice textualmente: “En cifras relativas, el porcentaje de personas subalimentadas en el mundo se sitúa actualmente en el 10,9%, frente al 18,6% del periodo 1990-92. Por tanto, la reducción porcentual ha sido de casi 8%”. Desde 1992 a 2016, es decir en 25 años recientes y un modesto 8% de disminución no es lo mismo que el pomposo 50% dado por César Fernández-Quintanilla y Fernando Valladares, más aún si tenemos en cuenta que en el Tercer Mundo en realidad está aumentando el problema.

El informe de la FAO recomienda: “El aumento de la productividad y los ingresos de los pequeños agricultores familiares son fundamentales para lograr progresos”… Los pequeños agricultores no son, precisamente, mejora en la productividad de los insumos utilizados, ni las potentes herramientas: la biotecnología, las nuevas tecnologías digitales geoespaciales o los cultivos modificados genéticamente (“transgénicos”).

Pero es más, la infancia mundial sufre su peor situación en los últimos 30 años. Unicef alerta de que: “los niños son las víctimas más vulnerables de los conflictos armados, que proliferan más que nunca. La organización pone el foco en sus `cicatrices mentales´ y el `efecto devastador´ que tienen en su futuro como adultos. La infancia sufre la mayor amenaza para su desarrollo en los últimos 30 años, los mismos que han transcurrido desde que se firmara la Convención sobre los Derechos del Niño. Henrietta H. Fore, Directora ejecutiva de Unicef, dice: “Las cifras hablan de que el programa de Naciones Unidas para la infancia logró que 2,6 millones de niños recibieran tratamiento contra la malnutrición aguda que sufrían. El balance global, sin embargo, habla de que aún han quedado un 41% de casos por atender”.  

Por ultimo aparecen algunos curiosos despropósitos

– Lo de la superación de la pobreza gracias al crecimiento y la innovación tecnológica tampoco es cierto. Existen pronósticos economicistas y gráficas de crecimiento que falsean la realidad porque tienen una falsa definición de lo que es pobreza. La fuerzan para engañar y decir que hay superación de la pobreza en donde en realidad hay aumento de la pobreza y de las brechas sociales. Por ejemplo, aún es muy frecuente identificar el crecimiento de PIB con la creación de la riqueza y superación de la pobreza, pero no se tiene en cuenta en absoluto la distribución del PIB en cada país. Sí es cierto que se crea crecimiento de riqueza con el aumento del PIB, pero sólo para una oligarquía y siempre a costa de aumentar la pobreza de la mayoría. O dicho de otra forma, a costa de aumentar constantemente la brecha social. No solo eso, a costa de sobrepasar los límites del crecimiento.

– No es cierto que la biotecnología, las nuevas tecnologías digitales geoespaciales o los cultivos modificados genéticamente (transgénicos), vayan a mejorar la vida del Tercer Mundo. El Tercer Mundo, con estas tecnologías en marcha, será aún mas Tercer Mundo y más pobre y estas tecnologías no harán crecer la lucha contra el hambre. Lo que sí harán crecer es la acumulación de riqueza cada vez en menos manos, las de las grandes corporaciones de la alimentación centralista y globalizada que necesita distribuir sus productos punteros a miles y miles de kilómetros, a la vez que se profundiza en la brecha social, y de sobrepasar los límites en cuanto a generación de cambio climático, la sexta gran extinción, acumulación masiva de desechos que están poniendo en riesgo a toda la biosfera e incluso amenazando la vida en la Tierra.

– Y no es verdad que a base de “empleo de máquinas inteligentes, robots y análisis masivo de datos (big data) se vaya a conseguir una reducción en el número de trabajadores agrarios y a combatir el hambre en el mundo”. El empleo masivo de agricultura química, de robots y mecanización puntera lo que logrará será aumentar el rendimiento y beneficio de las empresas, pero a costa de reducir drásticamente la calidad alimentaria y el empleo. Desempleo que “felizmente” (para los ecofascistas empresarios) reducirá los costos de las multinacionales a la vez que se inicia la tan deseada etapa de la necropolítica que permitirá el exterminio por pobreza desesperación y desnutrición de miles de millones de personas. ¿Qué es si no lo que ya están viviendo los que quieren saltar el muro de de Trump en el sur de EEUU o el Mediterráneo y los muros de la vergüenza de la U.E.?– También parece que los autores del artículo quieren inducir que la tecnología puntera, como tiene mucho de inmaterial, no causa daños ecológicos como pueden ser el cambio climático (CC) o el agotamiento de recursos. Pero no es cierto. Podemos poner como ejemplo de este tipo de tecnología el teléfono móvil: que hace fotos y no gasta carrete ni papel fotográfico, que produce música y no gasta la materia que si gasta el CDS o la que gastaban los antiguos casetes.

 Solo vemos este aspecto positivo, pero no otros que son negativos y que sí que pueden, lamentablemente, conducirnos a sobrepasar los limites del crecimiento, a agotar los recursos planetarios o a producir el CC

En efecto, debemos tener en cuenta que para producir un teléfono móvil es necesario extraer material no renovable con un peso 150 veces superior a su peso. Y no sólo eso, sino que buena parte de este peso está constituido por materias raras y escasas en el planeta Tierra, como por ejemplo el coltán. Y que miles de millones de personas están actualmente consumiendo móviles cuyos componentes y los propios móviles deben de trasladarse a miles y miles de kilómetros para que sea posible su uso hasta en los más recónditos rincones del planeta. A esto también habrá que añadir que estos aparatitos punteros tienen una vida de uso de solo unos pocos años y que se están reponiendo constantemente. Todo esto supone un grave impacto en el agotamiento de recursos y en la generación de CC como consecuencia de las combustiones debidas a su fabricación y su transporte.  

Y es que el proyecto de futuro humano no deben ser la necropolítica y la oligárquica tecnología puntera (como ya esta planteado y en marcha). Es decir, exterminar a miles de millones de personas justas (que sólo consumen justamente sus necesidades o menos de sus necesidades) para que algunos cientos de millones sigan consumiendo desorbitada y desmesuradamente muy por encima de sus pseudonecesidades.

Todo lo contrario, lo urgente es emprender una guerra sin cuartel contra las pseudonecesidades que nos están asesinando y amenazan la vida en la Tierra.  

Rebelión ha publicado este artículo con el permiso del autor mediante una licencia de Creative Commons, respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.

Grande Ministro, Dr. Ricardo Lewandowski. Luz garantista, com Marco Aurélio…

Lewandowski suspende prisões de 2ª instância em caso de crime eleitoral

Antônio Cruz/ Agência Brasil: O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) faz a 195ª Sessão Ordinária. A primeira sessão do ministro Ricardo Lewandowski como presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (Antônio Cruz/Agência Brasil)

O ministro do STF Ricardo Lewandowski autorizou, nesta semana, dois réus de um processo de crime eleitoral aguardarem o julgamento final em liberdade; a decisão suspende o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral que não havia autorizado os acusados saírem da prisão; para justificar sua decisão, Lewandowski diz que prisão em segunda instância ofende o princípio da presunção de inocência

Leão XIII: Estado amplo, produtivo e redistributivo, deve ajudar cada pessoa concreta, proteger cada pessoa concreta

Leão XIII, na “Immortale Dei” (n. 17): só há “liberdade verdadeira” se a pessoa age racionalmente, quando “o homem não é escravo nem de erros, nem de paixões”, no tocante ao interior.

Da mesma forma, Leão XIII foi enfático, ensinando, nesta mesma encíclica, que não há liberdade com “tiranos”.

Ensinou, ainda, que “a ordem pública” verdadeira, como Deus quer, deve ser formada por “regras sábias” que facilite “os meios de aumentar o bem-estar”, tal como deve “preservar de qualquer prepotência o Estado”.

A liberdade pessoal, nos limites do bem comum, é importante para evitar as tiranias e também para o florescimento da economia e da sociedade.

Em outros termos, o direito privado, bem regulado e protegido pelo direito público, deve existir, para constituir como que esferas de proteção sobre a personalidade humana.

Economia mista é a solução correta. Um amplo Estado social, produtivo, redistributivo, de ajuda e proteção às pessoas. 

Só há liberdade pessoal com bens, com condições exteriores, com meios de produção, com a ajuda estatal a todas as pessoas, do útero até o enterro. 

Leão XIII, na “Carta aos cardeais franceses” (1892), foi bem claro: o bem comum (as regras racionais do bem comum) é o “critério supremo” da legitimidade do poder público. O poder (do governo, do Estado, das empresas, das famílias etc) torna-se legítimo se for adequado à “razão do bem social”, se protege, promove e amplia o bem de todos.

A finalidade das pessoas, das famílias, da sociedade e do Estado é promover o “bem-estar moral e material na terra” (cf. Pio X, no Motu próprio, “Fin alla Prima”; tal como Leão XIII, em “Quod Apostolici Muneris”).

Portanto, o critério de legitimidade do poder, o que o torna legítimo, é a adequação racional do poder ao bem comum. O poder público deve ser uma mediação, meio, forma, para a autodeterminação da sociedade (e das pessoas concretas…) em prol do bem comum.

O grande capital controla os bozós…

O mais entreguista dos presidentes. Todo entreguista é um bozó, mas alguns vão além do entreguismo….

Solidariedade a JULIAN ASSANGE, uma grande estrela de luz

Charge genial, que o próprio Henfil pagaria para ter feito….Humor de primeira água…

Resistir às tentativas neoliberais de destruição da PREVIDÊNCIA SOCIAL

— Updated: 19/04/2019 — Total visits: 49,014 — Last 24 hours: 46 — On-line: 0
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